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Sabe como proteger a sua carteira face ao risco de inflação?

Artigo de Filipa Pita, Analista na Dolat Capital

Os investimentos financeiros, por definição, envolvem a assunção de riscos. Há, no entanto, um conjunto de riscos que a maioria dos investidores tende a subestimar ou até mesmo ignorar, nomeadamente o chamado risco de poder de compra (ou de inflação). Neste artigo o nosso propósito é elucidar os investidores relativamente a este risco, bem como a melhor forma de se proteger do mesmo. 

Como princípio básico, a sua carteira de investimentos deve ser construída de forma a procurar equilibrar o binómio risco/rendibilidade. A escolha adequada dos ativos de uma carteira, bem como a sua distribuição eficiente, são, de grosso modo, os fatores determinantes de sucesso no futuro. A diversificação é outro princípio crucial e, na sua essência, uma técnica de gestão de risco que tem provado ser muito eficaz para mitigar os riscos subjacentes aos mercados financeiros, em concreto o risco específico. A diversificação entre classes de ativos reduz a exposição de uma carteira aos riscos frequentes de toda uma classe. A diversificação dentro de uma classe de ativos, reduz a exposição aos riscos associados a um determinado País, empresa, setor ou região. Uma carteira de investimentos deve ter como pilares ações e obrigações, as chamadas classes “core”. Também podem ser incluídos outros ativos, embora com um peso inferior, como o ouro ou as obrigações indexadas à inflação. A função destes ativos é obter o efeito de proteção face aos denominados “eventos macro” como recessões, crises políticas, catástrofes naturais ou ataques terroristas. 

Os investidores devem estar cientes de que nos mercados financeiros encontram dois tipos de risco clássicos, o risco de mercado e o risco de poder de compra (ou inflação): 

1) O risco de mercado, é a possibilidade de um investidor sofrer perdas, devido a fatores que afetam o desempenho global dos mercados financeiros em que está envolvido. Também conhecido como “risco sistemático”, este tipo de risco é intrínseco à natureza do mercado e não pode ser eliminado através da diversificação. As fontes de risco de mercado incluem, por exemplo, recessões, crises políticas, alterações nas políticas monetárias, catástrofes naturais e ataques terroristas, e tendem a influenciar todo o mercado ao mesmo tempo.

2) Entende-se por poder de compra o valor de uma moeda expresso em termos da quantidade de bens ou serviços que uma unidade monetária pode comprar. A relevância do poder de compra justifica-se, porque a inflação diminui a quantidade de bens (ou serviços) que se poderia comprar com uma determinada quantidade de dinheiro, mantendo tudo o resto constante. Um investidor, quando aplica o seu dinheiro num depósito a prazo, tende a pensar que não está a perder valor. No entanto, a verdade é que os juros que vai acumular ao longo do tempo podem não ser suficientes para acompanhar o ritmo da inflação. Por exemplo, em 2010 o preço médio de uma viatura nova de classe intermédia (exemplo Volkswagen Golf) era de cerca de €25 000, mas em 2020 o preço médio da mesma viatura é superior a €28 000. Este efeito denomina-se fenómeno de inflação, ou risco de poder de compra.

Agora, imaginemos que em 2010 decidiu não comprar a viatura e aplicou os €25 000 numa conta poupança, com uma taxa de juro anual de 1.10%, por um prazo de 10 anos. No final do prazo, o montante aplicado terá aumentado para apenas €27 890, o que não é suficiente para adquirir a viatura em 2020. O investimento de baixo risco, depósito a prazo, não acompanhou a inflação e o seu dinheiro não tem o mesmo poder de compra.  A este fenómeno podemos denominá-lo de risco de poder de compra.

Em alternativa, se em 2010 tivesse investido os €25 000 numa carteira com uma composição de 80% em obrigações globais com elevada qualidade creditícia e 20% em ações globais, a rendibilidade média anual teria sido de 4.50%. Em 2020 o seu montante inicial teria aumentado para €38 824, o que seria suficiente para adquirir a viatura por €28 015 e ainda ficar com uma poupança superior a €10 800.

Risco de poder de Compra


Este texto não constitui uma recomendação nem consultoria para investimentos. A Dolat Capital presta consultoria para investimentos de natureza específica aos seus clientes, tendo por base, entre outras, o seu perfil de risco e objetivos financeiros. Rendibilidades passadas não constituem uma garantia de rendibilidades futuras.

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