O que é um ETF? Saiba o que são e que vantagens trazem

O que é um ETF?

Para quem começa a interessar-se pelo mercado financeiro e económico, em busca de boas oportunidades de investimento, é provável que se depare com a sigla ETF. Afinal de contas, este tipo de activo tem tido um crescimento e uma adesão muito forte nos últimos anos, garantindo um retorno financeiro muito grande a vários investidores em todo o mundo.

Contudo, tal como os outros instrumentos financeiros, os ETF também têm riscos associados. Obviamente que o mercado económico não é uma ciência exacta e, para investir, deverá faze-lo com critério, adoptando uma postura sensata, responsável e inteligente. Para o ajudar em tudo isso, compilámos nas linhas seguintes tudo o que necessita saber sobre um ETF.

O que é um ETF?

Antes de tudo, há que começar pelo início, tal como se inicial todas as histórias. Afinal de contas, o que é um ETF? Comecemos pelo nome. ETF são as iniciais de Exchange Traded Fund, o que traduzido livremente para português dará algo como Câmbio de Fundo Comercial. E um ETF é um activo financeiro cotado em bolsa. No entanto, este é muito diferente dos fundos tradicionais.

Os ETF surgiram no Canadá no ano de 1993 e são activos financeiros conjuntos que acompanham um determinado índice económico, como o PSI-20 ou o DAX, por exemplo, onde os investidores da bolsa podem investir o seu dinheiro, através da compra e da venda destes fundos. Ou seja, esta bolsa espelha o movimento dos activos que estão incluídos no seu portfólio.

No entanto, os ETF não replicam apenas ações tradicionais de empresas, já que podem também espelhar outros activos financeiros, como é o caso de moedas, obrigações, matérias-primas e taxas de câmbio. No entanto, esta nunca é uma réplica completamente perfeita, porque os ETF têm outros custos associados.

Como funcionam?

Esta é provavelmente a parte mais complicada. No entanto, para quem tem um conhecimento básico de como é o funcionamento do mercado de valores este entendimento será relativamente mais fácil. É que, tal como as ações e os fundos tradicionais, os ETF são também negociados durante as sessões da bolsa, recebendo um símbolo de cotação e respectivo preço.

Como mencionámos no parágrafo em cima, o valor de um fundo ETF replica normalmente o preço dos títulos subjacentes desse pacote. Sempre que estes valores se afastam, o mercado realinha o preço de ambos, o que faz com que este tipo de instrumento financeiro seja uma óptima opção de investimento, procurada por muita gente em todo o mundo. Podem ser negociados em tempo real, já que são equiparados a valor patrimonial, garantindo uma maior segurança a quem investe.

Para negociar um ETF, o primeiro passo passa por seleccionar o fundo em que quer investir. Depois, o passo seguinte é decidir, tal como no mercado de ações, se quer transmitir uma ordem de compra ou de venda. Para isso, necessita dos serviços de um banco ou de uma correctora que disponibilizem esses serviços.

Ou seja, se quer comprar um ETF e já tem um intermediário, apenas necessidade de encontrar um detentor do ETF que pretende que esteja disposto a vende-lo. Como a maioria destes fundos asseguram sempre um preço de venda e de compra, a transação é facilmente feita por qualquer investidor, seja ele individual ou institucional. Contudo, os riscos associados são sempre exponencialmente relacionados com o potencial do mesmo.

Vantagens e desvantagens

Tal como qualquer outro tipo de activo financeiro, os ETF têm vantagens e desvantagens para os investidores. Comecemos pelos seus benefícios.

A principal vantagem de negociar em ETF é que tem acesso a vários activos financeiros através de um único instrumento. Por exemplo, actualmente sabemos que o sector da inteligência artificial está em ascensão. Contudo, não conhece numa empresa de robótica para saber qual tem maior potencial de investimento. Com um ETF, pode investir em contrapartida a um fundo que compila o mercado da robótica, como é o caso do ETF Global X Robotics & Artificial Intelligenge. Ou seja, em vez de estar a “apostar” numa empresa específica, está antes a investir em firmas que beneficiam dessas áreas de produção, aproveitando um mercado em expansão em detrimento de uma empresa em particular.

Existem ainda outras vantagens associadas aos ETF. As comissões são bem mais baixas, por exemplo, e o risco é normalmente menor, uma vez que estamos a falar de um activo diversificado. Além disso, mas não menos importante, neste sector não existem investimentos mínimos, os quais podem ser definidos apenas pelas correctoras, o que dá espaço a qualquer investidor de se chegar à frente.

Quanto às desvantagens, a principal tem a ver com o facto de não garantirem rentabilidade nem o reembolso total do capital investido. Ou seja, a oscilação dos valores dos títulos subjacentes ao fundo podem levar à perda total do seu dinheiro, mas este é um risco inerente a qualquer tipo de mercado deste género. É por isso que deve sempre explorar e analisar bem o mercado e perceber porque é que um índice de ações emergentes é sempre mais arriscado do que um fundo de obrigações de países ocidentais. Contudo, a possibilidade de lucro do segundo é bem mais inferior do que o primeiro.

Qual a diferença entre um ETF e um fundo de investimento?

Outra pergunta recorrente de quem está a ponderar investir num ETF pela primeira vez prende-se com a diferente entre estes e um fundo de investimento tradicional. É uma óptima e pertinente questão, cuja resposta também é muito simples.

Ora bem, comecemos pelo fundo de investimento. Este é o conjunto das contribuições das poupanças de várias pessoas, que passam a sua gestão para uma entidade profissional respectiva. Por sua vez, os ETF são fundos que são negociados directamente no mercado de ações, equiparados a ações, que replicam o valor dos seus activos subjacentes.

Por sua vez, enquanto que os ETF são sempre de gestão passiva, os fundos tradicionais podem ter uma gestão activa. Isto significa que, entre outras coisas, os fundos tradicionais tentam superar os seus índices para garantir rentabilidade aos seus investidores, enquanto que os ETF tentam corresponder tal e qual o retorno do índice do activo que espelham.

Sobre o autor

Diana Costa

Content Specialist for Rankia Portugal

 

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