Investir diretamente na China – Porquê?

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Diogo Gomes, Diretor UBS AM

O mercado de capitais chinês está pouco representado nos índices globais, pelo que uma exposição direta ao gigante asiático é a solução.

  • Os investidores podem obter mais do mercado chinês se optarem por uma exposição direta, uma vez que os índices globais subestimam
  • importância deste país.
  • A economia chinesa resistiu melhor ao Covid-19 e está a recuperar mais cedo do que outros mercados.
  • Os grandes investidores globais já estão a reposicionar os seus investimentos, dando um maior protagonismo a este mercado
  • A economia chinesa irá desempenhar um papel cada vez mais importante no mundo e os investidores devem repensar as suas carteiras e considerar uma exposição direta (da mesma forma que fazem com EUA, Japão ou Europa).

Se olharmos para o MSCI All Cap World Index (ACWI) – o maior benchmark mundial de ações -, o peso das ações chinesas no fim de março era de 4,9%, ainda que este mercado, de acordo com as estimativas do FMI, representa mais de 15% da economia mundial. Acontece o mesmo com as obrigações: apesar de apenas representarem um 3,1% do maior índice de obrigações do mundo, a China é o segundo maior mercado obrigacionista do mundo, com mais de 14 biliões de dólares. E, se estes valores já eram significativos, as estimativas do FMI indicam que em 2019 a China representou um 33% do crescimento global.

Porquê agora?

  1. A China está a recuperar mais rapidamente da Covid-19.

A China foi o primeiro país a sofrer com o surto de Covid-19. E é agora o primeiro país a sair do confinamento. Dados recentes sobre os indicadores de atividade mostram que a China está a começar a voltar uma certa normalidade.

  1. Os grandes investidores já estão a reposicionar-se.

Os grandes investidores globais não ficam à margem, quando se trata de investir na China. Na verdade, eles estão a aumentar a sua exposição rapidamente. No final de 2019, os investidores globais aumentaram os seus investimentos em ações e obrigações chinesas em 83% e 32%, respetivamente, em relação ao ano anterior, somando um total de 4,4 biliões de RMB (620 mil milhões de dólares, segundo o Banco Popular da China).

  1. O mundo será em breve um lugar diferente e agora é o momento de tomar uma posição.

Nos últimos 20 anos a China cresceu muito. Em 1997 tinha um PIB inferior ao de Itália, hoje é o segundo maior do mundo.

Mais cedo ou mais tarde, o peso deste mercado nas carteiras globais vai ter de refletir esta realidade. Os índices globais, tanto de ações como de obrigações, já estão a fazê-lo, ainda que lentamente. Uma exposição direta ao mercado chinês é uma forma de antecipar uma tendência que, à data, parece irreversível.

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