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Que aspetos devem ser tidos em conta ao solicitar um empréstimo?

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Que aspetos devem ser tidos em conta ao solicitar um empréstimo?

Chegada a hora de solicitar um empréstimo, há certos aspetos que convém levar em linha de conta para que tudo corra dentro do previsto e para que, sobretudo, você consiga cumprir com as suas obrigações do princípio ao fim do contrato.

Seja qual for o montante que estiver a pedir, mas considerando o exemplo de um crédito à habitação, estamos sempre a falar de um valor que para qualquer um de nós será considerado alto, caso contrário, provavelmente, nem teríamos necessidade de recorrer a um empréstimo.

Ainda assim, esta será sempre uma decisão que não se pode tomar em cima do joelho: tem de haver uma pesquisa aprofundada e um conhecimento prévio dos termos em que ocorrerá o referido empréstimo.

É durante esta fase que deve ter em consideração alguns aspetos fundamentais para quem pretende solicitar um empréstimo e que de seguida lhe damos a conhecer.

Valor e duração do empréstimo

Como é óbvio, o empréstimo que solicitar deve ser suficiente para cobrir o valor daquilo que pretende comprar ou, pelo menos, servir para complementar alguns recursos que possa eventualmente já ter juntado para o efeito, até porque, dificilmente encontrará um banco (ou outra entidade mutuante) que ofereça mais de 80-85% do valor de compra ou avaliação do imóvel, no caso do crédito à habitação. 

Contudo, mais importante do que isso, ao pedir um empréstimo deve assegurar-se que está a levar em linha de conta a sua própria capacidade financeira e que este não vai colocar em causa a estabilidade financeira do seu agregado familiar. O mesmo é dizer que, antes de mais, deve calcular a sua Taxa de Esforço, pois agora, mais do que nunca, os bancos estão muito rigorosos na análise do perfil de risco de quem solicita um empréstimo.

Depois, deve igualmente levar em linha de consideração o prazo do empréstimo: créditos com prazos mais longos têm prestações mais baixas, mas, geralmente, são mais caros.

Ou seja, tudo vai depender das suas preferências ou possibilidades atuais. Se no momento da solicitação do crédito a sua liquidez estiver mais fraca, então talvez deva ponderar um crédito com um prazo mais longo, pois desta forma terá no imediato acesso a prestações mais baixas. 

Por outro lado, empréstimos com prazos de reembolso mais alargados, no final, tornam os créditos mais caros, uma vez que a amortização de capital é mais lenta e os juros mais elevados.

De qualquer forma, pode e deve pedir ao seu banco uma simulação para cada situação, em que sejam apresentados os valores da prestação mensal, bem como o montante total de juros e outros custos associados ao empréstimo. 

Taxa de juro variável, fixa ou mista?

Esta é a grande questão quando se fala em empréstimos e que apenas o próprio requerente saberá responder. Sim, porque a resposta a esta questão depende de fatores que só você poderá responder: se tiver uma varinha de condão e souber que as taxas de juro podem vir a descer, então a sua opção deverá recair sobre uma Taxa de Juro Variável. Se por outro lado, prefere jogar pelo seguro e saber sempre com o que contar, então você é pessoa para escolher uma Taxa Fixa

Há ainda quem opte por uma solução híbrida, que tente reunir o melhor de dois mundos: aí a opção será por uma Taxa Mista.

De igual modo, a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) podem ser reveladoras quanto à melhor opção, pelo que deve comparar estes dois parâmetros nas diferentes propostas de crédito que analisar, sendo que, a proposta com TAEG e MTIC mais baixas, em propostas de crédito com o mesmo montante e o mesmo prazo, é aquela em que o cliente suporta menos custos com o empréstimo.

Subscrição de produtos complementares e outros encargos

Muitas vezes, para não dizer sempre, no processo de contratação de um empréstimo bancário, os bancos ‘obrigam’ os clientes a subscreverem outros produtos complementares, como sejam seguros, de vida ou de habitação, domiciliação de ordenado ou de pagamentos por débito direto, subscrição de produtos financeiros, entre outros. 

Na verdade, nenhum banco pode obrigar um seu cliente à contratação deste tipo de produtos, apesar de alguns, como o caso dos seguros de vida, poderem mesmo ser muito úteis. No entanto, a entidade credora pode induzir à sua aceitação oferecendo reduções do spread. 


Daí a importância de analisar bem todas as propostas que tiver em cima da mesa, consultar detalhadamente a Ficha de Informação Normalizada e fazer bem as contas a tudo, para que uma aparente poupança, não se reflita num custo acrescido a longo prazo.


Para além desta situação, deverá contar sempre com outros encargos associados ao processo de compra de casa a crédito. Referimo-nos ao pagamento do sinal, por exemplo, a avaliação do imóvel, bem como outras despesas normalmente associadas ao empréstimo bancário: comissão de dossier, comissão de avaliação, entre outros pagamentos antecipados.

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