BiG: Análise Semanal de Mercado (09/12/18)

EURNZD: Possível head and shoulders faz antecipar continuação da pressão vendedora

  • No arranque do ano, o optimismo em torno do euro parece-nos excessivo e faz recordar o pessimismo que existia há um ano atrás e que apontava para uma queda até à paridade. O sentido do mercado foi o oposto, com o euro a registar a melhor valorização desde 2003. Actualmente, o posicionamento comprador do euro via futuros e opções na CME é muito elevado, superando os 100 mil contratos, nível no qual o EUR/USD tendeu a corrigir no passado.
  • O dólar neo-zelandês apresenta sinais de força contra várias divisas. A ascensão de forças esquerdistas e nacionalistas ao governo assustou inicialmente os mercados, levando a uma saída de investimento. Porém, a medida mais intervencionista foi a limitação da compra de habitação residencial por estrangeiros, enquanto o mercado laboral está próximo do pleno emprego e o preço do leite subiu 2,2% no leilão do dia 2 de Janeiro.
  • Referência técnica: A ruptura da linha do pescoço, que já está a ocorrer, é um sinal importante. O próximo passo relevante é a quebra em baixa do canal de negociação ascendente, que está em vigor há quase um ano.

AUDNZD: Menor controlo de capitais na China pressiona o dólar australiano

  • Contrariamente ao EURNZD, o AUDNZD ainda não atingiu a linha do pescoço de um potencial head and shoulders, uma das figuras gráficas de inversão mais fiáveis na análise técnica. A dinâmica económica da Nova Zelândia está a ser mais valorizada pelo mercado, dado que o NZD foi bastante penalizado em Setembro e Outubro, com a alteração inesperada do governo para uma coligação constituída por forças nacionalistas e de esquerda.
  • Durante a noite, o yuan chinês depreciou devido à alteração nas directrizes de cálculo de fixing diário da moeda, que retira uma componente que limita a volatilidade. Esta mudança pelo banco central da China mostra confiança na evolução do yuan e está a pressionar hoje a moeda, dado que se traduz em menor controlo de capitais. Esta mudança decisiva da política chinesa afecta o dólar australiano, devido às fortes relações comerciais existentes.
  •     Confirmando-se a quebra em baixa da linha do pescoço, existem poucos níveis de suporte para travar uma desvalorização adicional do AUDNZD.

AUDUSD: Possível correcção antes de retomar tendência de alta

  • O dólar Australiano teve uma reacção bastante forte em alta relativamente ao teste do suporte (linha laranja) e da tendência ascendente, tendo quebrado recentemente uma resistência importante (assinalado a verde), demonstrando bastante força para continuar a subir.
  • O objectivo será aguardar por um novo teste à zona verde, antes resistência e agora suporte, que coincide com a segunda retracção de fibonacci, para voltar a considerar uma entrada longa neste par. Esta estratégia admite um continuar do enfraquecimento do dólar, como tem vindo a ser norma.
  • Referência Técnica: O preço cruzou em sentido ascendente a média móvel dos 100 dias, sendo esperada uma retracção aos níveis de 0.7744AUD que se aproxima aos níveis de fibonacci de 38.2%.

Crude WTI: Em máximos de mais de dois anos, crude pode apresentar maior permeabilidade a correcções

  • O fulguroso rally que recentemente coroou a assinalável subida em 2017 levou a matéria-prima a testar máximos de Maio de 2015. As disrupções de produção e as tensões vividas nos países da OPEP foram o principal combustível deste ímpeto altista. Este fim-de-semana assistiu-se a um crescendo de instabilidade, com mais um príncipe a ser preso na Arábia Saudita e com a proibição do ensino de inglês nas escolas primárias iranianas.
  • As disrupções no lado da oferta têm conferido suporte ao preço do crude, porém, o risco dum incremento significativo de produção nos EUA também é mais real. Trump divulgou planos para reverter uma antiga política energética, colocando 90% das águas federais à disposição para exploração de petróleo e gás natural, e um questionário revelou que 42% dos produtores de shale oil ponderam aumentar a produção acima dos USD 60/barril.
  • Referência técnica: A forte subida do crude apresenta sinais de exaustão, não só directamente no preço, como também uma divergência bearish entre o RSI e o preço. Neste contexto, acreditamos que eventuais notícias desfavoráveis poderão despoletar a uma correcção no crude a curto prazo, estando identificados no gráfico os principais níveis de referência para possíveis descidas.

 

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BiG Research

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