Dividendos? Nós explicamos

Um dos temas mais frequentes em mercados são os dividendos. Quando comprar as ações para receber o dividendo? Posso receber o dividendo e depois vender? Que direitos tenho?, etc

Respondemos algumas questões que nos colocam sobre este tema, Em baixo temos um pequeno resumo que resolverá algumas das vossas dúvidas.

Que são os dividendos?

O dividendo é a parte dos benefícios da empresa entrega aos seus acionistas de forma a dar uma retribuição ao investidor pelo capital investido..

Que direitos têm os dividendos?

Uma ação é uma parte do capital de uma empresa. Deter essa ação permite obter direitos tanto políticos (votos nas assembleias de acionistas), como económicos (participação nos benefícios da companhia), a representação destes direitos económicos conhecem-se como dividendos.

Quem tem direito a cobrar os dividendos?

Todo aquele que possua ações até ao ex date. O Ex-date é uma classificação em negociação de ações que indica quando um dividendo declarado pertence ao vendedor e não ao comprador. O termo significa literalmente “sem o dividendo” porque uma vez que uma ação é negociada ex-dividendo, o comprador não tem mais o direito de receber o dividendo mais recentemente declarado.

Há algum mínimo para cobrar os dividendos?

Não há nenhum mínimo, economicamente falando quanto seja possuidor de uma ação terá direito à cobrança dos dividendos que essa ação gere, outra coisa totalmente diferente são os direitos políticos, que sim que pode ter mínimos para ir a uma assembleia de acionistas. Quando são procedentes de distribuição de ações próprias, não é uma remuneração, e até se vai diminuir a percentagem que se tinha da empresa antes da mesma distribuição.

Que tipo de dividendos há?

Principalmente dois tipos de dividendos: os extraordinários e os ordinários, os dividendos ordinários referem-se aos benefícios de um exercício, por exemplo uns dividendos a conta do exercício 20XX. Também estão os dividendos extraordinários se repartem sem ter relação com as contas do exercício, senão por algum facto extraordinário; por exemplo a venda de uma filial ou uma parte da empresa.

Quando se reparte os dividendos?

Isto depende da empresa. Há companhias que repartem dividendo uma vez por ano, outras que o fazem a cada trimestre (tipicamente as americanas). O que sempre fazem é o anunciar anteriormente.

Site para consulta os eventos de distribuição de dividendos: Calendário de dividendos 

Que relação há entre a cotação de uma ação e os seus dividendos?

Praticamente todos os índices, são um ex-dividendo. Isto significa que o dividendo se desconta do preço de cotação no dia que é distribuído, é algo muito lógico, já que esse dinheiro já não pertence à empresa e por tanto não deve fazer parte da sua capitalização.

Para que se entenda melhor, ponho um exemplo:

A empresa anterior que distribui dividendos no dia 19, fecha no dia 18 a 12,20€ e distribui um dividendo de 0.20€ por ação. No dia seguinte abrirá com uma redução de 0.20€ no preço das ações, o que quer dizer que se não tivesse mudanças no dia 19 abriria a 12€. Por este motivo não é muito efetiva a estratégia muitas vezes pensada por um investidor de comprar as ações um par de dia antes e vender no dia da distribuição, já que esta estratégia não contribui rentabilidade extra.

Como são tributados os dividendos?

São tributados a uma taxa de 35% os:
– rendimentos cuja fonte se situe num paraíso fiscal;
– rendimentos pagos em contas “jumbo”.

Os restantes rendimentos de capitais são tributados a uma taxa de 28%, sujeitos a retenção na fonte.

O englobamento é facultativo para os sujeitos passivos residentes em Portugal, sendo o rendimento tributável reduzido em 50% relativamente a lucros distribuídos por entidades residentes em Portugal ou noutros Estados-Membro da UE desde que preencham os requisitos e condições estabelecidos no artigo 2.º da Diretiva n.º 90/435/CEE, de 23 de julho (Diretiva Mães-Filhas).

O que são os scrip dividends?

Os scrip dividend (ou dividendos flexíveis) são uma forma de remuneração para os acionistas realizados com emissões de ações. Os acionistas têm a opção de vender os direitos de assinatura à mesma empresa a mudança de uma quantidade económica (cobrando assim dividendos), outra opção seria vender ao mercado pelo preço de cotação no correspondente momento e a terceira opção que se pode exercer, é cobrar os direitos de assinatura e os trocar pelo correspondente número de ações da empresa, mantendo a sua participação na mesma.

Os direitos de assinatura preferenciais são um direito que têm os acionistas para subscrever novos títulos em uma proporção que lhes permita manter a sua percentagem anterior de participação no capital social. Desta maneira, evita-se a diluição dos seus direitos económicos e políticos, que se produz quando se incrementa o número de ações.

Estes direitos podem ser vendidos no mercado ou na empresa que pertencemos que realizou a emissão. O preço à empresa está já determinado, mas se os queremos vender no mercado, o preço pode flutuar e pode-se chegar a vender por um preço diferente ao nominal.

Qual seria a melhor decisão?

Esta decisão deverá de ser tomada pelo acionista, dependerá das suas necessidades e circunstâncias, deverá analisar se é melhor aumentar a sua posição, vender direitos, comprar só as ações necessárias para manter a sua percentagem de posição, isto implica que deve se realizar muitas questões a si mesmo.

Gostamos tanto da empresa como para permanecer nela no futuro? Vendo direitos de assinatura e fujo desta empresa? Vendo os direitos e recebo o dinheiro, mas não mantenho a minha posição? Diversifico mais a carteira? Ou mantenho o investimento que tenho atualmente? Como se pode, a vida do investidor leva muitas perguntas e decisões.

É aconselhável comprar ações só pelo seu dividendo?

Esta estratégia bolsista está indicada para os investidores mais conservadores e cujos objetivos vão destinados ao longo prazo, dispondo de uma remuneração todos os anos e independentemente da evolução das ações nos mercados financeiros.

Investimento de rendimento em ações?

Embora pareça contraproducente, é uma das variantes que os mercados financeiros nos permitem receber algum cash através da distribuição de dividendos todos os anos. Normalmente, geram uma rentabilidade que oscila entre o 2% e 10%, em função das empresas.

Não podemos esquecer que a ação existe flutuação de preços, de acordo com o contexto macroeconómico, setorial e/ou da própria empresa.

Vale a pena?

As ações com dividendos estão especialmente indicadas para os investidores de perfil mais defensivo, que olham mais ao longo prazo, e que desta maneira podem dispor todos os anos de umas contribuições económicas de forma regular e independentemente da evolução das ações nos mercados bolsistas.

É mais, nos casos em que estes se encontrem em menos valias para si e não desejem vender as suas ações sempre reportar-lhes-á uns benefícios económicos que possam minimizar as possíveis perdas da sua carteira de valores. Pelo contrário, ir a este pagamento pode que não seja a melhor das opções nos casos em que os seus titulares queiram fazer operações rápidas, já que procurarão realizar mais valias em poucos dias e esta estratégia bolsista não é a melhor maneira para o conseguir já que pode passar muitos dias, inclusive semanas, até que recuperem o seu preço de cotação.

Por outro lado, há uma prática bastante usual entre os investidores que consiste em tomar posições (compra) semanas antes da distribuição do dividendo, e aproveitar as possíveis subidas que possam gerar as ações para as vender nos dias prévios ao seu pagamento.

Por outro lado, um erro grave que os pequenos investidores enfrentam quando se dirigem a esse tipo de títulos pelo simples fato de distribuírem dividendos, sem analisá-los adequadamente, é que eles podem desenvolver uma tendência de quedas e prejudicando os seus interesses. E, como consequência, não olhe para outras empresas – que sem distribuir dividendos – mostre um especto técnico impecável que convide suas compras.

Dividendos: Vantagens e inconvenientes

As contribuições da compra de ações que distribuem dividendos nos mercados de ações são um fator muito atraente para muitos dos investidores que confiam suas economias à ações e, embora suas vantagens já tenham sido expostas, não é aconselhável não rejeitar os danos que se originam entre quem seleciona essa estratégia de investimento. Em primeiro lugar será necessário apontar quais vantagens são adquiridas em sua contratação, e que basicamente seriam as seguintes:

  • Pode-se compensar suas perdas com um pagamento regular a cada ano, e isso até leva os poupadores a ganhar dinheiro usando o pagamento de dividendos, mesmo perdendo valor na cotação.
  • É uma maneira de formar uma renda fixa dentro uma renda que à primeira vista é variável (ações), para proporcionar mais segurança para poupanças investidas, e, incidentalmente, tirar proveito de possíveis aumentos nos mercados de ações.

Pelo contrário, você deve ter em mente que a contratação desses títulos envolvem uma série de riscos que não devem ser minimizados em qualquer circunstância, e que deixaria essas premissas:

  • Limitam significativamente o campo de atuação das ações, afastando-se provavelmente de outras ações que possam apresentar um importante potencial de reavaliação nos próximos meses, mas sem distribuir dividendos.
  • é deduzido do preço, e embora seja normal para recuperar seus preços dentro de algumas semanas, não é de excluir que este movimento custa mais tempo do que o habitual e as perdas são importados para a operação comercial.
  • Nos casos em que a remuneração é pouco alta, inferior a 3%, e não vale optando na contratação, provavelmente haverá mais a perder do que ganho, por ter uma remuneração irrelevante.

Sobre o autor

Henrique Garcia
Analista de Mercados

  • […] regra geral, os investidores dão mais valor às empresas com fortes distribuições de dividendos, isso porque preferem uma certa rentabilidade, no momento, do que uma possível mais-valia, futura […]