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Outlook do BiG Research para 2019

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Estados Unidos da América

  • O longo período de expansão económica sucessiva (este é o 2ª maior ciclo económico positivo desde o início da série temporal existente) tem sido interpretado como o indicador de uma recessão iminente. Contudo, os indicadores macroeconómicos indicam que 2019 será ainda um ano de crescimento (ainda que mais moderado face a 2018).
  • A Reserva Federal norte-americana tem indicado que será mais flexível no processo de normalização monetária de forma a não asfixiar a evolução económica, reduzindo assim o risco que a entrada em recessão seja mais acelerada via um aumento demasiado célere de taxa de juro, por parte da Reserva Federal.
  • Os riscos de recessão estão, na nossa visão, enviesados para meados de 2020, caso a FED concretize a trajectória de subida de taxas prevista no dot plot (duas em 2019), sendo que num cenário mais pessimista o mercado accionista poderá já descontar este efeito no final de 2019 – com os níveis de volatilidade a exibirem-se acima do passado recente. Desta forma, sugerimos um posicionamento mais selectivo no mercado, privilegiando sectores defensivos e com avaliações sólidas. Identificamos valor, numa perspectiva anual, nos sectores norte-americanos de utilities, cuidados de saúde e bens de consumo. Numa perspectiva de estilo de investimento, favorecemos uma rotação de momentum para quality.

Invest Outlook – 2019

Europa

  • O fim histórico do programa de quantitative easing (QE) levado a cabo pelo BCE coincidiu com a evidente desaceleração da economia europeia, não obstante o gradual apaziguamento do risco político em Itália. A quebra nas exportações, em parte associada às tensões comerciais EUA-China e, por outro, a uma redução das exportações para o Reino Unido com a deterioração macro na região a acentuar-se com a proximidade da data do Brexit, aliado a uma concessão de crédito anémica que penalizou o nível de consumo e investimento traduziram-se nos principais factores que determinaram o arrefecimento económico Europeu.
  • O ano de 2019, caso se materialize algum tipo de acordo entre EUA-China que dirimam as tensões comerciais, deverá traduzir-se num crescimento da procura externa via incremento das exportações para; i) China (desaceleração económica será contida); ii) EUA (estabilização das relações diplomáticas); iii) Reino Unido que beneficiará da resolução do Brexit, seja qual for o cenário em que este se materializará.
  • No contexto de crescimento mais baixo, a procura interna, beneficiando dum incremento de poder de compra – apoiado pelo avanço sustentado dos salários e por uma menor inflação energética – permanecerá um pilar estrutural da economia europeia.
  • Após atingir máximos de 2011, o diferencial entre a inflação energética e a inflação core deverá continuar a comprimir, reduzindo a inflação harmonizada para valores inferiores ao objectivo estipulado pelo mandato único do Banco Central Europeu (2%).
  • Com efeito, a menor pressão inflacionista potencial, assumindo que o petróleo tem um potencial de apreciação limitado, restringe significativamente a margem de actuação do BCE, independentemente do posicionamento do sucessor de Draghi, cujo mandato termina a 31 de Outubro de 2019. Para já, antecipamos apenas uma subida da taxa de juro (depo e talvez também da refi) no último trimestre do ano.
  • Não obstante este cenário menos risonho para a economia europeia, o fim do quantitative easing deverá estimular finalmente uma subida mais sustentada das yields de dívida alemã, criando espaço – ainda que relativamente modesto – para apreciação do EUR face ao USD, à medida que o sentimento económico nos EUA vai incorporando sinais de maior abrandamento.

Reino Unido

  • À semelhança do que aconteceu em 1971, recairá sobre o parlamento britânico a responsabilidade de ditar o futuro político, económico e social do Reino Unido. Acreditamos que o cenário mais provável é a realização dum segundo referendo, em detrimento da aprovação do acordo alcançado por May com a União Europeia e de um catastrófico Hard Brexit. Caso um novo sufrágio seja convocado, perante uma população agora informada e com a camada votante mais jovem reforçada, antecipamos um resultado diferente, que não reverta quase meio século de integração com a União Europeia
  • A permanência na UE (ou mesmo, em menor escala, um Soft Brexit) deverá desencadear um significativo potencial de crescimento para a economia britânica, verificando-se uma retoma de três principais agregados macroeconómicos: o consumo, pela via de maior confiança e maior poder de compra, graças à recuperação da libra esterlina; o investimento, variável que mais retraiu em virtude da elevadíssima incerteza; e despesa pública, com o fim da austeridade a permitir medidas orçamentais de cariz mais expansionista, já estabelecidas para 2019. Concomitantemente, as indústrias-chave e o mercado imobiliário deverão igualmente recuperar, ainda que de forma potencialmente heterogénea.
  • O Banco de Inglaterra deverá, independentemente do desfecho, subir a taxa de juro de referência. A permanência na UE ou um Soft Brexit deverão permitir uma normalização gradual e saudável, enquanto um Hard Brexit deverá motivar uma política monetária mais errática, com aumentos de taxa de juro, num primeiro momento, a fim de suportar a libra e, posteriormente, descidas de modo a tentar segurar a economia.
  • A libra, as taxas de juro soberanas e os activos de risco, especialmente as acções mais ligadas à economia britânica, do sector financeiro e os REIT que investem no mercado doméstico deverão conhecer um caminho ascendente nos dois cenários benignos apresentados.

Portugal

  • A economia Portuguesa deverá abrandar o ritmo de crescimento para 1,8%, depois do produto ter crescido acima do PIB potencial nos últimos dois anos – em resultado de um ajustamento muito signifcativo do sector privado – seja pelo crescimento substancial das exportações que motivou uma evolução muito favorável doSaldo de Conta Corrente, bem como pelo nível de desalavancagem relevante que foi alcançado. Refira-se que as exportações beneficiaram de condições praticamente únicas de que é exemplo a “explosão do Investimento Directo Estrangeiro” e do Turismo que levaram o preço do mercado imobiliário para níveis já relativamente especulativos.
  • Para 2019, o contexto externo menos favorável, a estagnação do consumo interno e do investimento são factores que deverão contribuir para a referida desaceleração da economia Portuguesa.

Japão

  • A economia nipónica deverá desacelerar em 2019 para o limiar inferior do respectivo PIB potencial (entre 0,7% a 1%), reflectindo essencialmente uma gradual quebra do consumo e do investimento. Com a inflação ancorada nos 0,9% – longe do target do BoJ (2%), o programa de expansão monetária não convencional (em contraciclo com o resto do mundo)  assente na gestão dinâmica da curva de dívida e na compra de activos no limite anual de JPY 80 tri dificilmente será revertido no curto prazo – colocando pressão relativa sobre o Iene. Já a correlação inversa significativa entre a divisa e o respectivo mercado accionista, acoplado com métricas fundamentais historicamente atractivas e a crescente robustez do tecido empresarial nipónico leva-nos a considerar o investimento no Nikkei 225 como uma alternativa interessante entre os activos de risco.

China

  • Os estímulos implementados recentemente pelo governo, juntamente com uma política monetária mais expansionista por parte do banco central (PBoC) deverão impulsionar o investimento e o consumo.
  • O problema do excesso de endividamente subsiste, mas uma recuperação no crescimento aliviaria a curto prazo o risco de uma bolha de dívida.
  • Uma escalada das tensões comerciais com os EUA permanece como o maior risco para a economia chinesa.

Outros emergentes

  • Após um 2018 muito negativo para o bloco, na sequência da subida de taxas de juro nos EUA e pelo fortalecimento do USD, restringindo a liquidez global e motivando outflows dos Emergentes, pensamos que 2019 poderá traduzir algum dénero de recuperação na região. Ainda que as desvalorizações dos pares cambiais emergentes suscitem riscos de instabilidade, a posição financeira da maioria dos países não revela preocupações significativas. A inflação agregada e a evolução do Saldo de Conta Corrente do Bloco Emergente apresenta uma tendência favorável. Mesmo que as economias actualmente “debaixo de fogo” – Argentina e Turquia – terão ainda dificuldade em lidar com os respectivos desiquilíbrios estruturais, o seu perfil idiossincrático deverá motivar a que os riscos de contágio sejam mitigados. Considerando a suavização dos riscos da China e os fundamentais atractivos da alguns países Asiáticos – macroestrutural e de avaliação – consideramos esta geografia como a mais interessante para investimento em acções no novo ano.

Matérias-primas

  • Crude: O claro excesso de oferta no mercado – a par da desaceleração económica, que motivou a acumulação de inventários a nível mundial – transformou o rally docrude num bear market em aproximadamente dois meses. A decisão de corte de produção por parte OPEP+ deverá permitir eliminar o excedente existente no mercado no terceiro trimestre de 2019. De qualquer modo, a desaceleração económica global sincronizada que perspectivamos para 2019 deverá limitar o preço do barril a valores inferiores aos alcançados no ano passado. Com efeito, as expectativas de inflação, amplamente ancoradas aos preços das matérias-primas energéticas e, sobretudo, o crude, deverão permanecer contidas.
  • Ouro: Uma atenuação das taxas de juro norte-americanas, o consequente abrandamento do USD, o aumento de volatilidade accionista que deverá anteceder o fim de ciclo económico, a crescente procura por parte de bancos centrais e uma retoma na procura por ETFs, são os principais catalisadores que nos levam a antever um ano positivo para o Ouro.

Ø Síntese de posicionamento – Top Calls BiG Research

  1. Acções

– Quality US;

– Financials Europa;

– Índice Accionista Ásia Emergente;

 Dívida

– Valor Relativo em Itália;

– Treasuries ~3% yield e Floaters;

– Índice Agregado de Dívida Emergente

 

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