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Os últimos quase nove anos, desde os mínimos de Março de 2009, foram de ganhos assinaláveis: o índice S&P-500 valorizou 287% (16,8% p.a.) e o MSCI World ex-US subiu 117% (9,3% p.a.), ambos em USD, sem considerar os respectivos dividendos; nas obrigações, os índices Barclays Global Aggregate e o Barclays Global High Yield registaram rendibilidades anuais (total return) de 3,6% e 13,4%, respectivamente, também em USD. A excepção foram as Commodities que, medidas pelo índice S&P GSCI TR, perderam cerca de 28%.

 

Chegados a 2018, e após um longo período dominado pela política, com o referendo do Brexit e eleições presidenciais nos Estados-Unidos e França e legislativas na Alemanha, entre outras, os investidores terão (finalmente) a oportunidade de focar-se nos fundamentais.

Com efeito, o novo ano começa com a economia mundial a crescer a um ritmo decente (acima da média) e os mercados financeiros em alta. Contudo, persiste um desconforto generalizado com as avaliações, tanto das acções como das obrigações, num cenário de taxas de juro artificialmente muito baixas ou negativas, políticas monetárias progressivamente menos expansionistas, endividamento ainda muito elevado nas principais economias mundiais, aumento da desigualdade na distribuição da riqueza, e crescentes responsabilidades futuras com pensões, derivadas do envelhecimento da população em vários países. Embora se perspective mais um ano positivo para os activos com maior risco, em particular para as Acções, os riscos são assimétricos, aconselhando, na nossa opinião, prudência e diversificação.

Crescimento económico e taxa de inflação moderados

A economia mundial é esperada crescer 3,7% em 2018, ligeiramente acima da média dos últimos seis anos (3,5%). A confirmar-se este desempenho, será o nono ano consecutivo de crescimento acima da média, num período caracterizado por uma reduzida volatilidade. Ou seja, a recuperação da crise de 2009 é uma das mais prolongadas nos últimos trinta anos e pautada por uma considerável estabilidade.

Os Estados-Unidos e a Zona Euro deverão crescer 2,3% e 2,0%, respectivamente, e o Japão é esperado desacelerar dos 1,6%, de 2017, para os 1,0%, no próximo ano. Pelo contrário, as economias emergentes continuarão a liderar o crescimento global, com uma variação de 4,9%, em 2018. Entre estas, destaque para a recuperação da economia brasileira, com um crescimento de 1,7%, a recessão dos últimos anos.

O crescimento da economia mundial continuará, pois, a ser impulsionado pelas economias emergentes e em desenvolvimento e, mais uma vez, num contexto de estabilidade de preços: a taxa de inflação é esperada permanecer em torno dos 2% nas economias avançadas e dos 4% nas economias emergentes e em desenvolvimento. Apesar dos esforços dos bancos centrais, em particular no âmbito das primeiras, em induzir crescimento dos salários e consequentemente inflação, forças como o elevado endividamento e a fraco crescimento demográfico, aliadas à inovação tecnológica, parecem estar a conter tanto o crescimento como a taxa de inflação.

 

Concluindo, o crescimento económico mundial é esperado manter-se moderado no próximo ano, assim como a taxa de inflação. Se por um lado, no curto-prazo a inflação pode subir devido ao bom momento da economia e confiança dos consumidores, no longo-prazo, contudo, é expectável manter-se relativamente baixa, considerando factores estruturais como a elevada dívida, a desigualdade da riqueza e o fraco crescimento demográfico.

 

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