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Principais dúvidas sobre ETFs: Estratégias, Riscos e Comissões

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Principais dúvidas sobre ETFs

Os Exchange Traded Funds (ETF) são um veículo de investimento que mistura os fundos de investimento com as ações. Um ETF é um fundo de ações, que podemos comprar e vender no mercado como se se tratasse de uma ação, todo isso minimizando os custos suportados pelo investimento. A seguir, daremos repostas às principais dúvidas que podem surgir à hora de investir através dos ETFs.

1. Quais são as diferenças entre um ETF e um Fundo de Investimento Tradicional?

Os ETFs negociam-se nos mercados regulados como as ações. O investidor pode comprar ou vender em qualquer momento da sessão bolsista, conhecendo em todo momento o seu preço. No entanto, os fundos tradicionais negociam-se apenas uma vez ao dia, ao valor liquido de fecho do mercado, portanto não dá para conhecer o valor das participações. Os ETFs são fundos de investimento de gestão passiva, isto é, a composição da sua carteira é conhecida em todo momento. No entanto, os fundos tradicionais implicam na maioria dos casos uma gestão ativa, já que os gestores costumam ter uma maior margem de atuação, e a composição da sua carteira varia continuamente.

2. Investir em ETFs supõe assumir mais riscos?

No caso dos ETFs que replicam índices de ações, o investimento em ETFs implica os mesmos riscos que o investimento em ações, embora este se pode considerar menor em função da diversificação com o índice de referência do ETF. Mas na atualidade, existe uma grande variedade de ETFs, de maneira que temos ao nosso dispor produtos mais conservadores (por exemplo, há ETFs sobre ativos monetários).

3. Qual é a diferença de investir em um mesmo índice com uma gestora ou outra?

A cada gestora estabelece as suas próprias especificações para a cada ETF no referente a comissões, política de dividendos ou razão do índice representado. Antes de escolher o ETF consulte essas características na ficha do ETF. Existe distribuição de dividendos nos ETFs? A cada gestora estabelece a sua política de partilha de dividendos. Na ficha de cada ETF pode encontrar a informação relativa a eles: se repartem, quando foram a última distribuição e qual foi o seu custo bruto, etc.

4. Como se negociam os ETFs?

Os ETFs negociam-se em Bolsa, igual às ações.Para negociá-los, simplesmente precisa de ter uma conta, já que negociam-se como ações e não como Fundos de Investimento.
Os ETFs identificam-se na bolsa mediante o seu código ISIN ou mediante o código de bolsa.
Negociam-se como uma ação qualquer:

  • Indique o Isin ou ticker no motor de busca
  • Uma vez na parte de compra e venda, indique o número de participações ou o custo que querer negociar. Além disso, pode introduzir os mesmos tipos de ordens que para as  ações do mercado no que se negocie o ETF: ordenes limitadas, pelo melhor, Stops,…

5. Em que mercados posso operar com ETFs?

Os mercados aos que pode ter acesso dependem da entidade comercializadora pode operar com ETFs que cotem em mercado nacional, mercado americano ou mercados europeus. Os ETFs também podem estar referidos a diferentes tipos e índices: obrigações ou ações, diferentes áreas geográficas, matérias primas,…. Deste modo, podemos investir de forma cómoda e singela em mercados ou setores de difícil acesso através do investimento direto em ações (ex, mercados asiáticos, ouro, platina,…)

6. Quais são as comissões que aplicar-se- me-ão?

Ao invés que acontece com os fundos tradicionais, as gestoras não fixam comissões de entrada nem de saída. As comissões de gestão imputam-se ao valor líquido do ETF e estas são menores que as dos fundos tradicionais. Ao tratar de uma ação, aplicar-se- te-á a comissão de compra ou venda habitual. Pode operar com ETFS desde 3,95€ em mercado nacional ou 14,95€ em mercados internacionais.

7. Que estratégias posso seguir com um ETF?

Os ETFs oferecem numerosas vantagens, sendo ferramentas ideais para a gestão de carteiras. Entre outras, destacam:

  • Asseguram a rentabilidade de um índice de referência em qualquer horizonte temporal e de investimento.
  • Permitem cobrir o risco de preços de uma determinada carteira mediante a operativa em venda a descoberto.
  • Pode-se colocar liquidez no curto prazo à espera de uma decisão de investimento no longo prazo.
  • Permitem uma gestão mais eficiente, limitando os custos e o tempo necessário para a gestão de carteiras que repliquem um índice de referência ou benchmark.
  • Diversificação: redução do risco de mercado

8. A estratégia Core Satellite

Em Grã-Bretanha, o 60% dos gestores investe uma parte dos seus ativos com o objetivo de replicar os índices bolsistas e assegurar o beta da carteira, é o que se conhece Core ou núcleo da estratégia. Por outro lado, dão mais peso a um determinado setor, produto, país, etc. Com o que seconhece como os Satellites, com o fim de obter um melhor resultado que o que obter-se- ia com a parte central ou Core da carteira. Este diferencial de rendimento com o obtido pelo índice de referência é o que se denomina alpha (também definida como a rentabilidade do fundo com independência da do índice de referência). A sua geração é o principal objetivo dos Satellites.

O Core permite, deste modo, replicar de forma perfeita o comportamento do índice de referência ou benchmark. Pode estar composto de um ou de vários ETF´s, permitindo assim responder aos objetivos de gestão. Os Satellites serão os encarregados de gerar a sobre-rentabilidade procurada, através de fundos selecionados pelo seu potencial de rentabilidade, a sua não correlação com respeitos principais mercados e a qualidade dos gestores.

A partilha entre o Core e os Satellites poderá gerir-se dinamicamente. Se os Satellites obtêm rentabilidades inferiores às do índice, a sua participação no investimento diminuirá, limitando assim o “tracking error” ou diferencial de rentabilidade com o benchmark da carteira no seu conjunto.

9. A abrangência de uma posição

Os ETFs convertem-se em uma ferramenta muito útil para cobrir posições. Permitem cobrir um risco de mercado ou um risco sobre a curva de taxas de juro a curto, médio ou longo prazo. Também permitem cobrir o risco de inflação.
Com a nova diretiva Mifid II muitos brokers deixaram de comercializar ETFs que cotam nos Estados Unidos por algumas complexidades técnicas que se requer solucionar

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