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Pode ocorrer fusão de fundos de investimento?

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Fusão de fundos de investimento

Pode ocorrer fusão de fundos de investimento? É novo nos mercados financeiros e não sabe por onde começar? Isso não é um problema! Independente se é um player iniciante ou experiente, o artigo de hoje definitivamente irá te ajudar. Já ouviu falar de Fundos de Investimentos? Normalmente, os fundos são as formas mais fáceis tanto de inserção quanto de “acompanhamento” nos mercados financeiros, e por este ser um tópico tão recorrente na vida dos investidores, decidimos que estava na hora de aprofundar um pouco no tópico de fusão de fundos, visto que é algo que gera muitas dúvidas nos envolvidos.

Mas antes de fazermos isso, para que possamos explicar as peculiaridades da fusão destas empresas, precisamos contextualizar o que é um fundo de investimento.

O que é um fundo de investimento?

Os fundos funcionam como uma espécie de “condomínio” de investidores, ou seja, eles irão reunir recursos de diversos investidores diferentes, para que sejam aplicados de maneira conjunta nos mercados financeiros. Todos os resultados obtidos com as aplicações são divididos entre os participantes, na proporção do valor depositado por cada um, ou seja, caso o fundo tenha tido rentabilidade de 5% em um mês, todos os envolvidos irão receber 5% do valor ao qual investiram.

A soma do dinheiro dos que optaram por investir naquele fundo forma seu patrimônio, que é gerido e aplicado por uma instituição ou um profissional (gestor). As decisões sobre o que fazer com os recursos irão seguir objetivos e políticas predefinidos, garantindo algum nível de previsibilidade para tal, fazendo assim com que consiga investir num fundo conforme seu perfil de investidor. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não – e isso determinará a valorização ou desvalorização das cotas dos fundos.

Pode ocorrer fusão de fundos?

Comumente chamadas de “incorporação”, a fusão é quando um fundo é adquirido por outro, e a entidade que realizou a compra opta (ou não) pelo gerenciamento do fundo atual.

A incorporação de um fundo não só é permitida como está prevista em lei, e no fim pode ser algo interessante para os cotistas, apesar de ser sempre um tópico que merece atenção. A operação de fusão faz sentido quando os fundos (incorporador e incorporado) possuem não só políticas de investimentos parecidas, mas também valor de patrimônio semelhante, para que possam ser agrupados em um único fundo, gerando assim vantagens como redução de custos e aumento da liquidez das cotas.

Nos mercados financeiros ao redor do mundo ainda há muito espaço para fusões e incorporações de fundos, isso porque existem diversos fundos “monoativos”, ou seja, aqueles que possuem um único ativo negociado. Em geral o património desses fundos tende a ser pequeno e contam com poucos cotistas, registrando assim poucos negócios na bolsa.

São fundos mais antigos e que faziam sentido nas circunstâncias em que o mercado dava seus primeiros passos. Mas o futuro destes é sempre convergir para os fundos multi ativos, e consequentemente com patrimônio mais robusto e diversificado. Fundos monoativos (ou com poucos ativos) oferecem um risco muito maior aos cotistas, dada a concentração de património.

O que fazer quando ocorrer uma fusão de fundos?

A primeira coisa a ser feita ao saber que o fundo no qual é cotista pretende (ou será) incorporado por outro, é buscar informações sobre o incorporador. Como dito acima, a tendência é de que a incorporação aconteça por fundos com políticas e património semelhantes, mas um cenário diferente não é impossível.

Busque informações sobre quem são os gestores daquele fundo que irá incorporar o seu, bem como seus resultados nos últimos meses, seus ativos em carteira, e se possível, sua classificação de risco no mercado. Caso os dados sejam semelhantes aos seus, não há muito com o que se preocupar.

Sempre que um fundo é incorporado, caso ele passe a ser gerido pelo incorporador e mudanças (tais como a de plataforma) sejam necessárias, receberá instruções simples e claras sobre como proceder.

Em contrapartida a tudo isso, caso seu fundo seja o incorporador, apesar de sugerir que faça os mesmos passos anteriores, quando falamos em termos de riscos de variações na operação, estes tendem a ser menores.

Deveres das entidades gestoras e direitos dos participantes

Uma vez que  possui as informações acima, o administrador de seu fundo propõe efetivamente a incorporação, vale ressaltar que somente os cotistas podem autorizá-la. Para isso, acontecerá uma assembleia geral, ou consulta formal a cada um dos cotistas, e a proposta deverá ser aprovada por, no mínimo, metade dos cotistas. Ressalto que o ponto mais importante a ser analisado antes de efetivar o seu voto é a relação de troca de cotas, ou seja, quantas cotas do fundo incorporador o cotista do fundo a ser incorporado receberá.

Os cotistas de todos os fundos que estejam envolvidos na incorporação precisam decidir se consideram a relação de troca justa, e caberá aos gestores dos fundos fornecer as informações necessárias para que cada um possa tomar sua decisão. Essas informações normalmente envolvem demonstrar a compatibilidade dos fundos que serão incorporados, informar quais os critérios de avaliação dos ativos dos fundos e da atribuição das cotas aos participantes dos fundos incorporados e, por fim, demonstrar as alterações que deverão ocorrer no regulamento do fundo incorporador.

Portanto, a participação dos cotistas é imprescindível quando uma fusão está para ocorrer.

Se investe num fundo que anunciou a possibilidade de uma incorporação,  precisará dedicar atenção ao caso, afinal estamos falando do seu capital aqui não é mesmo? Avalie bem a proposta, peça mais explicações ao administrador se for preciso, mas não deixe de votar.

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