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À medida que a segunda vaga do vírus se vai alastrando e podendo eventualmente conduzir a um novo abrandamento da atividade económica, os participantes no mercado de crédito europeu vão dando alguns sinais da sua preocupação.

O último inquérito aos bancos comerciais realizado pelo banco central europeu (BCE) indica que se procedeu a um agravamento significativo das exigências de crédito neste terceiro trimestre. Aparentemente, a sua principal causa é a perceção do risco por parte dos bancos relativamente ao futuro estado da economia e não propriamente como consequência da sua própria condição financeira. Os bancos estão, acima de tudo, preocupados com a capacidade dos agentes económicos fazerem face aos seus empréstimos caso a recuperação económica sofra um revés. O BCE informa que a taxa de rejeição de pedidos de empréstimo aumentou tanto para as empresas como para as famílias, e que o volume de créditos bancários malparados pode até triplicar num cenário pessimista.

A reação das empresas e das famílias

No entanto, não é só a oferta a não querer emprestar, mas também o lado da procura – e em especial, as empresas – a não ter interesse em pedir emprestado. Isto deve-se essencialmente ao seu fraco investimento bem como à diminuição das necessidades de liquidez. Segundo o inquérito, cada vez mais empresas estão satisfeitas com as suas posições em caixa e por isso também menos preocupadas com possíveis ameaças.

Do lado das famílias, o BCE também encontrou um agravamento da solvabilidade das famílias como consequência da crise. Apesar disso, ainda se registou um aumento da procura de crédito no terceiro trimestre. Esse aumento poderá ter sido, por ventura limitado, uma vez que o BCE espera que a procura enfraqueça no quarto trimestre, à medida que as condições de crédito se tornam ainda mais apertadas e as condições do mercado de trabalho se detoram.

A realidade é que as posições tanto por parte dos bancos como dos agentes económicos, dificultam a ação do BCE. Existe, no fundo, um limite para aquilo que a política monetária pode fazer.

Os depósitos bancários das famílias aumentaram ao ritmo mais rápido em 12 anos, sinalizando que aumentar a base monetária pouco faz se o dinheiro ficar no banco. A ação política mais relevante seria a de optar por um maior estímulo orçamental – tal como a liderança do BCE, Fundo Monetário Internacional e OCDE assim recomendaram. Até certo ponto isto até está a acontecer. Alguns governos da Zona Euro decidiram estender os seus subsídios ao mercado de trabalho para além do final deste ano. E já não há de faltar muito para que o orçamento do fundo de recuperação europeu chegue então aos cofres dos Estados Membros.

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