Investidor iniciante? Estes são os conceitos que deve saber

Investidor iniciante? Estes são os conceitos que deve saber

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Se é um investidor iniciante e vai dar os primeiros passos na área de investimentos, essas são as noções básicas que o investidor iniciante deve saber antes de investir.

Investidor iniciante? Estes são os conceitos que deve saber

Ter algum conhecimento inicial ao investir é um guia importante. Um estudo recente do Inverco Observatory mostra que aproximadamente 6 em cada 10 poupadores com idades entre 18 e 54 anos têm um conhecimento financeiro médio e alto de produtos financeiros . A faixa etária com menos conhecimento financeiro é aquela com mais de 65 anos. Aqui estão as principais dicas para investidores iniciantes:

O risco

Risco é a incerteza de que nossos investimentos terão retorno. Assim, quando falamos de baixo risco, os benefícios que um investimento nos traz serão menores, mas mais seguros; no caso de alto risco, eles serão maiores, mas também assumiremos a possibilidade de não obtermos lucro; e o risco moderado seria o ponto intermediário, derivado de uma combinação de investimentos dos dois anteriores.

Os tempos

O horizonte de tempo que traçamos para os nossos investimentos também desempenha um papel fundamental e é um aspecto que devemos considerar ao começar a investir. Por consenso, três perfis temporais se destacam no mercado:

  • Curto prazo: em geral, um investimento é considerado de curto prazo se a expectativa de recuperação for num período não superior a um ano. As duas principais características desse perfil de tempo são a segurança e a liquidez, uma vez que os investimentos de curto prazo geralmente são feitos em produtos de investimento que buscam conservar o capital.
  • O médio prazo: neste caso, trata-se de investidores dispostos a esperar entre dois e cinco anos para obter benefícios ou recuperar o seu investimento. Esse tipo de investimento proporciona liquidez aos investidores, mas responde a menos restrições quando se trata de apostar em ativos de risco, enquanto o prazo para recuperação do investimento é um pouco mais longo.
  • Longo prazo: nos casos em que a previsão de desinvestimento é superior a cinco anos. A vantagem desse perfil é poder investir em ativos mais voláteis, uma vez que o lapso de tempo ajuda a controlar o risco da carteira de investimentos, pois há mais tempo para recuperar o pagamento.
No caso de investir em bolsa, porém, os tempos têm o mesmo nome, mas com prazos bem diferentes .

Projeto de portfólio de investimento

A carteira de investimentos é um conjunto de diferentes tipos de ativos financeiros que podem conter uma grande variedade de produtos , como ações, títulos, apólices de seguro, mas, por exemplo, também matérias-primas.

O desenho de uma carteira é fundamental para o investidor, pois implica diversificar os seus investimentos, mesclando ativos com diferentes tipos de risco para tentar obter um retorno ótimo.

As tendências e fatores a ter em conta na escolha dos ativos a ter na carteira variam de acordo com a nossa situação económica ao investir e depende muito do nosso grau de aversão ao risco. Portanto, não existem produtos financeiros infalíveis em todos os momentos, nem devemos investir se não tivermos um capital que sabemos que podemos imobilizar para dedicar ao investimento. A nossa recomendação é procurar um consultor financeiro, que saberá definir as melhores opções de investimento, adaptadas a cada circunstância pessoal.

Tipos de gestão

Outro ponto fundamental antes de investir é o tipo de gestão que nos interessa. Existem duas maneiras de gerenciar uma carteira de investimentos: ativa e passiva.

  • Uma gestão passiva é aquela em que a composição da carteira é determinada mecanicamente, geralmente replicando um índice de mercado. A replicação de um índice não é uma tarefa fácil, pois requer meios significativos. Motivo pelo qual o investidor interessado vai para o investimento coletivo, seja na forma de fundos de índices ou ETFs. A principal vantagem está nos custos reduzidos, já que a tomada de decisão de investimento na carteira não depende de um gestor, com os seus custos salariais associados, mas de algoritmos que automatizam todo o processo. A principal desvantagem é que a carteira contém todos os títulos do índice, independentemente da sua qualidade financeira.
No caso da gestão ativa , a composição da carteira depende de um gestor, que avalia periodicamente quais são os melhores ativos financeiros para obter uma rentabilidade superior à do mercado. Assim, a intervenção desta figura faz com que os custos sejam um pouco mais elevados, mas também a perspetiva de benefícios, uma vez que a tomada de decisão na carteira é feita com base em critérios analíticos que permitem excluir as empresas com menor potencial. A principal desvantagem é que os resultados dependem do fator humano, o que nem sempre é correto.

 Aconselhamento

Deixamos para o fim a decisão mais relevante: escolher bem o nosso orientador . Investir com assessoria profissional pressupõe apoio na tomada de decisões. O conhecimento aprofundado do setor e do contexto, bem como a experiência de um consultor financeiro, são fundamentais para apresentar as características técnicas do produto, os seus riscos, as suas vantagens, desde que se adapte ao nosso perfil de risco. É verdade que, hoje, temos acesso a uma grande quantidade de informações, mas o orientador sabe como interpretá-las.

O seu papel é muito valioso ao projetar um portfólio, especialmente em aspetos como risco e lucratividade. Também na hora de rever a rentabilidade de uma carteira e propor mudanças, já que ao longo do tempo os mercados variam, assim como as prioridades do investidor.

Por fim, ter um consultor financeiro nos livra de agirmos guiados por impulsos emocionais e pressões do meio ambiente.

Estar informado e atualizado sobre os investimentos é fundamental, mas a assessoria de um profissional pode ser a diferença entre escolher produtos mais caros e menos lucrativos ou escolher produtos eficientes e baratos. 
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