Diferenças entre Soft Close e Hard Close nos fundos de investimento

Cada fundo de investimento tem uma filosofia de investimento que, juntamente com a capacidade da equipa de gestão, tem uma quantia máxima de dinheiro que pode gerir sem causar problemas operacionais e incorrer em custos de oportunidade que levam a uma menor rentabilidade. Portanto, existem os números do Soft Close e Hard Close dos fundos de investimento, com o objetivo de controlar e regular esse tipo de situação em que os gestores não conseguem administrar mais o património dos participantes.

Características dos Soft Close y Hard Close

A decisão de fazer um Soft ou Hard Close é tomada com muito cuidado, pois afeta os participantes atuais e novos. Além disso, o seu principal problema é a perda de confiança por parte dos investidores nos fundos que tomam esse tipo de medida. Alguns investidores recebem isso como uma má notícia, pois pode significar que os gestores de fundos não sabem mais o que fazer com o património e estão tomando decisões de investimento piores, o que afetará a rentabilidade final do produto.

Por outro lado, também pode ser visto como uma medida de proteção para os investidores que estão no fundo, sendo uma espécie de firewall para limitar o impacto de novas entradas de investidores (ou contribuições dos participantes) no retorno final.

Os intervalos em que essas medidas são tomadas são muito amplas. Por exemplo, temos o caso da Magellan Micro Caps que já anunciou que a capacidade do fundo é de 100 milhões de euros para o tipo de investimento que eles fazem, que criptografam os seus ativos máximos em 1.500 milhões. Também acontece quando os fundos “morrem de sucesso”, como é o caso do Nordea Stable Return, que num único ano recebeu ingressos de capital no valor de 9 milhões de euros, dobrando o capital administrado.

Diferenças entre Soft Close y Hard Close

Soft Close

O Soft Close está próximo dos novos investidores. A intenção é limitar o número de assinaturas, sendo permitidas as contribuições dos participantes do fundo com certas limitações, sem que seja permitida a entrada de novas contas. Existem diferenças importantes entre as limitações que os fundos aplicam em cada Soft Close, como os valores máximos que os participantes podem contribuir, bem como taxas de assinatura diferentes. Apesar de estar no Soft Close, muitos profissionais de marketing permitem acesso a diferentes tipos de fundos, uma vez que eles usam contas omnibus, de modo que ser um cliente do profissional de marketing pode ser acedido respeitando as limitações.

Em exemplos de fundos no Soft Close temos o Groupama Avenir Euro e o Nordea Stable Return.

Hard Close

O Hard Close é um fechamento total do fundo para novas contribuições e transferências, portanto, nem investidores novos nem antigos podem investir no produto, apenas reembolsos são permitidos. Esta medida é geralmente tomada quando o fundo não é gerível para os gestores. Nesses casos, os as gestoras reabrem temporariamente o fundo quando o capital diminui, mas tende a ser uma medida temporária até que o capital máximo seja recuperado.

Exemplos de fundos no Hard Close são o BlackRock Strategic Funds European Opportunities Extension Fund e o Vanguard US Opportunities Inv.

Conclusões

Tanto o Soft Close quanto o Hard Close são medidas destinadas a proteger o investimento, na medida em que tentam limitar o impacto do crescimento excessivo do capital sob a administração de um fundo. Por outro lado, tem um lado negativo, uma vez que significa que os gestores começam a ter problemas para gerir os ativos, mas se a medida é tomada dentro do prazo, isso não deve afetar o desempenho do fundo. O Soft Close pode variar bastante entre diferentes fundos, sendo muito importantes as condições que são atribuídas para novas contribuições. Em contraste, o Hard Close é a medida mais forte que pode ser tomada para limitar o tamanho de um fundo.

Sobre o autor

Juan Diego Quilez
Gestor do Rankia Portugal