Como as ações podem reduzir o risco de uma carteira?

risco duma carteira

Reduzir o risco de uma carteira? A alocação de ativos é uma das decisões de investimento mais importantes durante o processo de investimento. Portanto, é crucial determinar qual é a melhor combinação de ativos de renda fixa e património e como a percentagem deve evoluir ao longo do tempo. No entanto, se focarmos apenas na diversificação, podemos ignorar um aspecto importante: nem todos os ativos de capital são iguais.

Os diferentes tipos de ativos têm diferentes características de risco e retorno que podem ajudar a compensar os riscos que os investidores estão a enfrentar. Eles poderão obter melhores resultados se aprenderem a aproveitar essas características, em vez de investir em todo o espectro de ações e aumentar gradualmente a exposição ao mercado obrigacionista.

É possível que a filosofia de diferentes tipos de renda variável para investidores com características diferentes tenha saído de moda, mas precede em pelo menos 50 anos conceitos fundamentais como a teoria moderna de carteiras ou o modelo de avaliação de ativos financeiros. Vale a pena revisitar novamente.

Uma nova visão de risco

Embora existam outras formas de dividir o mercado (por rendimento, por capitalização de mercado, por avaliação), pensamos que o beta, que mede a sensibilidade de um ativo ao risco inerente ao mercado de ações, é uma maneira relativamente simples de distinguir entre empresas defensivas e de crescimento.

Se levarmos em conta os dados históricos dos últimos cinquenta anos, vemos que os títulos com um beta mais alto apresentaram maior risco e volatilidade do que os do beta menor, mas ao mesmo tempo ofereceram uma maior rentabilidade. Não é de estranhar. Mas, se repensarmos a maneira como medimos a volatilidade, temos uma nova e atraente perspectiva.

volatilidade

A vantagem de cair menos

Para aqueles investidores com um horizonte de investimento de prazo mais curto, como aqueles que se aproximam da reforma, as ações defensivas com um beta menor registaram retornos mais altos em períodos de stress no mercado global.

Essa é a razão pela qual, quando os investidores aproximam-se da sua reforma, devem optar por estratégias de ações voltadas à geração de rendimento (dividendos). Essas estratégias ofereceram um perfil mais conservador que contribui para reduzir o risco de perdas e, ao mesmo tempo, mantém uma exposição significativa a ações, o que oferece um retorno de longo prazo maior do que o mercado obrigacionista.

Se enfrentarmos os grupos beta com as suas taxas de captura pessimistas (que medem o grau de exposição a desacelerações do mercado), encontramos uma distinção importante. As medidas tradicionais de risco pesam igualmente os ganhos e perdas, mas às vezes as perdas pesam mais.

menos caidas

Em resumo: ativos com beta reduzido apresentaram menor perda e mais rentabilidade do que o esperado. Confrontado com o investimento em todo o mercado de ações, a carteira mais defensiva (grupo 1, beta reduzido) oferece quase o mesmo retorno médio com menos de 40% de risco de captura de baixa. A incorporação na carteira de obrigações poderia ter reduzido as perdas, mas também teria oferecido uma rentabilidade média muito menor.

Sunder Ramkumar, gestor da Capital Group

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    Sobre o autor

    Henrique Garcia
    Analista de Mercados