Bankinter: “Caçadores de pechinchas entram em cena“

poucas referências macroeconómicas importantes, sendo de destacar apenas os dados do setor imobiliário norte-americano. Os fundamentais macroeconómicos (Emprego, Preços das Casas, Índices de Confiança…) antecipam um bom comportamento do setor imobiliário residencial. A subida esperada em outubro é explicada pelo regresso à normalidade após a paragem provocada pelos furacões em agosto e setembro.

Na UEM, as atenções centram-se nos discursos que Draghi (BCE) e Weidmann (Bundesbank) irão realizar no Congresso de Banca Europeia em Frankfurt. Draghi insiste na necessidade de manter uma política monetária ultra expansionista e em melhorar a comunicação – forward guidance – mas o Bundesbank entende que os estímulos monetários são um mecanismo de urgência. A realidade é que os indicadores avançados de atividade se encontram próximos de máximos históricos e o PIB cresce a um ritmo de +2,5% (vs +2,3% no 2T’17), embora não se verifiquem pressões inflacionistas. Draghi e Weidmann deverão ser construtivos, mas é provável que aumente a volatilidade no mercado de obrigações e no setor financeiro.

Quanto às empresas, as mais importantes já publicaram resultados, com um saldo positivo e acima do esperado. Importa realçar que durante a correção das bolsas, os suportes técnicos dos principais índices (2.555 pontos no S&P 500 e 3.530 pontos no caso do EuroStoxx 50) demostraram a sua resistência. Esperamos que as bolsas recuperem a senda altista à medida que a sessão avança.

Ontem: “Europa recuperou. Melhor aspeto”

Recuperação nas bolsas, animadas pela macroeconomia, pelas tecnológicas, pelos resultados das empresas (Wal Mart, Applied Materials, etc..) e pela luz verde do Congresso dos EUA ao corte de impostos. O mercado de obrigações continua suportado – os juros alemães (Bund) encontram-se abaixo de 0,40% – graças à baixa inflação e ao programa de compras do BCE. Quanto ao mercado cambial, o mais significativo foi a “inconveniente” depreciação do dólar para 1,179/€.

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