Diferenças entre um fundo indexado e um ETF

Diferenças entre um fundo indexado e um ETF

Quais são as diferenças entre um fundo indexado e um ETF? Depois de um período em que eram uma espécie de patinho feio dos instrumentos financeiros, as ferramentas de investimento de gestão passiva têm ganho cada vez mais adeptos, num crescimento de popularidade exponencial cada vez maior. Essa é uma tendência internacional que, como é natural, se tem refletido também a nível nacional, consolidando-se cada vez mais no mercado de investimento português.

Os Fundos de Ações Indexados e os ETF são dois deste tipo de instrumentos financeiros que, apesar de serem praticamente semelhantes à primeira vista, apresentam significativas diferenças. Com o aumentar da procura, fomos olhar para o mercado e perceber o que os aproxima e separa. Saiba tudo o que necessita saber sobre estes dois instrumentos financeiros de gestão passiva nas linhas abaixo.

Diferenças entre um fundo indexado e um ETF

O que é um fundo indexado?

Os Fundos de Ações Indexado são fundos de investimento de gestão passiva, ao contrário dos fundos tradicionais, que são de gestão ativa. Isso deve-se ao facto de que replicam o desempenho de um indicador bolsista, representando na bolsa de valores. É uma opção de investimento muito apelativa a investidores que gostem de acompanhar de perto as movimentações do valor dos seus ativos.

Assim, ao investir num Fundo Indexado, apesar de este replicar um determinado indicador, isso significa que o investidor não investe diretamente nesse ativo. A principal vantagem está precisamente aí, já que se torna mais fácil expor o seu capital a um determinado mercado.

Além disso, existe ainda outra vantagem no investimento neste tipo de fundo, porque como são de gestão passiva, os custos associados são geralmente mais baixos. Isto deve-se ao facto de haver menos taxas de administração, em função de uma complexidade inferior. Finalmente, mas não menos importante, o Fundo Indexado oferece ainda o benefício de ser um investimento diversificado, mitigando assim os riscos associados e aumentando as probabilidades de sucesso.

O que é um ETF?

ETF são as iniciais do original em inglês, Exchange Traded Fund, sendo fundos de investimento negociados em bolsa e que, portanto, podem ser equiparados a ações, por exemplo. Contudo, ao contrário dos fundos de investimento tradicionais, os ETF são instrumentos financeiros de gestão passiva, o que significa que a sua carteira de ativos é apenas formada por uma cópia de um determinado índice bolsista.

Ou seja, os ETF normalmente reflitam os índices de ações, de matérias-primas ou de taxas de câmbios, por exemplo. Contudo, a réplica nunca é 100 por cento perfeita, uma vez que o investimento no ETF implica vários tipos de custos, nomeadamente com comissões e taxas associadas.

Assim, como o ETF é bastante vasto e eclético, os empresários têm a vantagem de diversificar o seu investimento, utilizando alavancagem e evitando impostos sobre as mais-valias a curto prazo. Numa altura em que os instrumentos financeiros de gestão passiva tornam-se cada vez mais populares, os ETF assume-se como o ponta-de-lança desta equipa de ferramentas.

Fundos Indexados e ETFs: quais as diferenças entre ambos?

Agora que já percebemos o que é um Fundo Indexado e o que é um ETF, torna-se muito mais fácil perceber quais são as diferenças entre eles. A principal prende-se com a sua relação entre o TER, o montante de custos em percentagem do seu valor, e o custo de compra e venda de um e de outro. Ou seja, enquanto os Fundos Indexados tendem a ter um TER menor e um custo de compra e venda maior, os ETF são precisamente o oposto.

Outra grande diferença entre eles dois instrumentos financeiros tem a ver com a forma como o investidor interage com eles. No caso dos ETF, o investidor dá as suas ações de compra e venda através do corretor, enquanto no Fundo Indexado estas operações são feitas através do gestor. Finalmente, a terceira grande diferença prende-se com o facto dos fundos indexados, como qualquer fundo de investimento, aparecer dividido por classes, algo que não acontece com os ETF.

Claro que existem depois  outros pormenores que são igualmente distintos. Por exemplo, um Fundo indexado tem um valor mínimo contratual por parte do investidor, enquanto, no caso dos ETF, este pode fazer-lo pelo valor de uma participação. Também os ETF têm, por norma, uma maior capilaridade do que os fundos indexados. Mas tudo isto é mais relativo e já depende do respetivo instrumento financeiro e das suas condições.

Sobre o autor

Diana Costa

Content Specialist for Rankia Portugal

 

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