BiG: Análise Semanal de Mercado (12/06/2018)

EURUSD: Semana com política monetária em destaque poderá determinar o próximo movimento em tendência do par

  

  • A reunião G7 com um desfecho a evidenciar divisões EUA vs. restantes países, a cimeira entre EUA e Coreia do Norte com um resultado surpreendentemente pacifista, a decisão de política monetária em ambos os lados do Atlântico e a discriminação dos produtos chineses sujeitos a taxas alfandegárias por parte dos EUA, no âmbito do pacote proteccionista de USD 50 mil mi constituem os vários eventos de risco da semana.
  • Não descurando um eventual impacto de respostas inesperadas a esta última divulgação por parte dos EUA, os eventos de política monetária deverão conferir o próximo impulso relevante e direccional ao EURUSD. É amplamente esperado pelo mercado que, amanhã, a Fed decida realizar o segundo aumento de taxa de juro do ano (para o intervalo 1,75% – 2%). Para tentar compreender a probabilidade de uma quarta subida e onde se situará a taxa terminal, os investidores focar-se-ão não só no tom do discurso de Powell, mas principalmente em possíveis alterações no Dot Plot.
  • Referência técnica: O BCE, por seu turno, deverá anunciar que alterações ao actual programa de compra de activos estão a ser discutidas, remetendo a divulgação da decisão para a reunião de Julho. A quebra do triângulo simétrico deverá pôr término à recente lateralização a curto prazo. Acreditando num buy the rumour, sell the fact em relação à decisão do FOMC e num tom relativamente neutro por parte de Draghi, uma subida, pelo menos, até à relevante resistência em torno dos 1,1860 parece-nos o cenário mais provável.

Nikkei 225: A manutenção da política monetária expansionista poderá continuar a impulsionar o índice

  • O índice accionista do Japão está já positivo em 2018 contrastando com alguns índices de países desenvolvidos, como grande parte dos índices europeus, apesar do PIB do primeiro trimestre de 2018 estar ligeiramente negativo e da inflação estar abaixo do esperado. Com estes indicadores menos positivos em relação à economia é bastante provável que o Banco do Japão mantenha os estímulos monetários na reunião desta semana.
  • O Banco do Japão abandonou a promessa de atingir sua meta de inflação de 2% em 2019 ao reconhecer que os preços são menos sensíveis à política monetária do que se acreditava anteriormente, ainda assim não alterou as suas projeções de inflação, continuando a prever aumentos de preços de cerca de 1,8% no ano até 2020.
  • Referência técnica: o índice encontra-se a testar uma resistência relevante nos 23.000 pontos acima da média móvel de 100 dias, tendo já quebrado
    uma linha de tendência descendente assinalada a vermelho no gráfico.

XLU: Possível buy the rumour, sell the fact da decisão do FOMC poderá permitir recuperação do sector de utilities

  • Desde o ajustamento em alta nas perspectivas de inflação que teve lugar no início do ano, com a consequente revisão de expectativas do mercado em relação a um ritmo mais célere no aumento da taxa de juro, o sector de utilities – sector defensivo, caracterizado por um elevado endividamento e, por conseguinte, negativamente exposto a um aumento dos custos de financiamento – tem estado sob forte pressão vendedora.
  • Em pouco mais que uma semana, com o aumento de taxa de juro, por parte da Reserva Federal, a tornar-se cada vez mais certo, o ETF relativo ao sector de utilities nos EUA sofreu uma substancial queda, a rondar os 4,5%, entrando em terreno de sobrevenda técnica.
  • Referência técnica: Antecipando uma reacção de buy the rumour, sell the fact junto à linha de tendência ascendente, cujo início remonta a 2009, acreditamos que o sector poderá registar um pequeno rally de alívio até às resistências conferidas pelos 61,8% de Fibonacci (verde) e/ou linha de tendência descendente (azul). Desse momento em diante, acreditamos na vigência do actual bull market, cenário em que o sector de utilities deverá continuar a ser preterido face a sectores cíclicos, uma realidade que nos parece particularmente provável numa conjuntura de subida de taxas de juro.
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