BiG: Análise Semanal de Mercados (21/08/2018)

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EURUSD: Indicadores PMI na Zona Euro e PIB na Alemanha podem conferir estímulo para visitar resistência-chave

  • Na passada semana, o desenvolvimento construtivo no âmbito das tensões comerciais entre EUA e China – agendamento da retoma de negociações entre as duas nações para o dia 22 de Agosto – permitiu ao USD aliviar um pouco face aos intensos ganhos recentes, nomeadamente após ter, mais uma vez este ano, exibido o seu perfil de activo de refúgio durante o tumulto, gerado pela crise político-económica turca, nos mercados financeiros.
  • O recuo do US Dollar Index ocorre após o índice ter atingido máximos de mais de um ano, coincidindo com o limiar superior do canal ascendente em que se insere desde meados de Maio. Na quinta-feira desta semana, serão divulgados os indicadores preliminares de actividade económica PMI, relativos ao mês de Agosto em França, Alemanha e no agregado da Zona Euro. Para o bloco, será também anunciado o indicador de confiança do consumidor. Na sexta-feira, será conhecida a estimativa final do crescimento económico da economia alemã, durante o segundo trimestre do ano.
  • Referência técnica: Numa semana em que os EUA têm uma agenda macroeconómica mais desafogada, acreditamos que na sequência da forte subida iniciada com o respeito minucioso do suporte em torno dos 1,13, o par poderá retrair ligeiramente até aos níveis 1,1480-1,1450. Nessa altura, divulgações globalmente positivas dos indicadores macro supra mencionados poderão conferir o impulso altista necessário para testar a resistência-chave situada nos 1,1582.

USDJPY: Par apresenta factores técnicos favoráveis e pode beneficiar do regresso da estabilidade em torno da Turquia

  • O elevado endividamento da economia turca, a par do crescente autoritarismo do presidente Erdogan e das suas ideias pouco ortodoxas sobre as taxas de juro, criaram uma crise financeira na Turquia, que teve repercussões internacionais e contagiou o sentimento de mercado. Nesse contexto, o iene foi procurado como activo de refúgio.
  • Actualmente, a situação na Turquia está mais estável, sobretudo depois do Qatar ter prometido investir $20 mil milhões na economia turca e de ter sido criada uma linha bilateral de troca de moeda para facilitar o comércio entre os dois países. O aumento do apetite dos investidores por obrigações de países asiáticos, bem como o fornecimento de liquidez em USD pelo Banco Popular da China, sugerem um regresso da estabilidade global.
  • Referência técnica: O USDJPY reagiu positivamente no contacto com a média móvel de longo prazo (200 dias), que coincide com os 38,2% de correcção de todo o impulso altista. Do ponto de vista gráfico, parece estar a formar-se um padrão clássico de cunha descendente, negociando actualmente no limiar inferior do padrão, o que torna mais atractivo o rácio risco/retorno. Preferimos um posicionamento altista para o USDJPY, para beneficiar de um possível regresso da apetência por risco, apontando para o limiar superior da cunha.

USDCAD: Comentários de Trump levam à correcção do dólar

  • O presidente Donald Trump lamentou, numa campanha de angariação de fundos, que Jerome Powell esteja a prosseguir com o aumento de taxas de juro. Numa entrevista à Reuters, Trump reforçou estes comentários dizendo que deveria receber ajuda da Fed. O dólar reagiu com pressão negativa após os comentários, ainda assim, os economistas prevêem que a economia dos EUA cresça este ano ao ritmo mais alto desde 2005, com uma expansão no segundo semestre de pelo menos 3%. Apesar do modesto aumento de salários, a confiança dos consumidores continua em alta, pelo que a correcção do dólar deverá ser momentânea.
  • Em relação ao dólar canadiano, as probabilidades implícitas de um aumento de taxas de juro já em Outubro passaram para 58% após leituras de inflação superiores ao esperado. O recente aumento do pretóleo também beneficia uma continuidade das quedas deste par no curto-prazo.
  • Referência técnica: O par encontra-se numa tendência claramente ascendente, sendo que aparenta estar a formar uma bandeira de correcção que se poderá manter até mais perto da base do canal, sendo que o mais provável é que o dólar dos EUA retome a sua trajectória ascendente a médio-prazo.

Nasdaq 100: Momentum, robustez de resultados e momento técnico concorrem para teste aos máximos históricos

  • Com a época de resultados nos EUA a aproximar-se do fim, 43 das 51 empresas tecnológicas que integram o S&P 500 já divulgaram contas relativas ao segundo trimestre de 2018. Embora mais heterogéneos do que em épocas anteriores, as empresas tecnológicas norte-americanas – principais responsáveis pelo firme reforço do bull market desde a segunda metade de 2016 – apresentaram , em média, uma evolução robusta nas receitas (+15,64%) e nos lucros (37,85%). Em média, nestas duas rúbricas, as divulgações superaram as estimativas em 1,56% e 6,41%, respectivamente.
  • Apesar de a guidance providenciada por algumas empresas do índice não ter sido tão encorajadora como o mercado havia sido habituado, acreditamos que tal facto não será suficiente para quebrar o distinto mometum positivo do sector tecnológico. Com efeito, acreditamos que as recentes quedas foram não só influenciadas pelo sentimento negativo que abrangeu os mercados financeiros a nível mundial, mas também e, principalmente, por uma sobre-reacção por parte dos investidores às idiossincrasias de algumas empresas do sector, como é o caso do Facebook.
  • Referência técnica: Perante o USD a encetar um recuo técnico face aos expressivos ganhos dos últimos tempos, uma recuperação ainda tímida do sentimento de risk-on e o Nasdaq a lutar como uma zona de resistência junto ao limiar inferior do canal ascendente, vemos maior atractividade em posicionamentos tácticos longos, tendo em vista os máximos históricos.
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