Bankinter: “Recuperação nas ações. Cuidado com a Bitcoin.”

Os mercados contam hoje com um aliciante, que são os dados macroeconómicos europeus, embora o sentimento que nos chega da sessão asiática seja negativo. No Japão, o Indicador Avançado saiu em linha com as expetativas e permite antecipar um bom comportamento de uma economia onde a Taxa de Desemprego é de apenas 2,7% e as taxas de juro se mantém próximas de zero (yield das obrigações a 10 anos ~0,06%).

O PIB alemão e a Produção Industrial na UEM irão confirmar o bom momento que a economia europeia atravessa, com os índices de atividade a surpreenderem pela positiva. O BCE divulga as Atas da sua última reunião, no entanto não esperamos qualquer surpresa. O crescimento económico é sincronizado por países e setores de atividade e as perspetivas de crescimento são revistas em alta. A gestão da política monetária é prudente porque as perspetivas de inflação continuam longe do objetivo de estabilidade de preços (~2,0%) e a Taxa de Desemprego ainda se encontra acima dos níveis pré-crise.

A normalização da política monetária será muito gradual e as taxas de juro irão continuar baixas, além do final do programa de compra de ativos, previsto para o final de 2018. Neste contexto, as bolsas deveriam animar-se à medida que a sessão avança. Por último, cuidado com a Bitcoin uma vez que, além de muitos outros motivos, a Coreia – principal mercado para a Bitcoin – está a estudar proibi-la.

Ontem: “Bolsas descansam, à exceção do PSI20.”

Dia de ligeira correção das bolsas, tal como prevíamos, perante a ausência de dados macroeconómicos relevantes. Ainda assim, o PSI20 voltou a registar uma variação positiva, em contraciclo com o resto dos índices acionistas. No mercado de dívida, assistimos a um aumento da volatilidade.

O menor volume de compras por parte do BoJ (Banco do Japão) não ajuda e os rumores sobre uma possível mudança na política de investimento por parte da China também não. Quanto às divisas, a Libra acusou a deterioração da Balança Comercial britânica e o Dólar esteve algo fragilizado.

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