Cartões de crédito: o que precisa saber

cartões de crédito

Pode haver perguntas sobre os cartões de crédito porque podem ser muito diferentes um do outro. Neste artigo vamos analisar tudo o que deve saber sobre cartões de crédito.

À medida que aumenta o número de instituições financeiras a operar no país, aumentam, naturalmente, as opções presentes no mercado português no que concerne a cartões de crédito, sendo que, por norma, cada instituição disponibiliza mais do que uma ‘modalidade’ de cartão aos seus clientes.

Há cartões que possuem cashback, outros que dão descontos, pontos e até milhas aéreas. Há, ainda, cartões associados a clubes de futebol, lojas, universidades e cartões premium, com maiores e mais alargadas coberturas de seguros e outras regalias – um produto de prestígio, quase uma espécie de cartão VIP dentro de cada instituição.

Em qualquer dos casos, a lógica é sempre a mesma: é atribuído um limite mensal de dinheiro disponível em crédito – o plafond – que é baseado, entre outras variáveis, no rendimento do seu titular.

As taxas do cartão de crédito

A taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) dos cartões de crédito está limitada pelas taxas máximas fixadas trimestralmente pelo Banco de Portugal e representa o custo total do crédito, englobando a TAN – taxa de juro anual nominal que representa o custo associado aos juros do empréstimo – e outros encargos cobrados pela instituição de crédito. Esta taxa é expressa em percentagem anual do montante total do crédito.

A TAEG e o MTCI (montante total imputado ao consumidor), ao refletirem os custos totais do crédito, devem ser utilizados pelos clientes como principal critério para comparar diferentes propostas de crédito.

A taxa máxima aplicável no 1.º trimestre de 2021, no caso dos cartões de crédito, está estabelecida nos 15,6%, sendo que de acordo com a imprensa especializada, a maioria das entidades financeiras opta por cobrar este valor ou muito perto dele.

Tendo em conta este último pressuposto, através de uma análise às condições propostas pelos contratos associados aos cartões de crédito disponibilizados pelas principais entidades financeiras a operar em Portugal, verificamos que a TAEG aplicada pelos cartões contratualmente mais concorrenciais varia entre os 12,6% e o valor máximo de 15,6.
Pelo meio, há entidades a estabelecer a TAEG dos seus cartões mais competitivos em percentagens de 12, 9% e 15,3%, como é o caso, respetivamente, do Cartão mundo 123, do Banco Santander, e da generalidade dos cartões da Unibanco. Também o cartão TAP Fly +, da Unicre, estabelece os 15,3% como valor da sua TAEG.

A melhor escolha recai, depois, na opção que melhor servir os interesses, capacidades e necessidades de cada utilizador e na conjugação dos valores da TAEG com os da TAN e das comissões de disponibilização dos cartões que, no entanto, um cada vez maior número de entidades opta por não cobrar no ‘segmento’ mais baixo dos seus cartões.

Contudo, nos cartões premium, onde esta questão não se coloca de forma tão premente, as comissões de disponibilização podem chegar aos 200€ e as anuidades tendem a ser bem mais elevadas!

Neste segmento, as TAEG mais concorrenciais situam-se, regra geral, no seu valor máximo de 15,6%, não se podendo deixar de referir que existem produtos financeiros com uma TAEG inferior e superior à média praticada pela maioria das instituições bancárias.

As grandes vantagens deste tipo de cartão situam-se ao nível dos benefícios oferecidos pela sua utilização e podem ir desde milhas aéreas, a serviços de concierge, passando por descontos e promoções em entidades parceiras.

Os seguros de cartão de crédito

A maioria dos cartões de crédito têm, normalmente, uma série de seguros associados cuja cobertura varia consoante o tipo de cartão e de instituição para instituição.

Entre os seguros mais comuns encontramos os seguintes: 

  • Acidentes Pessoais
  • Proteção Jurídica
  • Seguros e coberturas específicas em viagem
  • Proteção de objetos adquiridos
  • Saldo Conta Cartão
  • Gastos Abusivos…

Cartões gratuitos são fiáveis?

Muito embora existam já diversas instituições a disponibilizarem cartões de crédito gratuitos, isto é, sem anuidade e isentos de qualquer custo de emissão, a maioria dos cartões tem custos associados que podem incluir juros, anuidades, comissões e juros de mora, de acordo com a modalidade de reembolso acordada. 

Apesar de, à primeira vista, este tipo de cartão ser totalmente grátis e de poderem ainda apresentar algumas características que são úteis ao cliente na sua gestão financeira do dia-a-dia, como é o caso do fracionamento de compras, função dual ou contactless – hoje em dia ainda mais importante -, há que ter atenção na hora de optar, uma vez que este tipo de cartão pode ter outros custos associados, tais como os custos de não utilização mensal. São poucos os casos em que isso acontece e, regra geral, para além de não terem anuidade, também não apresentam custos de não utilização mensal.

O valor médio da TAEG neste tipo de cartão situa-se nos 15% e estes incluem uma série de benefícios adicionais que podem fazer toda a diferença para o consumidor moderno.

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Sobre o autor

Lucía Sánchez

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