Mercados emergentes: O mundo é muito maior que os índices

Porque são interessantes os mercados emergentes ? Em primeiro lugar, por uma questão de visão a largo prazo, já que em 2030 seis das dez maiores economias mundiais serão dos países ditos, emergentes e, actualmente as 15 economias que crescem mais rapidamente são precisamente, emergentes. Além disso, a dívida desses países oferece uma baixa correlação sobre a dívida da zona do euro e a diferença entre estes dois activos está neste momento em níveis recordes.

Na hora de entrar nos mercados emergentes, devemos ser conscientes de que o mundo é muito mais do que apenas e só índices.

Investir sem limitações impõe um índice de referência que permite incorporar activos que oferecem diversificação dentro do próprio universo da divida emergente, como é o caso das divida dos mercados de fronteira. Estes activos têm uma valorização barata e uma baixa correlação.

Além disso, o mercado de divida externa é oito vezes maior e mais liquido que o mercado de moeda forte e conta com a vantagem de que enfrenta menos ” defaults “. Por estes mesmos motivos, acreditamos que a divida emergente em moeda local, seja o futuro, e na verdade esses activos transportam cada vez mais peso nas carteiras. Com a eliminação da incerteza que reinou durante o ultimo ano, o contexto fundamental e os fundos de investimento fazem com que a divida emergente em moeda local continue a ser atractiva.

Actualmente, os mercados emergentes beneficiam da recuperação sobre o investimento e das melhorias da economia a nível global. Juntamente com a calma relativamente a situação económica da China e a redução da incerteza, esta melhoria na divida emergente coloca os mercados emergentes numa posição mais sólida nesta era de ” comércio Trump “.

Embora a agenda proteccionista dos USA siga principalmente confinada no terreno Twitter, podemos esperar que incremente um crescimento relativo aos mercados emergentes frente aos mercados desenvolvidos. Além disso, a tendência de desinflação nos mercados emergentes contra mercados desenvolvidos é muito forte. Ambos os factores são a base para o bom desempenho de dívida de mercados emergentes nos próximos anos.

Na Degroof Petercam AM aplicamos uma gestão activa da divida emergente, sem que nos limitemos a um índice de referência, incluindo o segmento moeda local e uma abordagem sustentável. Confiamos no nosso modelo de sustentabilidade, que consegue captar tendências a largo prazo relacionadas com o progresso económico , e ao mesmo tempo é um importante valor acrescentado para o processo de investir nos mercados de dívida emergentes.

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Sobre o autor

Filipe Silva

Conteúdo – Rankia Portugal

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