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Slippage: o que é este inimigo do trader e como evitar?

O slippage é, provavelmente, o pior pesadelo de qualquer trader. Para quem está habituado a trabalhar no mercado financeiro certamente já ouviu falar deste tipo de operações, em que, por qualquer motivo, uma operação é executada com um preço diferente (e pior) daquele que tinha sido requisitado.

Apesar de não ser muito comum, o slippage pode ser significativamente sério e arruinar completamente a estratégia de um investidor, comprometendo os seus ganhos e o seu investimento. Por isso, é fundamental que os traders saibam como os prevenir e evitar, para que não passem por esse martírio.

O que é slippage?

Se traduzirmos livremente o termo slippage para português dá algo como “escorregadela”, o que não poderia ser mais indicado para um erro deste género. Como explicámos acima, emprega-se este termo no mercado financeiro quando uma operação de compra é executada a um preço muito pior daquele foi ordenado.

Isso acontece porque a ordem de compra foi dada no preciso momento em que o valor do ativo sofreu um acréscimo, acabando por ser executada pelo preço final. Ou seja, imagine-se um ativo com o valor de 50 dólares. O trader deu a ordem de compra no preciso momento em que ela subiu para 53 dólares, acabado por a comprar por este valor bem mais elevado.

Obviamente que o oposto também pode acontecer, mas nesse caso não existem danos para a carteira do investidor. Por isso, o slippage é, sobretudo, empregue quando o trader sai a perder, com um spread negativo. E é aquilo pelo qual nenhum investidor quer passar.

Como funciona?

Numa altura em que o mundo financeiro é totalmente digital, todos os processos e execuções de compra e venda dão-se de forma eletrónica. Ou seja, é anunciado na rede as transações possíveis e os investidores dão ordem de compra ou de venda no sistema. Tudo isto é exibido num quadro de quatro colunas, em que as duas primeiras indicam as ordens de compra e as restantes as ordens de venda.

Quando o sistema reconhece uma ordem de compra e uma ordem de venda com o mesmo valor, ele executa a ordem para esse determinado ativo, de forma completamente automática. É precisamente aqui que pode acontecer o slippage. Isso dá-se devido a uma série de fatores, mas que tem a ver sobretudo com a volatilidade do mercado. Este oscila constantemente e, como tal, a mudança de valores pode acontecer a qualquer altura, apanhando este momento preciso da ação de compra ou venda.

Outro fator que leva ao slippage é aquilo que se chama de risco de liquidez. Como os ativos raramente são transacionados na sua totalidade, o operador tem que os dividir em frações, o que pode levar a esta diferença de valores no momento da operação. E, claro, também o volume elevado de operações em simultâneo do trader pode fazer com que este não consiga executar a sua ordem de compra no exacto momento em que desejaria.

Exemplo de slippage

Já mencionámos em cima um exemplo prático de um slippage muito comum, mas agora que já percebemos um pouco melhor como funciona, podemos aprofundar um pouco mais. Tínhamos mencionado um cenário hipotético dum ativo que estava a 50 dólares e que, entre a ordem de compra e a sua efetiva execução, esta aumentou para 53 dólares.

Para quem não este habituado a este sector esta pode parecer uma diferença mínima. Afinal de contas, estamos apenas a falar de 3 dólares. Contudo, deve ter em conta que um investidor não compra apenas um ativo. Ele compra, por exemplo, um bloco de 100 ações, para que a negociação seja rentável. Ora, uma diferença de 3 dólares num bloco de 100 ações já dá 300 dólares de diferença, o que é bastante significativo.

Como evitar o slippage?

Os especialistas apontam algumas dicas para evitar o slippage no mercado financeiro. A primeira e, provavelmente, a mais importante é que se dê prioridade a ativos de maior liquidez. Isso serve para evitar ações de maior especulação e, consequentemente, com maiores oscilações de valor em curtos períodos.

Além disso, outra dica importante passa por operar com volumes menores de dinheiro. Como vimos no exemplo prática acima, um slippage de 3 dólares é insignificante na compra de uma ação, significativo na compra de um bloco de 100 ações e um desastre numa hipotética aquisição de um bloco de 500 ações. Além disso, os lotes pequenos têm mais vantagens, já que são mais fáceis de vender.

Finalmente, a outra dica para evitar o slippage passa por fazer menos operações por dia, mas com maior nível de confiança. Ou seja, quantas menos operações efetuar, menor será a chance de ocorrer um slippage. No fundo, passa por diminuir a frequência do erro, transacionando menos, mas melhor.

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