BiG: Análise Semanal de Mercados

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EURSEK: Correcção esperada depois de atingir máximo histórico

  • O EURSEK valorizou cerca de 6% desde o início do ano, levando a coroa sueca a atingir o nível mais baixo da última década.
  • A economia sueca está a abrandar, devido à contida procura internacional e ao menor ritmo de construção residencial. A inflação baixa tornou o Riksbank ainda mais facilitista do que antes, sendo que a próxima subida de taxas de juro deverá acontecer apenas em Junho de 2020.
  • Referência técnica: O EURSEK atingiu máximos históricos e está a reagir negativamente junto à zona de resistência, que consiste na junção de vários máximos anteriores. A proximidade a máximos históricos e a elevada altura do canal de negociação permitem a colocação de um trade com uma relação atractiva de risco/retorno. O próximo suporte relevante situa-se nos SEK 10,63. Depois de uma valorização tão impulsiva, os indicadores de momentum apresentam, naturalmente, níveis de sobrecompra técnica.

S&P 500: Evolução das negociações entre EUA e China defrauda expectativas, intensificando pressão vendedora

  • Desde o início do ano até ao fim de Abril, o mercado accionista, apoiado em (1) expectativas verdadeiramente optimistas em relação ao potencial fim da guerra comercial entre EUA e China e na (2) nova e reiterada postura dovish da Reserva Federal norte-americana, registou uma impressionante valorização de aproximadamente 18%. As várias rondas de negociações, na China e nos EUA, com progressos intangíveis cada vez mais marginais acabaram por se revelar inconclusivas e a escalada proteccionista foi restaurada em pleno, com os EUA a aumentarem a taxa alfandegária sobre USD 200 mil milhões de importações norte-americanas provenientes dos EUA de 10% para 25%. Poucos dias depois, num tom comedido, a China afirmou que, caso não fosse alcançado um acordo até Junho, retaliaria com a imposição de novas taxas alfandegárias às importações oriundas dos EUA.
  • Ontem, os EUA divulgaram uma nova lista de bens importados da China – num total de cerca de USD 300 mil milhões – que poderão vir a ser alvo de nova taxação alfandegária (25%). A execução de tal medida taxaria praticamente todas importações norte-americanas com origem na China. Ainda que continuemos a acreditar que um acordo comercial será alcançado, os recentes desenvolvimentos reforçam a nossa visão de que o mesmo será sobretudo de fachada e os níveis de comércio internacional que antecederam o proteccionismo de Trump não serão restabelecidos.
  • Referência técnica: Após ter quebrado em baixa uma cunha ascendente, o S&P 500 retraiu até uma importante região de suporte, onde se situam os 23,6% de Fibonacci. Acreditamos que as quedas deverão continuar, mas consideramos possível que se verifique um alívio em alta até perto dos 2.860 pontos. Caso tal se materialize, uma retoma da trajectória descendente poderá permitir a criação de um padrão de inversão head & sholders top.

COFFEENY: Café poderá recuperar depois de atingir mínimos plurianuais

  • O café está a valorizar hoje, recuperando depois de atingir mínimos de 13 anos. O excesso de oferta, motivado pela colheita recorde no Brasil, penalizou o preço durante vários meses.
  • Note-se que o café é um dos futuros que mais desvalorizam este ano, ultrapassado apenas pelo trigo, pelo sumo de laranja e pelo índice de volatilidade VIX.
  • Referência técnica: A formação de um mínimo relativo mais alto reforça o sentimento de que a mercadoria poderá recuperar. Ficamos atentos para a possibilidade dos futuros do café Arábica quebrarem a linha de tendência descendente em alta. Mediante esse sinal de força, preferimos um posicionamento altista.

Platina: Tendência permanece descendente devido a vários factores técnicos e fundamentais

  • O metal continua pressionado devido às crescentes regulamentações ambientais de vários países para a diminuição da poluição, que por conseguinte prejudicam o mercado dos motores a diesel e consequentemente a platina.
  • A tendência para a platina permanece descendente com a diminuição da procura. O novo Presidente da África do Sul, um dos principais países produtores desta matéria-prima, encontra-se perante uma negociação difícil com os sindicatos dos mineiros que exigem maiores salários e melhores condições de trabalho, ameaçando uma série de greves que podem fazer parar a produção. No entanto este risco tem diminuído, uma vez que o novo Presidente deverá exercer todos os esforços para chegar a um acordo.
  • Referência técnica: Após um movimento de valorização no início do ano, acompanhando a subida do mercado accionista, a platinha chegou a um nível de resistência relevante que impediu a continuação da escalada positiva, tendo desvalorizado desde então. Neste contexto privilegiam-se posicionamentos curtos com o objectivo inicial perto dos $825.
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