Cinco razões para criar um fundo de emergência e como o fazer

cinco razoes para criar um fundo de emergência

Ter um fundo de emergência, mas pode ser muito útil para evitar contrair dívidas no caso de algo inesperado acontecer. Vamos ver porque é importante ter um fundo de emergência e como o podemos obter.

Há várias razões que justificam a criação de um fundo de emergência e caso não esteja convencido, depois de ler este artigo vai querer começar a acautelar a sua ‘almofada financeira’ neste mesmo instante.

Nunca como agora, a importância da criação de um fundo de emergência foi tão premente. A crise provocada pela pandemia que o mundo atravessa colocou a descoberto várias fragilidades, pessoais e institucionais, para as quais ninguém estaria preparado.

No entanto, aquela pequena percentagem de pessoas que dispunha de um fundo de emergência, certamente que enfrentou estas adversidades de forma muito mais tranquila e confiante.

É precisamente para isto que um fundo de emergência serve: fazer face a períodos em que nos vejamos privados dos nossos rendimentos, seja por força da crise económica, de desemprego ou de doença.

A verdade é que, como estamos a ver atualmente, ninguém está livre de uma situação inesperada e se estes momentos estiverem minimamente acautelados, não vai lamentar o esforço que teve de empreender para conseguir formar esse balão de oxigénio.

Apesar de ser recomendado pelos especialistas financeiros e, nós próprios, facilmente percebermos as vantagens inerentes à constituição de um fundo com estas características, na prática as coisas nem sempre são assim tão simples.

Seja por indisponibilidade financeira, seja por inércia ou por falta de disciplina, muitos de nós tem dificuldade em acatar estas recomendações e de as colocar em prática.

Talvez o que tenha faltado até agora tenha sido a motivação certa ou o contexto ideal, porque as razões, essas, são inequívocas. Ora confira.

Instabilidade económica

A volatilidade dos mercados e o desemprego, as constantes ameaças de crises económicas, o facto de já não haver empregos para a vida, são apenas alguns exemplos extremos daquilo que podemos ter de enfrentar a qualquer instante.

Perante qualquer um destes cenários, o conforto e a segurança de poder contar com um fundo de emergência não tem preço! Saber que pelo menos durante um determinado período de tempo tem as suas despesas cobertas constitui uma rede de segurança muito importante para qualquer família.

Organização e planeamento

Ter um fundo de emergência significa ter um plano. Bom ou mau, grande ou pequeno, a verdade é que mais vale ter um plano do que não ter nada a que se agarrar quando a tempestade surgir.

Significa, também, que você conseguiu gerir bem as suas contas, no sentido de obter um equilíbrio financeiro que lhe permitiu a concretização deste objetivo.

Isso, por si só, já é uma enorme feito… claro que para quem aufere 5.000€ por mês o feito não será tão valorizado, pois, provavelmente, não exigirá um esforço tão grande, mas para quem ganhe 600 ou 700€ por mês, conseguir retirar algum para pôr de lado, definindo novas regras e hábitos, estabelecendo prioridades e apontando objetivos financeiros, é porque já é um bom gestor.

Hábitos de poupança

No ponto anterior já estava implícita uma outra razão pela qual deve ponderar criar um fundo de reserva, mas dada a sua importância, resolvemos reforçá-lo.

Poupar parece fácil – ‘basta’ identificarmos uma despesa supérflua, um gasto do quotidiano sem o qual podemos viver sem dificuldade e redirecionarmos esse valor ou parte dele para a dita poupança. Fácil.

A decisão de o fazermos e de o tornarmos um hábito é que é difícil.

Por isso, contornando este ‘problema’ e assumindo que aquele dinheiro é como uma outra despesa que possamos ter e que não podemos deixar de cumprir, está dado o mote para algo que pode ter reflexos na sua vida pessoal e profissional.

Ter um fundo de emergência irá ajudá-lo a evitar o sobre-endividamento 

Ter noção da sua situação financeira e consciência dos seus limites são os primeiros passos para evitar cair numa situação de sobre-endividamento.

A desorganização leva ao endividamento e cair na tentação de adquirir bens ou serviços que não são essenciais levam a que as pessoas se endividem e, consequentemente, descontrolem as suas finanças. Se tiver tudo debaixo de olho é mais fácil perceber até onde pode ir e quando está a pisar o risco.

Como criar um fundo de emergência

A primeira coisa que deve ter em mente é que o dinheiro que acumula deve ser depositado num local de fácil acesso e onde o possa levantar a qualquer momento, por exemplo um banco digital, uma conta poupança… É claro que este dinheiro deve ser separado da sua conta do dia-a-dia, caso contrário poderá ser tentado.

Há algumas contas que oferecem a possibilidade de criar subcontas ou Espaços em que se pode poupar periodicamente para um determinado fim, por exemplo: um carro, uma viagem, um fundo de emergência e um fundo de contingência… Por exemplo, a Conta N26 permite esta funcionalidade. Oferece até 10 subcontas com os seus respectivos Espaços em que pode guardar e analisar o quão perto está de atingir o objectivo que estabeleceu para si próprio.

Na prática, se recebe de ordenado 800€ e tem despesas de 500€/mês, o montante que tem disponível para colocar no fundo de emergência é de 300€. Para um plano a 6 meses, em que o seu fundo deveria ter 3.000€ (6×500€), teria que colocar de lado a totalidade da diferença entre as receitas e as despesas ao longo de 10 meses.

Depois de efetuados estes cálculos, há que ter em atenção certos comportamentos. Reduzir ao máximo as despesas e evitar gastos supérfluos são uma boa ajuda para atingir a meta pretendida. Paralelamente, deve tentar poupar mensalmente e, se numa fase inicial tiver dificuldade em disciplinar-se nesse sentido, pode sempre abrir uma conta específica para este efeito e dar ordem transferência de automática do seu rendimento todos os meses (5% ou 10%, por exemplo) evitando esquecimentos e garantindo a eficácia do cumprimento do objetivo.

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Sobre o autor

Lucía Sánchez

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