XTB – Market Update 4 de Dezembro de 2018

Abertura dos mercados 
Por Carla Maia Santos, Senior Broker 

As bolsas voltam a negociar no vermelho, em dia de pouco volume pois o mercado norte-americano está fechado pelo falecimento do antigo presidente Geoge Bush.

As bolsas voltam às quedas principalmente por dois motivos.
O primeiro, a instabilidade quanto ao futuro das negociações sino-americanas.Depois da reunião do G20 e de os dois gigantes económicos terem adiado as resoluções para daqui a 90 dias os mercados respiraram de alívio levando as bolsas na segunda a abrirem em alta, mas depois começaram a reequacionar a dificuldade de em três meses se chegar a um acordo. A incerteza foi aguçada depois de Trump twittar que é o “Sr. das Tarifas” mostrando que não está disposto a grandes conceções no acordo.
O segundo motivo é a curva das yields das obrigações do tesouro. As yields são a rentabilidade das obrigações. Normalmente, quanto maior a maturidade (duração) das obrigações, maior a rentabilidade exigida pelos investidores. Ou seja, vai exigir receber mais juros se comprar obrigações com um prazo mais elevado. Quando as yields de maturidade se aproximam das yields de menor maturidade chegamos a uma curva neutra. E quando as yields das obrigações de menor prazo são mais elevadas do que as yields das obrigações de maior prazo, temos uma curva invertida. No passado, a entrada numa curva neutra ou invertida é preconizada por uma recessão económica. Daqui a grande preocupação dos investidoresO sector bancário é o que mais perde pois normalmente empresta às taxas de longo prazo e remunera às taxas de curto prazo. Com o aproximar das taxas a sua margem é esmagada.

Altri é a empresa que mais cai no dia de hoje, com a notícia de que a Mayoral vendeu a sua participação, abaixo do valor de mercado, nos 6 EUR. Esta venda dá um sinal aos investidores de que este é o preço alvo da Altri, pressionando o preço a atingir e a desvalorizar até atingir os 6 EUR.


Análise à sessão asiática
Por David Silva, Affiliate manager

Depois de no dia de ontem, as bolsas terem fechado as sessões europeia e americana no vermelho (com desvalorizações de alguns indices na ordem dos 4%),o sentimento mais pessimista alastrou-se para a Ásia e Oceania, tendo osprincipais indices bolsistas também desvalorizado na sessão de hoje, com os investidores a apresentarem-se mais cautelosos, depois das notícias positivas referentes ao adiamento da imposição de tarifas aduaneiras (que poderá não ser assim tão linear, Trump é sempre uma surpresa!).

Na Austrália foi dia de apresentação dos dados do PIB para o terceiro trimestre, queficou abaixo das previsões dos analistas ao apresentar um crescimento anual de 2.8% (vs 3.3% exp.), a coincidir com o pior crescimento desde 2017. Em termos trimestrais, também os dados ficaram aquém do esperado, com um crescimento de 0.3% (vs 0.6% exp.).
De relembrar que o RBA no dia de ontem, apresentou uma prespetiva de crescimento económico de 3% para 2019 e 2020, o que poderá ser um cenário mais complicado se não houver aumento dos rendimentos das famílias, pois também o consumo está a crescer a um ritmo mais lento do que o esperado.

Com tudo isto, as bolsas da praça asiática fecharam o dia no vermelho, comdestaque para o S&P/ASX 200 (AUS200 na xStation) que está, novamente, mais perto dos mínimos alcançados em 2017. Também o AUD foi o destaque no mercado cambial, com o EURAUD a continuar a recuperação da queda que se verificou desde o início de Outubro.


 Ações

Por José Correia, Senior Broker 

Maersk (MAERSKA.DK) – a transportadora marítima  dinamarquesa assumiu o controlo da pegada de carbono das suas operações, declarando ter como objetivo extinguir totalmente o seu impacto ambiental até 2050. Em declarações ao Financial Times, o diretor operacional da Maersk, Soren Toft, afirmou que esta não é apenas mais uma rotina de redução de custos, mas antes uma viragem de mentalidade que está orientada para um futuro sustentável. A sua cotação formou uma vela de martelo em H4 e evidência potencial para entradas compradoras no ativo.

Matérias primas
Por Eduardo Silva, Head of Sales

Petróleo prepara movimento impulsivo

Depois do breakout do canal ascendente e Kumo cloud em D1 vemos que o em termos de análise técnica o WTI aponta aos 61.8 Fibonacci da ultima subida.No entanto, a única premissa que realmente interessa neste momento é se na reunião de dia 6 do grupo OPEC+ vão ou não chegar a acordo para cortar a produção.E mesmo que se chegue a acordo para cortar a produção ,será ou não um valor que convença o mercado de que a inundação de petróleo nos mercados perante um possível desacelerar do  crescimento mundial. Não devemos esquecer que desde que a China parou de importar petróleo dos EUA os inventários dispararam. A pausa na guerra comercial e o rumor que a China vai retomar a compra de WTI significa que podemos ter quedas nos inventários nas próximas semanas. TP 61.8 fibonacci , SL 56.6 Segundo TP 78.6  de fibonacci
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Forex
Por Pedro Amorim, Sénior Broker

AUD/USD – Novas noticias sobre a guerra comercial para breve

O presidente Trump e o presidente chinês Xi saíram de sua reunião com uma “trégua” sobre as tarifas comerciais , provocando uma reação de maior “aversão ao risco” nos mercados globais assim que abriram na segunda-feira em alta

Essa reação positiva também foi observada no AUDUSD, que ficou em aberto na Ásia em alta, mas desde então retornou aos níveis de negociação de sexta-feira, após a confusão sobre o estado do acordo comercial EUA-China . Tivemos também dados que mostram uma desaceleração da economia global e do drama desencadeado por uma inversão da curva das taxas de juros , e parece que o sentimento de aversão ao risco pode ser o principal fator de mercado no momento.

Isso tudo se alinha para os vendedores olharem para o AUDUSD, já que o dólar australiano tende a sofrer um impacto durante os dias de risco por causa de seus fortes laços económicos com a China e o seu rendimento relativamente às taxas de juros.

Olhando para o futuro, penso que estes desenvolvimentos e dados recentes que mostram uma economia global a começar a abrandar (por exemplo, os indicadores de produção industrial chineses a cair ) podem continuar a pressionar o AUDUSD.

O Banco Central da Austrália não aumentará as taxas em nada por causa da última reunião de política monetária, mostra que a tendência é mais para quedas do que subidas no AUD / USD.

A volatilidade deve continuar, pois veremos eventos económicos importantes para o mês de dezembro tanto nos EUA como na Austrália (mais notavelmente dados de emprego dos EUA e declarações da FOMC, bem como dados trimestrais australianos sobre emprego e PIB) que poderiam dar um movimento interessante a aproveitar neste par cambial

Em termos técnicos no gráfico diário temos desde o gap em alta no início da semana fortes quedas registadas, com potencial para continuar. O estocástico começa a mostrar sinais de desvalorização e o RSI também.

A ideia seria regressar à antiga resistência criada desde o início do ano e fazer um suporte.

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Forex
Por Tiago da Costa Cardoso, Sénior Broker & Team Leader

GBPAUD D1 – Buy above support

Depois de uma semana de perdas, a GBP mostra agora potencial para ganhar força novamente com o seu teste aos mínimos frente a praticamente todos os maiores pares. Do outro lado, vemos o AUD à procura de uma correcção, depois dos seu movimento de alta em Novembro. Com isto, e com o par (GBPAUD) a testar a sua zona de suporte, é possível vermos uma reacção em alta nestes valores.
Assim, a ideia será comprar GBPAUD com stop nos 1.7165 e take profit nos 1.7770. 
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