Melhores maneiras para planear a reforma

Quando chegamos à idade da reforma convem ter algum pé de meia porque não vamos ter o nosso ordenado mensalmente. Podemos ter a nossa reforma mensal, mas é apenas uma fração dos nossos ordenados no futuro.

Esta decisão deve-se tomar quando se é jovem porque o nosso resultado se obtem ao longo dos anos.

Neste artigo vamos mostrar como podemos pensar na nossa reforma quando se é jovem. Vamos falar dos PPRs, Fundos de pensões e da bolsa como pode ser uma solução.

O tradicional PPR

O Plano Poupança Reforma é a opção mais utilizada pelos portugueses. Consiste num fundo ou um depósito com taxa garantida que vamos fazer reforços todos meses ao longo do tempo.

Vantagens

O benefício à “entrada” dos produtos de poupança reforma materializa-se numa dedução à coleta de IRS correspondente a 20% dos valores investidos, com os seguintes limites anuais em função da idade do subscritor:

  • 400 euros, até aos 35 anos;
  • 350 euros, entre os 35 e os 50 anos;
  • 300 euros, acima dos 50 anos.

Para obter o benefício à “entrada” máximo, é necessário entregar:

  • 2 000 euros, até aos 35 anos;
  • 1 750 euros, entre os 35 e os 50 anos;
  • 1 500 euros, acima dos 50 anos.

O benefício fiscal à “saída” consiste numa tributação mais favorável do rendimento obtido no momento do reembolso (ou resgate). A taxação depende depende da forma como o reembolso é efetuado: capital ou rendas.

Prazo mínimo de 5 anos após a entrega:

  • A partir dos 60 anos de idade;
  • Reforma por velhice;
  • Pagar crédito da casa.

Sem prazo mínimo:

  • Desemprego de longa duração (há mais de 12 meses);
  • Doença grave;
  • Incapacidade permanente para o trabalho;
  • Morte.

Fora das condições previstas aplica-se uma taxa de tributação autónoma de 21,5%, que, dependendo da antiguidade do contrato na altura do reembolso, poderá ou não incidir sobre a totalidade do rendimento, de acordo com as regras aplicáveis aos rendimentos da categoria E do IRS. Assim, se o reembolso ocorrer:

  • Até ao quinto ano de vigência do contrato, a taxa incidirá sobre a totalidade do rendimento (taxa efetiva de 21,5%);
  • Entre o quinto e o oitavo ano de vigência do contrato, a taxa incidirá sobre quatro quintos do rendimento (taxa efetiva de 17,2%);
  • Após o oitavo ano de vigência do contrato, a taxa incidirá sobre dois quintos do rendimento (taxa efetiva de 8,6%).

Desvantagens

  • Difícil movimentação – Os PPR têm restrições de movimentação, no entanto, sendo um plano  de investimento de longo prazo é natural que isto ocorra. Esta desvantagem deveria ser considerada uma vantagem uma vez que ajuda a concretizar o objetivo do plano.
  • Comissões mais elevadas – Os críticos afirmam que os PPR têm comissões mais elevadas comparados com outros produtos financeiros.
  • Menor retorno – Os PPR têm um retorno mais reduzido em relação a outros produtos de poupança devido às comissões mais elevadas.

Fundo de pensões

Um fundo de pensões é um património autónomo que se destina exclusivamente ao financiamento de um ou mais planos de pensões e/ou planos de benefícios de saúde, podendo ainda simultaneamente estar afeto ao financiamento de um mecanismo equivalente nos termos da Lei. São ferramentas ideais para a planificação e para a poupança sistemática para a reforma. 

Este tipo de poupança é destinada para as empresas aplicarem aos seus funcionários, com bastantes vantagens para elas.

Um fundo de pensões pode ser:

Fundo de Pensões Fechado:

Respeita apenas a um associado ou, envolvendo vários associados, se existir um vínculo empresarial, associativo, profissional ou social entre eles e for necessário o seu acordo para a entrada de novos associados no fundo. Um fundo de pensões fechado constitui-se através de um contrato celebrado entre a entidade gestora e os associados, que se designa por contrato constitutivo.

Fundo de Pensões Aberto:

Resulta de um Regulamento de Gestão instituído unicamente pela entidade gestora, dependendo a adesão ao fundo aberto unicamente de aceitação pela entidade gestora, podendo essa adesão assumir a forma de adesão coletiva, quando se efetua através de um ou, havendo um vínculo empresarial, associativo, profissional ou social entre eles, vários associados; ou de adesão individual, quando se efetue pela simples subscrição de unidades de participação por contribuintes.

Vantagens dos Fundos de Pensões para as Empresa

Disfrutam de uma  tributação favorável :

  • Para a empresa. As contribuições são um custo dedutível em sede de IRC.
  • Para os participantes. Uma poupança destinada a constituir um complemento de reforma.
  • Tributação das contribuições nas adesões coletivas diferida para o momento do reembolso.
  • Tributação do rendimento gerado diferido para o momento do reembolso.

Investir no mercado de ações

Muitas pessoas começam a juntar um dinheiro de lado por mês para investir em ações. Hoje em dia é muito mais facil ter acesso ao mercado financeiro devido à internet e à origem de ativos que nos ajudam a investir com baixos custos.

O mercado de ações pode ter quedas em certos períodos, mas a tendência é sempre a mesma: Subir.

A ideia aqui é investir numa carteira de ações que representa o mercado financeiro. Hoje temos os ETFs que nos facilitam.

O mercado mundial é composto quase em 50% do mercado dos EUA, tendo eles o índice de referência o S&P500.

Com a facilidade em comprar ETFs podemos comprar o MSCI world index ou um ETF que represente o S&P500.

Em abaixo mostramos a evolução do MSCI world index e o S&P500 nos últimos anos, e vimos sempre uma tendência crescente, e apesar de algumas crises bolsistas no meio, volta sempre a fazer máximos.

Como aplicar esta estratégia?

Esta é, de todas, a mais arriscada. Nós podemos ter uma rentabilidade média entre os 8-9% ano, mas nunca garantida. Nunca podemos definir pontos de entrada melhores, então a ideia é deixar algum dinheiro de lado e reforçar 3 em 3 meses num ETF e deixar correr. Vamos obter também dividendos, na qual podemos os reinvestir.

 

 

Sobre o autor

Henrique Garcia
Analista de Mercados