Planos de Poupança-Reforma alternativos

Planes de Poupança-reforma alternativos

Existem muitos tipos de planos de poupança-reforma e é importante escolher um se quisermos desfrutar de uma reforma pacífica sem acontecimentos imprevistos. A partir deste ano, a idade da reforma passa a situar-se nos 66 anos e seis meses, um mês a mais do que em 2020. Este acréscimo deve-se ao aumento da esperança média de vida que também influencia a penalização por reforma antecipada que sobe para 15%, a que se soma uma penalização mensal de 0,5% por cada mês antecipado. 

Apenas se mantêm as normas que estão atualmente em vigor para o caso das pessoas com carreiras contributivas mais longas que, para acederem à reforma antecipada, não são alvo de qualquer corte nas pensões ou apenas é aplicada a penalização mensal de 0,5%.

Hoje, já vai tarde!

Mais do que a voz do povo, em certas matérias convém ouvir apenas a voz dos especialistas. No caso da dúvida de se, no futuro, o Estado terá ou não dinheiro para pagar reformas é mais ou menos consensual de que a situação pode complicar-se! 

A demografia, a economia e a sociologia, às quais se junta agora o impacto do surto de covid-19 que, certamente, se fará sentir a curto prazo nos níveis de contribuições e que pode desviar as intenções das pessoas de poupar para a reforma, tudo leva a crer que o futuro nesta matéria será, pelo menos, bastante incerto.

Assim, quanto mais cedo começar a planear a reforma e a apostar em investimentos que permitam diversificar a sua carteira e garantir-lhe uma rentabilidade estável, mais folga terá para viver comodamente o seu merecido período de repouso.

Há poupança para além dos PPR 

Como é óbvio, este planeamento e este conforto que todos ansiamos no futuro está muito dependente da capacidade que cada um terá para poupar no presente – quanto maior o risco que conseguir assumir, maior o retorno, pelo que é fundamental diversificar a sua carteira com fundos de investimento, por exemplo, por forma a obter bons níveis de retorno.

Atentos a toda esta realidade, os bancos disponibilizam vários produtos cujo principal objetivo assenta na criação de um complemento de reforma. Os mais conhecidos e mais utilizados serão, porventura, os Planos de Poupança-Reforma (PPR), mas há algumas alternativas que podem ser tão ou mais interessantes em termos de rentabilidade.

Planos de Poupança-Reforma (PPR)

O benefício fiscal foi, durante muito tempo, a principal vantagem dos Planos de Poupança-Reforma. No entanto, essa mais-valia tem vindo a perder peso em função da mudança introduzida em 2015 quando os limites das entregas passaram a ser estabelecidos em função da idade do subscritor, conjugados com os limites das deduções totais à coleta. Contudo, e de um modo geral, em termos fiscais este continua a ser um produto interessante nos dias de hoje, em qualquer uma das suas formas – seguro ou fundos.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são constituídos por diversos investimentos individuais que, em conjunto, são aplicados, em quantias variáveis de dinheiro, para formar uma carteira de ativos utilizados para investimento em vários mercados e valores financeiros, como ações de empresas, obrigações ou instrumentos do mercado monetário. É possível resgatar o dinheiro em qualquer momento e o fundo, gerido por profissionais, está sujeito ao princípio da diversificação e repartição de riscos.

A ideia assenta em comprar um determinado valor mobiliário e esperar que este valorize para quando o vender conseguir obter lucro.

Com as atuais taxas de juro a rondar valores próximos de zero (0,037%), os fundos de investimento podem possibilitar um maior valorização do dinheiro do que se este estiver

depositado no banco, mas existe sempre uma margem de incerteza. O rendimento não é garantido e pode mesmo implicar perdas, sobretudo em prazos de investimentos curtos.

Certificados de Reforma

Os Certificados de Reforma, também conhecidos como PPR do Estado, foram constituídos em 2008, assentando no chamado Regime Público de Capitalização, que consiste na possibilidade de um cidadão efetuar contribuições, ao longo da sua vida ativa, através do sistema da Segurança Social, que desconta mensalmente uma parte do seu ordenado diretamente para uma conta em seu nome, que depois será capitalizada neste produto financeiro.

Os subscritores de um Certificado de Reforma podem escolher o montante que deseja reservar mensalmente para este efeito através de uma taxa contributiva que pode ser de 2%, 4% ou 6% (neste último caso se o contribuinte tiver 50 anos de idade ou mais).

Refira-se que as poupanças obtidas por este meio só podem ser resgatadas quando os seus subscritores possuírem direito à reforma ou perante uma situação de aposentação por velhice ou por invalidez absoluta.

Certificados do Tesouro

Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, como agora são designados, são produtos de dívida pública que podem ser subscritos nos Correios ou online. São uma alternativa credível aos depósitos a longo prazo e têm a segurança do Estado, com o senão de não poderem ser resgatados no primeiro ano. Estes certificados não estão indexados ao rendimento da dívida de longo prazo e têm taxas fixas, sendo que, a partir do segundo ano, pode ainda acrescer um prémio em função do crescimento do PIB. O prazo máximo é de 7 anos e os juros são pagos anualmente. Neste momento, a Taxa Anual Nominal Líquida começa nos 0,54% nos dois primeiros anos, passando para 0,76% no terceiro, 0,97 no quarto, 1,19% no quinto, 1,40% no sexto, chegando aos 1,62% no sétimo e último ano. 

Fundos de Pensões

Os Fundos de Pensões são patrimónios autónomos destinados exclusivamente ao financiamento de planos de pensões. Dessa forma, os Fundos de Pensões constituem um conjunto de ativos cujo único objetivo é proporcionar o pagamento futuro dos benefícios previstos no respetivo plano.

Existem dois tipos de fundos, os fechados e os abertos. Os fechados dizem respeito apenas a um associado ou, existindo mais do que um associado, quando se verifique um elo de natureza empresarial, associativo, profissional ou social entre eles, sendo necessário o consentimento destes para a adesão de novos associados ao Fundo. Por sua vez, quando não se exige qualquer elo de ligação entre os diferentes aderentes ao Fundo, estando a adesão apenas dependente da aceitação pela entidade gestora do Fundo, estamos perante um Fundos Aberto.

Sobre o autor

Lucía Sánchez

Responder a este tópico

Bem-vindo(a) à comunidade!

Selecione os temas que lhe interessa e personalize a sua experiência no Rankia

Enviaremos uma Newsletter cada quinze dias com as novidades de cada categoría que escolheu


Quer receber notificações dos nossos eventos/webinars?


Ao continuar, aceita a política de privacidade