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China e sua força comercial

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As exportações da China continuam a crescer fortemente. Em outubro, as exportações aumentaram 11,4% face ao ano anterior, mais rapidamente do que os 9,9% registados em setembro. Este foi o crescimento mais rápido das exportações em mais de ano e meio. As importações aumentaram 4,7%, o que significa que o excedente comercial da China continua a expandir-se.

Curiosamente, o excedente bilateral com os Estados Unidos subiu mais de 46% desde que Donald Trump assumiu o cargo de Presidente. A sua administração norte-americana tinha feito um grande alarido sobre a dimensão desse desequilíbrio e consequentemente prometido reduzir o défice dos EUA com a China, no entanto foi precisamente o oposto que aconteceu. A força das exportações da China surge numa altura em que a procura global continua a ser relativamente fraca, mostrando a contínua competitividade das indústrias chinesas. Nomeadamente, as exportações da China têm sido beneficiadas pelas tendências pandémicas uma vez que tem existido uma forte procura global de equipamentos médicos, bem como por tecnologias relacionadas com o trabalho remoto.

A força de exportação da China estava em grande parte relacionada com a procura nos Estados Unidos. As exportações para os Estados Unidos aumentaram 22,5% em outubro face ao ano anterior, enquanto as exportações para a União Europeia caíram 7,0%. Curiosamente, as importações chinesas originárias dos Estados Unidos aumentaram 33,0%. Isto está provavelmente relacionado com a promessa da China de aumentar as importações originárias dos Estados Unidos, no âmbito da primeira fase do acordo comercial. A forte procura chinesa de bens norte-americanos pode preparar o cenário para qualquer mudança de política que o Presidente Joe Biden pretenda implementar. Se optar por aliviar as restrições comerciais, o facto de a procura chinesa já ser forte poderá atenuar as preocupações dos críticos do comércio com a China.

Além disso, as importações chinesas originárias da Europa aumentaram fortemente. Especificamente, as importações chinesas da Alemanha aumentaram 24% em outubro face ao ano anterior e as importações de Itália aumentaram 21%. Trata-se de um ponto positivo para a economia europeia, que enfrenta um aumento significativo do número de casos de pessoas infetadas pelo vírus. O resultado é que a China ultrapassou agora os Estados Unidos como o principal parceiro comercial da União Europeia. Assim, numa altura em que o continente europeu sofre os efeitos de novas restrições e de uma fraca procura nos Estados Unidos e no Reino Unido, a China está a dar um impulso muito necessário. Isto acontece uma vez que a economia chinesa está a crescer mais rapidamente do que qualquer outra grande economia.

Disclaimer:
O material postado é apenas para fins informativos e confiança nele pode levar a perdas. Os resultados passados não são um indicador confiável de resultados futuros. Por favor, leia o nosso aviso legal na integra.

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