Bankinter: “Fim do ajuste. Dados macroeconómicos e vendas da Holiday Season jogam a favor”

O mais importante é comprovar que a fase de correção nas bolsas já chegou ao fim, tal como estimávamos na passada 2ª feira passada que iria suceder. A ligeira subida das bolsas na semana passada leva-nos a pensar que assim é. Convinha que as cotações se ajustassem um pouco porque se tinham aproximado demasiado das nossas avaliações estimadas (2.700/2.800 pontos no caso do S&P500, por exemplo). Ultrapassado este período, a volatilidade voltou a cair (VIX de novo abaixo de 10%), o que dá a entender que a tendência altista da semana passada é sólida. Agora o pior cenário no curto prazo é a estabilização. Trata-se,portanto, de uma mudança para melhor.

Esta semana temos muitas referências, cujo saldo global deveria permitir um modesto avanço nas bolsas. Talvez em linha com o da semana passada ou um pouco melhor.

Em primeiro lugar, as vendas na denominada Holiday Season americana deverão bater as expetativas de +3,6%/+4,0% vs +3,6% no 2016. O ciclo económico é cada vez mais sólido. Como referências recentes temos o PMI Composto da UEM a acelerar para 57,5 pontos (o Manufatureiro em máximos históricos), o IFO alemão a bater o seu máximo histórico anterior de outubro ao passar para 117,6 desde 116,7 ou o Indicador Avançado americano a registar o maior ritmo dos últimos 4 anos (+1,2% out.).

Em segundo lugar, deveremos ter uma inflação baixa na Alemanha e um PIB elevado nos Estados Unidos. O CPI alemão preliminar de nov. deverá subir apenas 1 décima, para +1,7%, ou provavelmente nem isso e repetirá +1,6%, confirmando que a inflação continua sem representar uma ameaça. O PIB 3T americano deverá ser revisto para +3,2% desde +3,0%, apesar dos furacões. Esta combinação irá transmitir, a meados da semana, a sensação de maior crescimento económico sem qualquer risco inflacionista, o qual deveria ter um impacto positivo tanto no mercado acionista como obrigacionista. Caso Powell consiga a aprovação do Senado para substituir Yellen à frente da Fed, essa tendência sairá ainda mais reforçada. Conforme já referimos anteriormente, parece-nos o candidato mais adequado.

 

Em terceiro e último lugar, provavelmente a OPEP irá manter as suas quotas atuais de produção na sua reunião de 5ª feira e isso irá transmitir a sensação de que é pouco provável que o petróleo se converta numa variável desestabilizadora do mercado. Com a procura final prevista a expandir-se +1,5% (M b/d), o seu preço deveria tender a estabilizar-se abaixo dos 55$/b. (WTI; atualmente em 58,7$/b.), o que equivale a esperar por uma ligeira queda do preço.

Em resumo, a não ser que as vendas na Holiday Season americana dececionem (esta é a variável chave), o sentimento do mercado deveria melhorar algo, dando por concluída a fase de correção… a qual, apesar de tudo, foi breve e praticamente não causou “dor”. Precisamente talvez por causa da sua curta duração, deveríamos preocupar-nos mais, uma vez que torna mais provável que se repita. O ano 2017 começa a estar mentalmente fechado, o seu balanço até agora não foi, de todo, mau (S&P500 +16,2%; EuroStoxx-50 +8,8%) e deveríamos assumir que o que resta até ao fecho formal de 31 de dezembro será um período de lateralidade nas bolsas.

Fonte: Bankinter

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