BiG: Análise Semanal de Mercado (28/11)

EURUSD: Nível técnico decisivo em semana marcada por indicadores macroeconómicos e banqueiros centrais

  • Após uma expressiva recuperação do dólar norte-americano durante a primeira parte do último trimestre de 2017, o USD encetou uma rápida retracção, apesar dos progressos positivos em relação à aprovação do plano de reforma fiscal proposto pelo Partido Republicano. Na semana passada, as actas da reunião da Fed (FOMC) exteriorizaram um tom dovish que surpreendeu o mercado, incrementando a pressão vendedora sobre o USD.
  • No bloco da Zona Euro, esta semana contará com a divulgação de indicadores macroeconómicos com impacto para os mercados (Confiança do Consumidor, CPI e PMI da manufactura), ao passo que nos EUA, para além do crescimento do PIB e do PCE (indicador de inflação mais seguido pela Fed), assistiremos aos discursos de presidentes dos bancos regionais da Reserva Federal, incluindo Jerome Powell – próximo chairman da Fed.
  • Referência técnica: Após um falso breakout de uma figura head & shoulders (H&S) top, o padrão foi invalidado, formando-se um H&S bottom, activado na passada sexta-feira. Esta sequência de padrões H&S contraditórios é rara, não permitindo uma identificação convicta de tendência a curto prazo. Mais indicações deverão surgir após a reacção ao nível actualmente testado, a retracção de Fibonacci deverá balizar os próximos movimentos.   

NZDCAD: Ruptura de uma cunha descendente abre perspectivas positivas para este commodity cross

  • As divisas dos Antípodas têm sido pressionadas. O dólar neo-zelandês foi penalizado pela descida dos preços obtidos no último leilão de leite da cooperativa Fonterra, que registou uma queda de 3,4% no índice de preços. O sentimento negativo está relativamente extremado no dólar neo-zelandês e no dólar australiano, o que nos leva a esperar uma possível recuperação destas moedas na recta final do ano.
  • A linha de tendência ascendente tem funcionado bem como suporte nos últimos anos e tem sido respeitada diversas vezes.
  • Referência técnica: O breakout quer da cunha descendente, quer do RSI reforçam a nossa visão positiva para este par cambial. Projectando uma evolução favorável do NZDCAD, temos os CAD 0,8965 (23,6% de Fibonacci) e os CAD 0,9147 (38,2% de Fibonacci e a média móvel simples de 200 semanas). O maior risco para este posicionamento comprador é a reunião da OPEP, que ocorre esta quinta-feira em Viena, e que poderá influenciar o dólar canadiano. Para limitar perdas, sugerimos um stop loss abaixo do mínimo de ontem, em torno dos CAD 0,8659.

Crude (WTI): Cumprimento de expectativas de extensão do corte pela OPEP poderá gerar correcção

  • Na próxima quinta-feira, dia 30 de Novembro, ocorre uma reunião entre os membros da OPEP, onde é esperado que o cartel anuncie uma extensão do actual programa de corte de produção, que termina em Março de 2018. Esta extensão deverá contar com o apoio e participação dos restantes não membros da OPEP (Rússia, México, entre outros) que integram o actual corte de produção.
  • Estas expectativas de prolongamento do corte de produção por mais 6 (até Setembro 2018) ou 9 meses (até Dezembro de 2018) despoletou o canal ascendente no crude, que se aproxima do nível psicológico de USD 60/barril.
  • Contudo, e assumindo que o prolongamento é anunciado no dia 30 de Novembro, os catalisadores de curto-prazo para o crude extinguem-se, levando potencialmente a uma lateralização da commodity ou quiçá a um movimento de correcção ligeira num evento de ‘buy the rumour, sell the fact’.
  • Referência técnica: Divergência entre o RSI e preço (novo máximo não validado pelo RSI) figura como sinal bearish. Identificamos os $57,5, $56 (1º nível da retracção de Fibonacci) e a base do canal como importantes suportes de curto-prazo.

IBEX35: Surge oportunidade de compra do índice após se desvanecer a ameaça da Catalunha

  • Desde os máximos relativos em Maio, o índice já derrapou cerca de 12%, maioritariamente devido, numa primeira fase, aos receios do referendo da independência da Catalunha e, numa segunda fase, devido a todos os acontecimentos que se seguiram ao referendo, como a distituição de Puigdemont e posterior viagem para Bruxelas.
  • O IBEX ainda se encontra frágil e volátil, bem como susceptível a notícias que possam impactar negativamente o desenrolar normal dos acontecimentos. Ainda assim, o índice já se encontra a quebrar o canal descendete pela segunda vez, sendo que também já atingiu uma zona de suporte relevante assinalado a verde no gráfico.
  • Referência Técnica: O preço ultrapassa agora o nível dos 10.105 pontos, um nível que já tinha sido suporte anteriormente. O RSI mantém-se neutro, mas em tendência ascendente.

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