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Como saber se uma companhia de seguros é boa? Tenho a certeza que já se fez esta pergunta a si próprio em algum momento. Neste artigo vamos ajudá-lo a perceber aquilo que deve ter em atenção quando contratar um seguro e, consequentemente, uma seguradora.

Os seguros representam uma das maiores fatias, em termos de despesas, dos orçamentos familiares. Se é certo que ter os nossos bens segurados é um descanso e uma garantia de que, em caso de algo correr mal, não ficaremos sem tudo, convém ser criterioso na hora de subscrever um seguro e analisar bem se determinada apólice serve verdadeiramente os nossos interesses.

Atualmente, há seguros para tudo e que, em muitos casos, não servem para nada! Ou melhor, não respondem àquela que é a nossa verdadeira necessidade. 

As seguradoras e os próprios bancos, no caso dos seguros à habitação, tentam de todas as formas induzir-nos a aceitar seguros individuais que cobrem cada aspeto da nossa vida levando-nos, muitas das vezes, a subscrever seguros que nem sabemos bem para que servem.

Precisamente por isso, o primeiro conselho vai sempre no sentido de antes de subscrever o que quer que seja, pesquise, informe-se, verifique, analise e pergunte… não tenha receio de esclarecer as dúvidas que tiver, esteja em que fase estiver da sua relação com a seguradora. Lembre-se, você é o cliente, tem a última palavra e todo o direito de subscrever o seguro que quiser, com a seguradora que quiser. O mundo dos seguros é um mundo complexo (e traiçoeiro) pelo que não é vergonha nenhuma colocarmos as nossas questões, mesmo que lhe pareçam básicas.

Posto isto, como saber se uma seguradora é confiável e se o seguro que estamos a contratar serve os nossos propósitos?

Há inúmeras empresas seguradoras a operar no mercado português, na sua maioria, grandes multinacionais, perfeitamente identificadas e reconhecidas, que normalmente não estão na disposição de colocar a sua reputação em jogo a troco de um engano a um pequeno cliente ou de um procedimento menos correto. 

Depois, há pequenas empresas que vão surgindo, sobretudo corretores ou agências, que a maior parte das vezes servem de mediadores e cuja função é, precisamente, aconselhar o cliente sobre as diferentes propostas para um determinado seguro. 

No entanto, vender um seguro é um negócio como outro qualquer e, tanto umas como outras, se puderem vender dois seguros em vez de um, acredite que o vão fazer.

Portanto, cabe-lhe a si decidir o que precisa (mesmo tratando-se de um seguro obrigatório) e até onde pode ir em termos de orçamento.

Separe o ‘trigo do joio’

Assim, e para separar logo o ‘trigo do joio’, a melhor forma para saber se uma companhia seguradora é credível, deve começar por verificar junto da ASF, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensão, se a seguradora em questão é uma entidade autorizada. No seu site, em www.asf.com.pt há um separador específico para isso mesmo.

A título informativo, recorde-se que a ASF tem, precisamente, por missão “assegurar o bom funcionamento do mercado segurador, de forma a contribuir para a garantia da proteção dos tomadores de seguro, pessoas singulares, participantes e beneficiários”, para além de promover a estabilidade e solidez financeira de todas as instituições sob a sua supervisão, bem como garantir a manutenção de elevados padrões de conduta por parte dos operadores”. 

Deste modo, ao contratamos uma seguradora que figure na lista das entidades autorizadas pela ASF, pelo menos temos logo a certeza de que a sua atividade é supervisionada e que temos a quem recorrer caso surja alguma dúvida relativamente a uma outra prática que nos pareça menos correta.

 

Relação preço-qualidade

Quando se contrata um seguro a expectativa é que este responda a todas as nossas necessidades e ofereça uma boa relação preço-qualidade. 

Encontrado este equilíbrio encontramos o melhor seguro e, consequentemente, a melhor seguradora.

Por norma, a generalidade das seguradoras consegue dar uma resposta positiva a esses critérios, muito embora, por vezes, surjam alguns problemas: Em 2020, os três principais motivos de reclamação denunciados pelos consumidores no site Portal da Queixa foram a falta de apoio/resposta da companhia (44% das reclamações), o atraso na resolução dos processos (28,9% das queixas) e os problemas com as questões contratuais (7.2%).

Ainda assim, o número de reclamações registadas nesse mesmo portal em 2020 registou uma redução comparativamente ao ano anterior, mercê, em grande parte, da diminuição da atividade, nomeadamente automobilística, que se verificou por força da pandemia e do confinamento a que todos estivemos submetidos.

Segundo o Portal, a Liberty Seguros, a Zurich e a Tranquilidade Seguros são as três seguradoras que obtiveram um Índice de Satisfação por parte dos seus clientes a rondar os 80 pontos, numa escala de 0 a 100, sendo, no ano em questão, as três companhias que melhor resolveram as reclamações dos consumidores, podendo este ser, também, um importante indicador.

Para terminar, tenha em atenção que ofertas muito desfasadas da realidade, com um preço muito baixo e coberturas que nunca mais acabam, normalmente são sinónimo de que algo não está bem.  Geralmente, coberturas mais completas tendem a ser mais caras, pelo que, como em qualquer produto, convença-se de que milagres não existem.

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