De que preciso para comprar a minha primeira casa?

comprar a minha primeira casa

Desde logo, precisa de estar seguro do passo que vai dar. Comprar casa é, provavelmente, um dos maiores investimentos que vai fazer ao longo da sua vida e, se recorrer ao crédito, vai assinar um contrato que dura mais do que muitos casamentos.

Mas relaxe, não estamos a agoirar e nem sequer é preciso deitar as mãos à cabeça. Tudo se resolve e com as dicas que lhe vamos dar de seguida, vai ficar mais do que pronto para dar o nó… com a sua cara-metade e com o banco!

Exageros à parte, comprar a primeira casa é sempre um passo importante e repleto de situações e conceitos novos. Por isso mesmo, assim que a decisão estiver tomada, convém começar a inteirar-se de tudo o que envolve o processo de aquisição, para que, em momento algum, se venha a arrepender.

Preparar e precaver

E este processo começa no instante em que decide começar a ver casas, ou até antes.

Sim, porque ter algum dinheiro de entrada é cada vez mais essencial, pelo que uns anos antes de avançar com a compra propriamente dita, deve estabelecer metas de poupança específicas para este fim.

São cada vez menos os créditos que concedem financiamento a 100% e mesmo quando isto acontece pode ser restritivo cingir a sua procura aos imóveis que possibilitem esta situação.

Depois, há que ter também em atenção que há outros custos para além do sinal que tem que considerar para não ser apanhado desprevenido, como seja, o IMT, imposto de selo, a escritura e a abertura do processo bancário.

O ideal é ter pelo menos 20% do valor total da casa para entregar como sinal na altura da assinatura do Contrato Promessa Compra e Venda, o que lhe dá uma boa margem para negociar com o agente imobiliário.

Pode sempre colocar a questão ao contrário, ou seja, ver até quanto pode ir em termos de entrada e partir desse valor para estabelecer o valor total da casa que pretende comprar, estabelecendo assim um teto máximo e impedindo-o de criar falsas expectativas.

De que preciso para comprar a minha primeira casa?

Apurado um valor, deve agora preocupar-se em perceber se é um orçamento viável e adequado à realidade do mercado. Paralelamente, deve tentar ver se reúne as condições para pedir um crédito ou se vai precisar de arranjar algumas garantias, como fiadores, por exemplo.

Calcular a sua taxa de esforço é um procedimento essencial e que você próprio deve executar mesmo antes do banco o exigir.

Uma taxa de esforço a rondar os 35, 40% é o ideal na perspetiva dos bancos, uma vez que acima disto, estes já consideram que o rendimento líquido familiar pode estar ameaçado. Mas chegar ao banco e dizer que a sua taxa de esforço é de 30% não é suficiente. Os bancos estão alertados para o perigo que constitui conceder ‘créditos fáceis’, pelo que, prepare-se para ver a sua situação financeira passada a pente fino.

No sentido de perceber qual a sua capacidade de fazer face aos encargos de um crédito à habitação, que se pode estender por 20, 30 ou 40 anos, os bancos normalmente solicitam a seguinte documentação:

  • documento de identificação ou autorização de residência;
    últimos 3 recibos de vencimento (6 no caso de trabalhar como independente);
  • uma declaração da entidade patronal quanto ao seu vínculo profissional;
  • extratos bancários dos últimos 3 meses (6 meses se trabalhar como independente) para
    comprovar o seu vencimento;
  • declaração de IRS e respetiva nota de liquidação;
  • mapa de responsabilidades do Banco de Portugal, para comprovar a existência ou a ausência
    de outros créditos.

Recolher informação e comparar

A verdadeira azáfama começa agora. É hora de se inteirar de alguns conceitos e noções básicas relacionadas com os empréstimos para depois partir à procura das melhores condições.

A tendência lógica é que em primeiro lugar procuremos o banco com o qual normalmente trabalhamos para pedirmos a primeira simulação de crédito. Nada de errado nisto, mas o conselho é para que não se fique apenas por esta simulação.

O seu banco tem todo o interesse em segurá-lo e em oferecer-lhe as melhores condições, mas isso não o impede de procurar outras soluções, até para ter um termo comparativo.

Ir ao mercado, analisar diferentes propostas, comparar cada aspeto pode representar uma poupança de milhares de euros no pagamento de juros, seguros e comissões.

Tenha especial atenção aos valores da TAEG, do spread e da própria mensalidade, pois a conjugação destes fatores vai determinar a melhor proposta para si.

É também importante ir percebendo o que significa e pensando que modalidade de empréstimo pode ser mais vantajosa para o seu perfil – Taxa Variável, Taxa Fixa ou Taxa Mista.

De olho no mercado

Como certamente já reparou os preços das casas oscilam bastante, uma vez que estão associados a vários fatores externos, sobretudo aliados à lei da oferta e da procura, mas também do próprio contexto económico que atravessamos a cada momento.

Assim, e muito embora não haja propriamente um timing certo para comprar casa, por vezes, pode ser vantajoso aguardar mais um pouco e esperar que o mercado assente e outras em que é preciso agir rapidamente para não perder determinado negócio.

Por estes dias, e mercê dos spreads competitivos que os bancos apresentam, apesar da Euribor se encontrar em trajetória ligeiramente ascendente, este pode ser um momento interessante para comprar casa.

O que ter em conta na hora de escolher

A localização e a tipologia são os primeiros critérios da sua busca e são eles que vão dizer muito relativamente à avaliação e, posteriormente, ao preço da sua habitação.

Tenha em atenção que uma casa pequena pode servir perfeitamente para os primeiros anos de vida, mas se a ideia for pensar em filhos, pondere bem se dentro de pouco tempo está disposto a passar por todo o processo novamente ou se mais vale pensar já numa casinha um pouco maior.

De igual modo, fatores como boas acessibilidades, proximidade de escolas, comércio, serviços públicos, transportes e construção em zonas de elevado valor de mercado imobiliário influenciam naturalmente esse valor.

Contudo, temos depois o reverso da medalha. Isto é, todos estes fatores valorizam o seu imóvel, mas também fazem com que, por exemplo, pague mais de IMI!

Sobre o autor

Lucía Sánchez

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