BiG: Análise Semanal de Mercados (12/02/2019)

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XAGUSD: Prata poderá retomar a tendência ascendente

  • Um posicionamento comprador na prata poderá ser impulsionado, caso a fase final de negociações entre os EUA e a China conduza a decisões difíceis e ao agravamento das tensões comerciais entre ambos os blocos económicos.
  • A possibilidade do dólar americano recuar, depois dos fortes ganhos registados desde o início do ano e de ter atingido uma resistência forte, seria benéfica para a prata, caso se concretize.
  • Referência técnica: A prata está a negociar junto à linha de tendência ascendente. A situação actual, muito próxima de um suporte relevante, proporciona uma relação atractiva de risco/rendimento na prata. A confluência de níveis técnicos robustos deverá suportar a prata. O rácio ouro/prata (XAUXAG) está a consolidar dentro de um triângulo simétrico, podendo continuar o movimento descendente. Por este motivo, esperamos um desempenho superior da prata face ao ouro, em termos relativos.

EURCAD: Par poderá recuperar a curto prazo se quebrar cunha descendente em alta

  • O par tem vindo a ser pressionado, tendo atingido esta manhã mínimos que não eram visitados há várias semanas.
  • Apesar da valorização forte do crude ao longo da sessão de hoje, o dólar canadiano não beneficiou ao ponto do EURCAD romper o suporte.
  • Referência técnica: O EURCAD está a negociar junto ao suporte de médio prazo e está a formar uma cunha descendente, figura de inversão de tendência por excelência. Caso se confirme a ruptura desta cunha, vemos potencial para uma valorização de curto prazo. O breakout da linha de tendência descendente traçada no RSI daria uma confirmação adicional ao posicionamento comprador. A proximidade ao suporte permite gerir o risco de forma conservadora.

 

S&P 500: Euforia com indícios de potenciais desenvolvimentos favoráveis aumenta permeabilidade perante resistência

  • Durante esta semana decorre a terceira ronda de negociações entre EUA e China, desde as tréguas acordadas em Novembro de 2018. Robert Lighthizer, Representante do Comércio e Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro encontram-se em negociações com o vice-primeiro-ministro e conselheiro económico chinês, Liu He, com o objectivo de alcançar um acordo que possa ser assinado pelos dois presidentes para terminar a escalada protecionista entre EUA e China. Ontem, fontes oficiais da Casa Branca divulgaram que Donald Trump ainda pretende reunir-se com Xi Jinping, possivelmente em Março. De qualquer modo, sem acordo assinado, após o dia 1 de Março, os EUA poderão aumentar as taxas alfandegárias em USD 200 mil milhões de importações oriundas da China dos actuais 10% para 25%, o que presumivelmente motivaria uma retaliação chinesa, possivelmente com um aumento de taxas sobre USD 60 mil milhões de importações provenientes dos EUA.
  • Ontem foi igualmente alcançado um acordo de princípio bipardtidário no Congresso norte-americano, como forma de tentar evitar um novo encerramento parcial dos serviços federais (US government shutdown) a partir de dia 15 de Fevereiro. No acordo em causa prevê-se um financiamento de USD 1,4 mil milhões para a construção de uma barreira ao longo de 55 milhas na fronteira do Texas com o México. Para produzir efeito, o acordo carece de aprovação por parte de Trump, que almejava um financiamento de USD 5,7 mil milhões para reforçar a segurança na referida fronteira.
  • Referência técnica: Perante estes meros sinais, o mercado, ainda em sobrecompra técnica, respondeu com elevada força compradora, o que aumenta o risco de quedas caso os desfechos positivos não se concretizem. Vemos os 2.745 e, mais acima, os 2.791 pontos como resistências-chave, onde o binómio risco-retorno pode ser particularmente atractivo para posições curtas.

 

EURUSD: Perante sentimento fortemente negativo em relação ao EUR, indicadores macro podem captar compradores

  • Na semana passada, o significativo corte nas estimativas de crescimento para a Zona Euro, em 2019 (1,3% vs. 1,9%, em 2018), por parte da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, adensou o sentimento negativo sobre a moeda única – já motivado por indicadores macroeconómicos referentes às três maiores economias (Alemanha, França e Itália) a revelar crescente debilidade.
  • Para o agregado da Zona Euro, esta semana serão divulgadas: a produção industrial, em Dezembro, e as estimativas preliminares de crescimento económico referente ao último trimestre de 2018. Em ambos os casos, já se conhecem os números para as economias dos principais
    Estados-membros, pelo que acreditamos que o potencial para surpresas negativas está já consideravelmente mitigado. Com efeito, antecipamos que, perante a sua forte sobrevenda, o EURUSD possa ter algum espaço para aliviar das pesadas quedas. Se Trump não aprovar o acordo de princípio bipartidário alcançado ontem no Congresso e, efectivamente, se verificar uma retoma do US partial shutdown no fim-de-semana, o par poderá encontrar ainda mais compradores. Eventuais notícias positivas em relação às negociações entre EUA e China poderão também reforçar este racional de subida.
  • Referência técnica: Após ter reagido positivamente ao testar o suporte conferido pelo limiar inferior do canal descendente, o par testa agora a importante resistência dos 1,13. A eventual superação deste nível, reforçada pela quebra em alta do canal, deverá abrir caminho até aos 1,1350.

AUDUSD: Notícias positivas em relação ao acordo entre China e EUA podem impulsionar o dólar australiano

  • A incerteza em torno do próximo estágio das negociações comerciais entre os EUA e China na passada semana, com a aproximação do prazo do dia 1 de Março, manteve o dólar australiano pressionado. No entanto com as notícias de que Trump está optimista em relação ao acordo comercial e com a crescente probabilidade de boas notícias neste âmbito até ao final da semana, o par tem potencial para assumir um movimento ascendente.
  • Os mercados asiáticos reagiram de forma positiva à melhoria do apetite pelo risco, enquanto o dólar americano se encontra a corrigir e consolidou os ganhos recentes em relação aos seus principais pares. O Aussie beneficiou também de um aumento da confiança dos empresas na economia, depois de uma diminuição em Dezembro.
  • Referência técnica: O dólar australiano encontra-se a recuperar das fortes quedas da semana passada num suporte relevante que já foi testado várias vezes no passado. Se as notícias positivas do acordo comercial se efectivarem o par tem potencial para ascender a valores perto dos $0,72 no curto-prazo.
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    BiG Research