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Schroders: Como a China está a posicionar-se para um crescimento mais lento

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A liberalização também ajuda

Por Craig Botham, Economista de Mercados Emergentes

O Congresso Nacional do Povo, o parlamento nacional chinês, reuniu-se entre 5 e 20 de março. Esta conferência costuma proporcionar ao grupo de líderes com altos cargos a oportunidade de definir objetivos políticos e económicos para o ano em curso. Desta vez, parece que os responsáveis estão a tentar preparar todos para uma transição para um crescimento mais lento.

No entanto, por agora, julgamos que a forte procura global irá continuar a sustentar o crescimento da China. A nossa previsão para 2018 é de manter os 6,6%. O crescimento de 2017 foi de 6,9%.

Porque irá abrandar o crescimento?

Uma política monetária ligeiramente mais restritiva deverá ser responsável por um crescimento mais lento. Tal não irá ocorrer, de modo algum, de uma forma agressiva. Será apenas um ligeiro aperto em algumas áreas para conter os riscos financeiros.

A maior pressão deverá ser sentida no mercado imobiliário. O banco central do país, o Banco Popular da China, pensa que o crescimento do crédito à habitação tem sido “um pouco rápido demais”, pelo que esperamos algumas alterações na regulação desta área. Também prevemos um abrandamento no crescimento do crédito, o que terá um impacto negativo no setor imobiliário.

O que irá suportar o crescimento?

O governo irá manter a abordagem expansionista na política orçamental, o que irá servir de suporte ao crescimento. Uma política expansionista reflete habitualmente um aumento na despesa pública e/ou uma redução nos impostos.

O aumento da despesa pública irá no sentido de alterações nalgumas políticas fiscais cruciais. Estas incluem uma simplificação do IVA (com reduções para as pequenas empresas, que também irão beneficiar de um corte no IRC) e menos contribuições para a segurança social.

Tal irá impulsionar o setor privado, estando igualmente previsto o crescimento do investimento privado. O objetivo parece ser apoiar o setor privado de modo a contrariar o provável abrandamento no setor imobiliário.

A liberalização também ajuda

Tendo em conta a escalada das tensões comerciais, particularmente com os EUA, não é surpresa que o Congresso também tenha discutido a abertura de uma série de setores chineses ao investimento estrangeiro, o que iria contribuir para o crescimento da economia. A questão da redução das tarifas sobre a importação de bens de consumo foi novamente colocada. Esta tornaria os bens mais baratos para o consumidor, o que também contribuiria para impulsionar o PIB.

Embora estas medidas causem algumas preocupações nos EUA, é pouco provável que tenham um impacto considerável na balança comercial e não serão provavelmente suficientes para dissuadir os EUA de imporem direitos aduaneiros sobre as importações chinesas. Estes tornarão os bens chineses menos competitivos no mercado norte-americano e poderão traduzir-se numa redução do comércio entre a China e os EUA prejudicando o crescimento económico global.

No entanto, o que as medidas orçamentais acima referidas indicam é a importância que o plano chinês de atualização do setor industrial tem para as autoridades do país. As tarifas aduaneiras propostas pelos EUA são em resposta: Aos esforços da China para subir na cadeia de valor (ou seja, produzir bens de maior valor e mais lucrativos).

Ao maior espaço de manobra

Em geral, pensamos que o Congresso mostra que as autoridades chinesas continuam positivas sobre o crescimento económico do país, embora tal não constitua surpresa. Dito isto, parecem ter reconhecido que um menor crescimento será inevitável. Ao abandonarem gradualmente objetivos mais ambiciosos, as autoridades estão a aumentar o seu espaço de manobra económico e político.

O valor dos investimentos e o rendimento proveniente destes podem aumentar ou diminuir e os investidores podem não conseguir recuperar a quantia originalmente investida.

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Os pontos de vista e as opiniões descritos são da equipa de Economia da Schroder Investment Management e podem não representar necessariamente pontos de vista expressos ou reflectidos noutras comunicações, estratégias ou fundos da Schroders.
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O desempenho anterior não é um indicador confiável dos resultados futuros. O valor das ações e o seu rendimento podem cair ou crescer e os investidores podem não recuperar o montante originalmente investido.
Publicado por: Schroder Investment Management Limited, Sucursal em Espanha. Registada na Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) de Empresas de Serviços de Investimento do Espaço Económico Europeu com sucursal em Espanha com o número 6. As previsões indicadas no documento são o resultado de modelação estatística, baseada numa série de pressupostos. As previsões estão sujeitas a um elevado nível de incerteza relativamente a fatores de mercado e económicos futuros que podem afetar o desempenho futuro real. As previsões são fornecidas para fins informativos à data de hoje. Os nossos pressupostos podem mudar materialmente com alterações nos pressupostos subjacentes que possam ocorrer, entre outras coisas, uma vez que as condições económicas e de mercado se alteram. Não assumimos qualquer obrigação de lhe fornecer atualizações ou alterações a estes dados, visto que os pressupostos, as condições económicas e de mercado, os modelos ou outros fatores se alteram.

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