Reunião do BCE: BCE intensificou o apoio à economia da zona do euro

Ontem no dia 6 de junho decorreu mais uma reunião do BCE e tiramos as seguintes conclusões: O BCE está pronto para agir, disse Mario Draghi.

O BCE intensificou o apoio à economia da zona do euro ao estender seu compromisso de manter as taxas em baixas recordes e chegar a um acordo sobre como lançar mais dinheiro barato nos bancos da região. As taxas permanecerão negativas pelo menos até o primeiro semestre de 2020. O custo dos empréstimos bancários de longo prazo pode cair até a taxa de depósito mais 0,1 ponto percentual. O presidente Mario Draghi elevou as previsões de inflação e crescimento para este ano, mas disse que os riscos continuam inclinados para baixo.

Draghi endureceu sua linguagem, dizendo que o BCE não se esquivará da ação para apoiar a economia da zona do euro à medida que o crescimento enfraquece. Não é que os dados sejam maus, ao contrário, é a visão nebulosa sobre o comércio global que é o problema. Os decisores políticos estão “determinados” a agir, se necessário, disse ele, citando a “prolongada persistência de incertezas” e “crescente ameaça do protecionismo“.

Alguns funcionários levantaram a perspectiva de cortes nas taxas de juros ou um retorno à flexibilização quantitativa. Há “headroom considerável” para mais QE, Draghi disse.

Mas o movimento não foi tão dovish quanto o preço do mercado. Os rendimentos a curto prazo dos títulos alemães aumentaram e o euro fortaleceu-se.

Sobre o autor

Henrique Garcia
Analista de Mercados