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coronavirus

Cerca de duas semanas após o primeiro óbito consequente do coronavírus iniciado na cidade chinesa de Wuhan, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alterou a sua avaliação de risco internacional para elevada. Por detrás dessa mudança, está o rápido aumento do número de mortes que o vírus já causou – 106 óbitos em 18 dias – sendo esse número superior ao registado pelo coronavírus SARS à mesma altura do ano de 2002. Como se não bastasse, até ao dia 29 de janeiro foram também detetados cerca de 6.000 casos em mais de 15 países que incluem França, Japão e Estados Unidos.

Como resultado destes acontecimentos e da incerteza de uma maior propagação do vírus, investidores começaram a tomar maiores precauções. A possibilidade de uma diminuição da procura e consequentemente do consumo e da economia levou a uma forte queda dos principais índices mundiais. Na China, por exemplo, o índice Hang Seng caiu quase  3% na sua abertura, a 29 de janeiro após quatro dias de feriado nacional.

Na segunda-feira desta semana, o principal índice de referência europeu Stoxx 600, acabou por ter uma queda bastante acentuada (-2,26%), acabando por contrabalançar todos os ganhos conseguidos desde o início do ano. O mesmo se passou nas restantes bolsas europeias, e no caso português o PSI-20 desvalorizou 2,0%. A procura por ativos de maior refúgio começou a acentuar-se um pouco por toda a europa, o que levou a uma valorização do mercado da dívida levando a uma queda das yields das obrigações soberanas. Também, o petróleo de Brent desvalorizou 3% enquanto o ouro subia consideravelmente. 

Os receios do Coronavírus podem afetar o turismo a nível global e provocar um declínio nos gastos dos consumidores na Ásia e nos EUA. Mas o efeito pode contagiar-se depressa. “Estas retenções nos gastos são de curta duração, uma vez que os consumidores acabam por ter memória curta”, disse Jay Bryson, economista-chefe interino da Wells Fargo Securities. O vírus pode atingir o consumo e as viagens, o que pode ser suficiente para que exista um abrandamento do crescimento económico. Mas, mais uma vez, o efeito será provavelmente limitado. “O impacto negativo no crescimento e nos preços dos ativos dos surtos virais geralmente normalizam-se dentro de alguns meses”, diz Andrew Tilton, economista-chefe da Ásia na Goldman Sachs.

Na sessão de 28 de Janeiro, no entanto, os mercados fecharam em terreno positivo corrigindo em parte as perdas de segunda-feira. Os principais índices europeus valorizaram, enquanto as yields das obrigações da maior parte dos países europeus subiram. Em Portugal, por exemplo, as yields das obrigações a 10 anos levaram a um aumento de 3,1 pontos base. Já o preço do petróleo aumentou, enquanto o ouro valorizou.

É de salientar que as consequências que se têm observado nos mercados, é apenas o resultado da incerteza relativamente ao futuro desenvolvimento na transmissão do vírus. É muito pouco provável que estes acontecimentos tenham já afetado negativamente a economia real. No entanto, a agência de rating Moody's alertou que as consequências económicas do vírus podem ser comparáveis às do SARS em 2003. O surto viral eliminou 40 mil milhões de dólares da economia chinesa naquele ano, enquanto as perdas da economia mundial totalizaram 59 mil milhões de dólares. 

O ministro da saúde chinês, Ma Xiaowei, alertou que o número de vítimas irá continuar a aumentar e que já começaram a desenvolver uma vacina. Para além disso, são boas notícias que ainda não se tenham detetado indícios claros de mutação, no entanto isso não significa que não possa acontecer no futuro.

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