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Até que ponto a diversificação é útil?

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A diversificação numa carteira de acções é essencial para a estabilização do comportamento da nossa carteira por quê? Porque se investir todo nosso capital em uma única ação, um revés na empresa, uma mudança de ciclo no setor, ou penalidade o índice de ações a que pertence, fará com que a carteira, neste caso, formado por uma única ação, seja gravemente penalizada. Da mesma forma, o oposto pode acontecer, mas faz sentido para construir uma carteira com boas empresas, de modo que, se errar no investimento de uma, as outras ações mitigado o risco da carteira.

Tipos de Diversificação

Numa carteira de acções, a diversificação é investir em empresas de países e / ou diferentes setores. Há também um outro tipo de diversificação, diversificação temporária. Este último é mais importante do que parece, porque nos garante comprar ações a preços razoáveis:

– Diversificação geográfica: É a diversificação que consiste na compra de ações de outros países. Como as grandes empresas em um país estão altamente correlacionados com o índice, uma forma de reduzir a variabilidade de uma carteira de ações domésticas é comprando ações de empresas estrangeiras. O que devemos considerar? taxa de câmbio. As taxas de câmbio também afetam o retorno final sobre o investimento.

– Diversificação sectorial: A diversificação do setor é eliminar o risco da carteira através da incorporação de novos setores. Em Espanha, encontramos fortes empresas dos segmentos financeiro, energia e construção. Portanto, se começarmos uma carteira de ações a partir do zero, não seria razoável para iniciar esses setores. Além disso, existem importantes empresas de outros setores (Inditex e Telefônica). No entanto, não encontramos carros ou empresas de software, por exemplo.

– Diversificação Temporal: A diversificação Temporal tem a ver com quando comprar. A diversificação temporal, consiste em realizar compras espaçadas ao longo do tempo nas ações que nos propusemos analisar e que nos pareçam que estejam quotizadas abaixo do seu valor. Isto irá permitir-nos obter bons preços médios de compra, independentemente de que mercado.

A diversificação temporal é uma boa prática quando começamos a investir, isso, evitará evitar que compremos de forma abusiva com todo o nosso capital Em relação à diversificação sectorial e geográfica, se temos uma carteira composta por alguns valores nacionais, é melhor investir no exterior em setores que não estão presentes no mercado interno e diversificar em ambos os aspetos simultaneamente.

Como podemos diversificar

Suponha que temos uma carteira de acções portuguesas compostas de setores bem representados no mercado nacional: EDP, Corticeira Amorim, CTT, Semapa, Montepio e Sonae. Neste ponto, pode ser a diversificação muito interessante, tanto geográfica como sectorialmente. Quando temos uma carteira de ações nacionais que queremos diversificar, é necessário operar com um corretor que nos possa a cessar a acções de outros mercados.

Para diversificar da maneira mais eficiente possível, poderíamos incorporar uma empresa de consumo, outra de telecomunicações e uma de automóveis. Empresas grandes e estáveis ​​nestes sectores seria Diageo, AT & T e Volvo. Além disso, com estas empresas não só estaríamos a diversificar por sector, como também por país e moeda: Diageo é uma empresa britânica de bebidas alcoólicas (Guinness, Smirnoff, Baileys, etc.), a AT & T é uma empresa de telecomunicações dos EUA que também é proprietária Time Warner. Finalmente, a Volvo é um conhecido fabricante de carros e caminhões. Estas três empresas, além de nos proporcionarem exposição a outros setores, também nos proporcionam exposição à libra esterlina, ao dólar e à coroa sueca.

Tem um custo diferente comprar ações em outros mercados?

Normalmente operar em outros mercados tem comissões ligeiramente superiores. No entanto, isso não deve nos impedir na hora diversificar, porque o custo é muito baixo em relação ao risco de que podemos reduzir.

Além das comissões de compra e venda, é preciso levar em conta as taxas e comissões de custódia.  O facto de serem gratuitas é muito importante, especialmente quando investimos com um horizonte temporal de médio ou longo prazo. Não se esqueça que qualquer custo adicional faz diminuir o retorno final sobre o investimento, por isso quanto pagarmos em comissões melhor.

Uma das poucas “certezas” existentes nos mercados financeiros é o efeito positivo da diversificação na rentabilidade e no risco de uma carteira. Ter uma série de ativos que obtenham retornos positivos de diferentes mercados ou produtos (sem relação um com o outro) irá agregar valor ao nosso portefólio, já que se uma fonte de rentabilidade falha, outras continuarão gerando rentabilidade, mas até que ponto isso é verdade? 

A diversificação é um dos eixos nos quais o investimento e no qual acreditamos cegamente. O seu efeito positivo é inegável, tanto do ponto de vista matemático quanto intuitivo, já que pelo mero senso comum podemos concluir que isso é verdade. Basicamente, isso significa que “não colocar todos os ovos na mesma cesta” nos dará mais alegrias do que sustos a longo prazo.

Por outro lado, há uma desvantagem, pois a alta diversificação pode significar grandes custos de oportunidade para o nosso portfólio e tornar nosso conhecimento e análise de mercado inúteis. Warren Buffet expressa isso claramente nesta citação:

“Diversificação é proteção contra a ignorância. Se sabe o que está a fazer, não faz sentido diversificar”

Ao diversificar, eliminamos progressivamente o risco intrínseco de cada um de nossos ativos, levando nossa carteira a assumir apenas risco sistemático. Isso pode parecer uma coisa boa, mas é contra nós. Os defensores da extrema diversificação defendem-se dizendo que o risco intrínseco não contribui para a rentabilidade, uma vez que apenas o risco sistemático é remunerado e qualquer risco assumido não proporciona rentabilidade, apenas risco.

Isso não é totalmente verdade, já que, do ponto de vista teórico e operacional, não funciona assim. Se adicionarmos muitos ativos ao nosso portfólio, substituiremos o risco intrínseco por sistemático, então acabaremos com a “indexação” fazendo com que os resultados do mesmo sejam correlacionados de forma total aos resultados dos índices de referência. erro operacional, uma vez que estaremos apoiando uma série de custos para que finalmente nossa carteira esteja se comportando de maneira extremamente semelhante à índice

Tudo isso nos levará a ter um Tracking error próximo a zero, para que nosso portfólio não se desvie dos movimentos dos mercados, então nossa gestão ativa (seleção de ações, tempo de entrada etc.) não agregará valor, tornando-se passivo, mas terá custos tanto no nível operacional (comissões) quanto no tempo de composição e gestão do portfólio, quando poderíamos ter obtido o mesmo indexando-nos com um custo significativamente menor, o que nos levaria a assumir um custo de oportunidade. (Aqui poderíamos entrar no debate sobre o que é melhor, se gestão ativa ou passiva, mas isso é outro assunto!)

Até que ponto a diversificação é útil?

Como Aristóteles disse:

A virtude está no termo médio

É claro que o que finalmente agrega valor às carteiras é o risco intrínseco de cada ativo e é esse risco que pode nos levar a obter retornos acima do benchmark (se é o nosso objetivo).

Até certo ponto, é absolutamente necessário diversificar para nos proteger de nossas próprias decisões e não jogar uma carta a todos, mas devemos encontrar o ponto médio onde essa proteção fornece valor a longo prazo, em vez de destruí-la. Precisamos rastrear nossos portfólios e analisar tanto o coeficiente de correlação com os principais índices de referência quanto o Tracking error que nosso portfólio possui em relação ao seu benchmark. Podemos fazer alguma surpresa se fizermos isso, já que muitas vezes o desejo de nos proteger no longo prazo através da diversificação nos leva a destruir o valor que somos capazes de gerar através de nossa análise de mercado e composição de portfólio.

Este equilíbrio entre o montante de risco de cada tipo que preferimos, o risco intrínseco (gestão ativa) ou somente sistemático (gestão passiva) depende da nossa filosofia de investimento e gestão de capital. Os defensores da mais pura gestão ativa devem procurar maximizar o Traking error, compensando-o com um pouco de risco sistemático para proteger os erros que esse tipo de gestão pode incorrer (ele também assumirá um possível custo de oportunidade). Por outro lado, aqueles que não confiam nessa gestão ativa podem criar valor, mas que os mercados de longo prazo são otimistas, têm a decisão mais fácil, uma vez que terão apenas que se indexar, suportando menos custos e seguindo os mercados.

Como conclusão, a diversificação é apenas uma ferramenta e sua utilidade dependerá de nossas necessidades e de como sabemos usá-la para nosso próprio benefício.

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