Petróleo está em mínimo de três meses

O “ouro negro” segue a perder mais de 4% nos principais mercados internacionais, com o crude de referência para a Europa em mínimos de Abril. A pressionar está a maior oferta da Arábia Saudita, a reabertura de portos de exportação na Líbia e a menor pressão dos EUA sobre as exportações de petróleo iraniano, bem como a possibilidade de os norte-americanos acederem às reservas estratégicas.

O que contribui-o para esta desvalorização?

São vários fatores.

Um deles prende-se com o facto de a Arábia Saudita ter disponibilizado crude adicional aos seus clientes asiáticos, indo assim ao encontro das pretensões dos EUA, que desejam ver mais petróleo no mercado para que os preços desçam.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem instado a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a colocar mais crude no mercado e, a OPEP decidiu aumentar a oferta em um milhão de barris por dia

O secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, declarou esta segunda-feira que apesar de o objectivo da Casa Branca ser “reduzir a zero” as exportações do Irão, poderá considerar algumas excepções de modo a não provocar perturbações no mercado.

Recentes problemas de ordem técnica e política levaram a perturbações na produção de países como a Líbia, Canadá, Venezuela e Noruega, o que faz com que muitos observadores não vejam no previsto aumento da produção da OPEP a solução para a organização recuperar os cortes que vigoraram durante um ano e meio e ainda compensar as reduções de oferta de outros países.

 

 

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Sobre o autor

Henrique Garcia
Analista de Mercados

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