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Que modalidades de prestação existem?

que modalidades de prestaçao existem

Poucos são os portugueses que terão capacidade para adquirir uma casa a pronto, pelo que recorrer a um crédito à habitação é algo que passará pelas conjeturas da maioria das pessoas. E não é possível falar de crédito sem falar em prestações.

Neste artigo poderá ficar a saber um pouco mais sobre que modalidades de prestações existem.

Taxa Fixa ou Taxa Variável?

Esta é a grande questão quando o assunto são prestações, e que cada um deve colocar a si próprio. Sim, porque a resposta a esta questão depende de fatores que só você próprio poderá responder: se tiver uma varinha de condão e souber que as taxas de juro podem vir a descer, então a sua opção deverá recair sobre uma Taxa de Juro Variável. Se, por outro lado, prefere jogar pelo seguro e saber sempre com o que contar, então você é pessoa para escolher uma Taxa Fixa. 

Há ainda quem opte por uma solução híbrida, que tente reunir o melhor de dois mundos: aí a opção será por uma Taxa Mista.

Taxa Fixa

A prestação de um crédito com Taxa Fixa, quando comparada com um com Taxa Variável, será sempre, em condições normais, mais elevada do que a prestação indexada à Euribor. Ou seja, paga-se mais, mas pelo menos não tem que se preocupar com a possibilidade de um eventual aumento, no caso das taxas de juros Euribor sofrerem um agravamento, sendo que o mesmo vale para o inverso. Isto é, se a indexante baixar, a sua prestação mantém-se no valor acordado. 

 

Taxa Variável

Por seu turno, uma prestação associada a uma Taxa de Juro Variável vai subindo ou descendo consoante o que acontece com as duas variáveis a que obedece: o spread – que é definido pelo banco, tendo em conta fatores como o risco do cliente e as garantias do empréstimo – e o indexante ou taxa de referência, mais conhecido por Euribor. Assim, e consoante o prazo da Euribor, a prestação do crédito habitação é revista periodicamente, de três em três meses, de seis a seis meses, e assim sucessivamente caso se trate de taxas trimestrais ou semestrais. 

Esta variação vai-se refletir na prestação a pagar, podendo esta subir ou descer consoante as flutuações da Euribor.

 

Taxa Mista

A Taxa Mista por sua vez, procura reunir o melhor de dois mundos ao apresentarem um período de Taxa Fixa e outro de Taxa Variável. Desta forma, num primeiro momento o cliente goza da segurança que a Taxa Fixa concede, o que pode acontecer, por exemplo, durante 2, 3, 4, 5, 10, 15 ou 20 anos, seguindo-se um segundo momento, que se prolonga depois até ao fim do prazo acordado do empréstimo, em que o valor da prestação vai subindo ou descendo de acordo com as variações da indexante, que estão associadas a diversos fatores como a inflação, a política monetária europeia, o custo de vida, a política do Banco Central Europeu e do próprio Banco de Portugal.

Sobre o autor

Lucía Sánchez

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