BiG: análise Semanal de Mercados (26/06/2018)

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EURUSD: Em terreno de indefinição à espera da divulgação de indicadores macroeconómicos

  • Aos olhos do mercado, o tom mais hawkish da Reserva Federal contrasta expressivamente com o tom dovish exteriorizado na última reunião do BCE. As modestas valorizações do euro, que ocorreram desde o início da fulgurosa e célere apreciação do USD, resultam primordialmente a picos de volatilidade causados pelas políticas erráticas de Trump no âmbito do comércio internacional, que temporariamente penalizaram o USD.
  • Esta semana serão divulgadas métricas de inflação relativas à Alemanha, França e Zona Euro e o índice de confiança do consumidor, relativamente a este último bloco económico. Uma superação consistente das expectativas poderia conferir um estímulo altista à moeda única, sobre a qual o risco crescente político na esfera europeia tem pairado, limitando interesse comprador. Nos EUA, será conhecida a terceira estimativa para o crescimento económico no primeiro trimestre, o Core PCE (indicador de inflação predilecto da Fed) e também o sentimento do consumidor. Numa conjuntura de valorização do USD, números que corroborem a actual robustez da economia norte-americana poderão desencadear a próxima toada baixista no par.
  • Referência técnica: Na recuperação de curto prazo a que assistimos, o EURUSD debate-se actualmente com a resistência conferida pela linha de tendência ascendente recentemente quebrada. Acima encontra-se os níveis horizontais traçados, sendo que uma superação, em valores de fecho, dos 1,1690, deverá criar espaço para um teste aos 1,1750.

XAUXAG: Activo de refúgio por excelência visado nas tensões comerciais. Prata com espaço para outperformance

  • O facto do ouro ter sido visado especificamente no âmbito da crescente tensão comercial entre EUA e China, com o último país (um dos dois maiores importadores do mundo) a referir que ponderava taxar e, eventualmente, importar menos ouro oriundo dos EUA (quarto maior exportador), inibiu o metal precioso de exibir o seu perfil de refúgio.
  • A pressão sobre o ouro foi tão intensa que, na passada semana, acabámos por assistir a um death cross. Por seu turno, a prata – metal precioso, também utilizado para fins industriais –, não tendo sido explicitamente mencionado nas tensões comerciais manteve o seu longo movimento de lateralização, respeitando o suporte oferecido pelo limiar inferior do triângulo simétrico dentro do qual negoceia desde meados de 2017.
  • Referência técnica: Depois de uma inquestionável tendência ascendente, o rácio ouro-prata encetou uma queda enquadrada num canal descendente, que conta já com dois falsos break-outs em baixa. Pelo caminho, o rácio perdeu a linha de tendência ascendente, cujo início remonta ao primeiro trimestre de 2017. Tendo testado o limiar superior deste canal e perante a dupla fraqueza fundamental e técnica do ouro, acreditamos que o rácio poderá procurar, numa primeira instância, o suporte existente nos 38,2% da retracção de Fibonacci traçada no gráfico.

COFFEE: Café recupera depois de retestar o nível-chave de suporte

  • O café Arábica está a ser impulsionado pelo interesse renovado do lado da procura, bem como pelo abrandamento da venda por parte do Vietname, que é o principal produtor mundial. Os agricultores vietnamitas estão a diminuir a produção, visto que os preços estão deprimidos na Europa, não justificando o actual ritmo de produção e investimento. O elevado posicionamento curto em café através de futuros e opções atingiu máximos de 9 semanas e poderá contribuir para uma subida, se a valorização do café continuar e os vendedores forem incentivados a recomprar os contratos derivados.
  • Note-se que a oferta global de café continua ampla, com o Brasil a registar uma situação metereológica favorável. Os grãos de café Arábica têm mais qualidade e são mais saborosos do que o café Robusta, cujos futuros também negoceiam em mínimos pluri-anuais.
  • Referência técnica: O café reagiu de forma positiva ao suporte de longo prazo, que remonta a Janeiro de 2016. O café poderá ascender até à média móvel de longo prazo (200 dias) e à linha de tendência descendente.
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