BiG: Análise Semanal de Mercado (24/07/2018)

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EUR/USD: Próxima reunião do BCE não deverá gerar grandes surpresas

  • Os comentários de Donald Trump, que criticou o plano de subida de taxas de juro (mais 2x em 2018) da Reserva Federal devido ao seu efeito de apreciação no dólar norte-americano, despoletou alguma volatilidade no câmbio. A administração Trump tem diferido das administrações anteriores ao tomar posições públicas sobre o USD, tentando levar a que este deprecie. Um dólar menos forte é positivo para a estratégia de guerras comerciais da administração Trump, tornando as exportações norte-americanas mais atraentes.
  • Decorre esta quinta-feira a reunião de definição de política monetária do Banco Central Europeu. Após Mario Draghi estabelecer o processo de finalização do programa de compra de activos (em Dezembro) e de subida de taxas de juro (Verão de 2019) na última reunião, não são esperadas significativas novidades para esta reunião.
  • Referência técnica: Linha de tendência ascendente em vigor desde Março de 2017, representa um crucial suporte de curto-prazo, que se quebrado, o próximo suporte será em valores a rondar os 1,1525, mínimos relativos de Maio e Junho. Identificamos como resistência a linha descente de curto-prazo vigente desde finais de Maio.

BEL 20: Índice accionista belga rompe canal de negociação descendente em alta

  • O índice accionista belga rompeu recentemente uma importante linha de tendência descendente, sendo que o preço tem reagido de forma muito favorável depois de ultrapassar esta zona de resistência.
  • A empresa constituinte mais relevante do BEL 20 é a cervejeira Anheuser Busch Inbev, seguida de longe pelo grupo financeiro ING e pela energética Engie. As alterações fiscais lançadas pelo governo contribuído para a criação de emprego, tendo sido criados 54 mil novos postos de trabalho em 2017. A economia belga tem crescido de forma gradual e sustentável. O principal risco de longo prazo para a Bélgica, bem como para outras economias altamente abertas, é a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).
  • Referência técnica: Com o índice de força relativa (RSI) em clara tendência ascendente e ainda distante da zona de sobrecompra técnica (70 pontos), o índice belga negoceia 2% abaixo da média móvel de longo prazo (200 dias) e 1,80% abaixo da cotação de início do ano.

Hong Kong 50: Medidas de estímulo à economia poderão impulsionar os títulos chineses

  • O mercado accionista chinês encontra-se bastante pressionado desde o início de 2018, com o índice de Hong Kong a cair mais de 15% desde os máximos de 2018. Estas desvalorizações resultaram sobretudo do arrefecimento da economia chinesa, aumento da volatilidade nos mercados internacionais e, mais recentemente, devido às tensões comerciais com os EUA. De forma a contrariar esta tendência e impulsionar a economia e os mercados, a China anunciou um mix de cortes de impostos e investimento em infra-estruturas com o objectivo de intensificar os esforços para estimular a procura e contrariar uma economia enfraquecida.
  • Esta medida de estímulos foi divulgada no mesmo dia em que ocorreu uma injeção de 74 mil milhões de dólares no sistema bancário do Banco Central Chinês por meio do mecanismo de empréstimos a médio-prazo, esta é a maior injeção do banco central feita através desta ferramenta.
  • Referência técnica: O índice está neste momento a reagir em alta a esta notícia ao mesmo tempo que atingiu um suporte relevante. O preço e o RSI mostram uma divergência, dando mais força a uma possível inversão positiva do preço.
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