3 erros típicos ao escolher um fundo de investimento

1 . Vá para a sua entidade habitual

O maior erro de qualquer investidor é ir ao seu banco habitual e pedir ao consultor do banco tradicional um conselho. O mesmo irá esfregar as mãos sempre que vir uma vítima indefesa para enganar. Acabará por deixar o banco com um fundo subscrito, um fundo daquela ENTIDADE, uma vez que é a maior comissão que sai do banco, e também o deixarão com o sentimento de que você foi tratado muito bem, porque os funcionários bancários são profissionais na arte de enganar. Eles nunca lhe oferecerão um fundo de competição, mesmo que seja de menor risco e mais rentável.

Se você entrar na “mercearia do banco X ” para comprar laranjas, o funcionário nunca lhe dirá:  “Olhe, na esquina da mercearia do banco Y há laranjas mais frescas e mais baratas, vá lá comprá-las.” Eles não se importam com o Cliente, apenas e só naquilo que RECEBERÃO. Se, no entanto, procurar um conselheiro independente ou um especialista em CONSULTA de laranjas, este certamente irá dizer-lhe onde estão as melhores e mais baratas. Em troca, você pode ser obrigado a pagar uma pequena quantia de dinheiro pelo seu trabalho. Você decide se é merecedor de comissão o conselheiro que lhe indicar onde estão as melhores laranjas no mercado. Se ainda entendeu, substitua as laranjas por fundos.

  • SOLUÇÃO: Procure conselhos INDEPENDENTES, que o orientem sobre o melhor fundo de ALL disponível no mercado, sem olhar para o gerente.

2. Aceite um presente do seu banco

Muitas vezes, ao contratar um fundo ou um plano de pensão, são nos apresentados presentes absurdos e inúteis que entram nos olhos, para nos distrair do produto que estamos realmente a comprar. Um excelente conjunto de pratos, um leitor de MP3 inovador ou um relógio de gravador compacto são alguns presentes que são oferecidos em troca de gastar uma certa quantia acumulando perdas com um fundo horrivelmente gerenciado. À medida que continuamos a perder dinheiro, o banco continua a cobrar taxas de gestão suculentas. Enquanto isso, ainda desfrutamos do presente fantástico, não dando importância aos extratos mensais que nos dizem que nossa herança é cada vez menor. Quando já tivermos cansados o suficiente do presente e fomos à sucursal bancária para pedir explicações sobre a gestão do fundo contratado, eles irão explicar-nos gentilmente que é um momento mau no mercado e que é totalmente temporário, enquanto isso, colocam-nos algumas garrafas debaixo o braço ou então uma espaçosa mala de plástico para viajarmos neste verão. É nesse momento que voltamos para casa com um enorme sorriso ansioso para fazer a prova das garrafas oferecidas ou pensar na viagem a realizar, lembrando-nos fugazmente que o fundo que iriamos cancelar, afinal, ainda esta ativo.

  • SOLUÇÃO: Fazer uma tour por algumas lojas “chinesas” , pois lá, encontraremos excelentes utensílios de mesa, o MP3 inovador e o despertador compacto. Podemos comprar por um preço simbólico e não corremos o risco de nos tentarem impingir um fundo duvidoso.

3. Olhe para os retornos a curto plazo

É muito comum ao escolher um fundo para analisar a rentabilidade do último ano ou do último mês, se for positivo e alto, achamos que é um fundo que vai bem e somos encorajados a comprá-lo. ERRO. É altamente recomendável, se não essencial, olhar para a sua gestão de longo prazo, só ai veremos a sua consistência ao longo dos anos. Se os resultados foram bons, o gestor tem feito um bom trabalho, de vários anos (entre 3 e 5 anos), que é sinônimo de inteligência e critérios, podemos confiar nele para continuar a fazer o mesmo nos próximos anos.

No curto prazo (1 ano), que o gestor fez extraordinariamente bem, pode significar que ele teve sorte na escolha dos ativos ou dos mercados.

  • SOLUÇÃO: olhar os retornos dos fundos a longo prazo, entre 3 e 5 anos, para analisar consistentemente a gestão de fundos.

Sobre o autor

Tomás marcos marcos

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