XTB: Market update de 27 Novembro de 2017

João Tenente, gestor da corretora XTB

Sessão Europeia

A generalidade das praças europeias abriram otimistas, dando seguimento às recuperações que se iniciaram na passada semana. Depois das quedas provocadas pelo adiamento da nova reforma fiscal, os investidores voltam aos poucos ao mercado, sendo visível que a segurança com que vão entrando não é a mesma de um passado recente. Os índices começam a dar sinais positivos, esperando-se que aos poucos regressem aos ganhos mais acentuados.

O PSI20 segue em contra-ciclo com as restantes bolsas europeias, apresentando uma ligeira correção depois de um final de semana marcado pela recuperação do índice português. O setor bancário continua a ser o mais afetado e com mais dificuldade para voltar a terreno positivo, sendo acompanhado hoje por Corticeira Amorim e Pharol, que apresenta a maior desvalorização do dia de 10%, afetada pela demissão do presidente da Oi, empresa da qual é o maior acionista. Em sentido inverso temos o setor energético que continua impulsionado pelas recentes valorizações do petróleo e também os títulos da Ibersol e Semapa.

Sessão Asiática

Durante a sessão deste kick-off semanal, o Nikkei não conseguiu ficar em território positivo e acabou por cair depois de um iene forte ter contribuído para a falta de apetite pelo risco por parte dos investidores.

O Nikkei caiu 0,2% para os 22.495,99 pontos, depois de ter aberto a subir 0,5%. A Tokyo Electron perdeu 1,8% e a Advantest Corporation também caiu 1,0%. O fabricante de bolachas de silicone Sumco Corporation caiu 4,0% e foi dos que mais contribuiu para a queda do índice de referência.
O enfraquecimento do dólar frente ao iene e um selloff das ações chinesas azedaram o sentimento. O dólar caiu 0,2% para negociar nos 111,39 ienes.
O Topix caiu 0,2% para os 1.776,73 e nas restantes praças asiáticas assistimos ao Shanghai Composite, da China, a cair 0,94%, o Hang Seng, de Hong Kong, a cair 0,60%, o Kospi, da Coreia do Sul, a cair 1,76%, o Nifty, da Índia, a subir 0,15% e o S&P, da Austrália, a subir 0,10%.

Ações

 Julius Baer (BAER.CH) – o diretor executivo da Julius Baer, Boris Collardi, demitiu-se do cargo que desempenhava desde 2009 e foi para a concorrente Pictet, numa clara demonstração da competitividade do setor na Suíça. Aparentemente, Collardi pretende passar mais tempo junto da sua família em Genebra – sendo que os títulos da Baer sofreram uma queda acentuada com esta notícia, e estão a cotar numa zona de suporte que será interessante aproveitar comprando o ativo, pois está a registar uma tendência altista de médio/longo prazo.

Unilever(ULVR.UK) – o grupo de retalho está neste momento à procura de um novo líder, dado que o seu presidente executivo informou que está de saída num futuro próximo. Relativamente às perspectivas de crescimento, as ações da Unilever estão muito valorizadas, e tecnicamente está a cotar numa zona de resistência. Por conseguinte, são oportunas entradas vendedoras no ativo aproveitando quedas na cotação da empresa, com target nas 41.900 libras.

Forex

USDPLN no suporte de longo prazo

O enfraquecimento do dólar americano face aos restantes pares tem provocado movimentos extensivos nas últimas semanas. É verificável uma retração do volume de transações, o que sinaliza a possibilidade de inversão. Face ao Zloty, o USD está a testar um forte suporte em W1 coincidente com 3 mínimos da atual estrutura e 2 máximos anteriores, pelo que poderá encontra volume comprador nesta zona. Foi iniciada a formação de uma pinbar de inversão altista com o encerramento das posições curtas até agora tomadas, sendo que o ativo se encontra nos 61.8 de fibonnaci de todo o movimento ascendente. Neste ponto, entradas compradoras com SL abaixo do suporte e TP perto dos 61.8 de fibonnaci em alta permitem um trade de longo prazo com uma gestão de risco confortável.

USDMXN segue pressionado

A última semana foi especialmente negra para o dólar, esta semana o calendário económico será novamente ligeiro no que diz respeito ao greenback. Vamos ter dados do mercado de habitação e previsão do pib, mas será nos avanços dos cortes nos impostos no senado que vamos ter o foco dos investidores. Desde as minutas da FOMC e o discurso de Yellen no mesmo dia alertarem os investidores para a incerteza em torno da inflação que o dólar perdeu suporte. Em termos técnicos, o USDMXN segue num canal descendente de médio prazo em que o ativo aponta aos 50 de Fibonacci para um possível h&S em d1 ou 61.8 caso o dólar não mostre sinais de recuperação.

Matérias-primas

OIL.WTI W1 – Short na resistência de longo prazo

Como temos visto, o WTI tem estado num movimento de subida bastante agressivo desde as tensões do mês passado na Arábia Saudita. Ainda assim, este movimento de subida pode agora estar a ser finalizado, já que atingimos uma grande zona de resistência, os 38.2% de fibonacci de toda a queda protagonizada desde 2013. Óbvio que este é um prazo temporal muito alargado, mas ainda assim deverá proporcionar uma inversão e correção do activo. Assim, a ideia será vender OIL.WTI com stop nos 60.56 e take profit nos 54.40.

Declaração de Risco

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