BiG: Análise Semanal de Mercados (29/01/2019)

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EURUSD: Tendência ascendente e factores fundamentais impulsionam o par

 

  • Após o dólar ter tido um ano de valorização em 2018 devido à performance económica superior dos EUA, em 2019 este paradigma deverá mudar com a continuidade do aumento gradual de taxas e com alguns riscos para a economia americana como o shutdown e as tensões económicas com a China. Embora estes dois temas já estejam em resolução, é provável que os efeitos negativos na economia americana ainda não estejam todos descontados.
  • Em relação à Europa, os riscos que se verificavam em 2018 já se encontram maioritariamente solucionados, nomeadamente a questão do orçamento Italiano e o Brexit cujo os resultados mais prováveis, uma extensão do período para o acordo ou um novo referendo, são ambos positivos para o euro. Esta visão no médio-prazo também permite beneficiar de um eventual aumento de taxas por parte do BCE.
  • Referência técnica: O par tem estado a formar um canal ascendente desde o final de 2018 com suporte nos $1,13. Um objectivo para o curto-prazo seria $1,1530, embora o racional possa ser extendido para o médio-prazo.

EURGBP: Par ressalta no nível de suporte de médio prazo

  • A libra esterlina tem registado uma valorização significativa nas últimas semanas. As notícias veiculadas pela imprensa de que o Democratic Unionist Party apoia o plano traçado pela primeira-ministra Theresa May impulsionaram recentemente a libra. O UDP é o maior dos partidos unionistas da Irlanda do Norte.
  • O par EURGBP atingiu mínimos de 20 meses, antes de ser agressivamente comprado, motivando um ressalto. Perante os sinais positivos evidenciados pelo euro na passada semana, nomeadamente no EURUSD, acreditamos que o EURGBP possa continuar a subir dentro deste
    rectângulo.
  • Referência técnica: Numa perspectiva de risco/rendimento, o EURGBP apresenta uma relação positiva, dado que podemos colocar a perda máxima de forma apertada, isto é, pouco abaixo do nível de suporte de médio prazo. Para a realização de ganhos, podemos considerar a retracção de 23,6% ou de 38,2% da última descida. A sobrevenda técnica visível em indicadores de momentum como o RSI e o estocástico lento reforçam a nossa visão optimista para o par a curto prazo.
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