EUR/USD modera depois de subida com polémica de Trump Jr

O EUR/USD registou subidas no final de terça-feira devido às revelações de emails do filho de Donald Trump, tendo depois moderado a subida em antecipação às palavras de Janet Yellen na quarta-feira.

O EUR/USD chegou a subir até aos 1.149 com a reacção à descoberta de emails potencialmente incriminatórios para a relação entre a campanha de Donald Trump e o Governo russo. Essa reacção moderou-se um pouco, sendo que o EUR/USD permaneceu ainda assim acima de 1.14. A declaração escrita de Janet Yellen, a ser lida posteriormente ao Congresso, não gerou muitas reacções, já que não trazia novidades relevantes. Continua a considerar-se existir uma recuperação moderada que tem criado emprego e que assim se manterá, com algumas questões face à permanência da fraqueza nos números da inflação. Quanto à redução do balanço dos activos da Reserva Federal, Yellen declarou apenas que esta começará provavelmente este ano. Assim, apenas durante as perguntas e respostas da imprensa poderá haver novidades sobre a política monetária norte-americana.

Por outro lado, os indicadores económicos continuam a suportar o euro. A produção industrial na Zona Euro subiu 1.3% mom em Maio, depois de ter registado uma subida de 0.3% em Abril. Mais ainda, em termos homólogos, a subida foi de 4.0%, a maior desde Agosto de 2011. Os sectores que levaram a uma maior expansão da produção foram os bens de consumo duradouros (7.5%), seguido dos bens de capital (5.5%). Em sentido contrário, a produção de energia foi a que cresceu menos, apenas 2.2%.

O Banco do Canadá subiu a sua taxa de juro de referência pela primeira vez em 7 anos, juntando-se a outros bancos centrais na tendência de subida de juros.

Em Portugal, a inflação de Junho foi a mais baixa desde Dezembro, fixando-se em 0.9% yoy (-0.6 p.p. do que no mês anterior). A inflação core desceu também, em 0.1 p.p. para 1.0%. Ainda assim, a inflação média nos últimos 12 meses subiu uma décima para 1.1%. Destaque também para a emissão de dívida soberana de longo-prazo, que reabriu a linha de obrigações a 30 anos inaugurada em 2015. Foram colocados EUR 315 milhões a uma taxa de 3.977% a 28 anos (maturidade em 2045), ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, em 4%. Por outro lado, EUR 685 milhões foram colocados a 10 anos, com o Estado a financiar-se a uma taxa de juro de 3.085%, algo acima da última operação semelhante no mês passado, em que a taxa foi de 2.851%. É importante sublinhar que a procura excedeu 2.15 vezes a oferta nas OT mais longas, sendo 1.52 vezes a oferta nos títulos a 10 anos.

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Fonte: BPI

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