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Muito se tem falado sobre se fechar a economia através de medidas de contenção social é o caminho certo a seguir. A inevitável recessão e até as possíveis mortes que poderiam daí surgir acabam por ser alguns dos argumentos das pessoas que acabam por favorecer uma outra forma mais flexível de contenção. 

A realidade é que a presença destas medidas que vemos a serem implementadas um pouco por todo o mundo, promovem uma recessão abrupta e dolorosa para todos. No entanto, a questão aqui prende-se no facto da contração da economia ser maior tanto quanto forem as medidas de contenção existentes.

Num estudo publicado a semana passada, apelidado de Macroeconomics of Epidemics (2020), conclui-se que existe de facto um trade-off entre uma recessão mais profunda no curto-prazo e as consequências para a saúde humana e em particular, para o número de mortos causados pela epidemia. É estimado que na ausência de políticas de contenção, menos meio milhão de pessoas seriam salvas nos Estados Unidos e também que a recessão seria menos acentuada no curto-prazo. No entanto, o mais interessante do ponto de vista económico é que a longo-prazo a economia teria maior dificuldade em sair dessa crise (não tão profunda no início, mas mais duradoura) e que isso poderia ter um impacto mais negativo no produto do país quando comparado com uma situação em que existiriam medidas de contenção social por um período de um ano.

Curiosamente, também na semana passada saiu um outro estudo empírico que comprova o modelo utilizado na investigação acima referida. Em Pandemics Depress the Economy, Public Health Interventions Do Not: Evidence from the 1918 Flu (2020), que tem por base a Pneumónica espanhola vivida em 1918, descobriu-se que as cidades que intervieram mais cedo e de forma mais agressiva não tiveram um desenvolvimento pior do que as outras e que até cresceram mais rápido depois de a pandemia ter ultrapassado. É possível ler-se que “este estudo indica que as intervenções não farmacêuticas (e.g. quarentena, encerramento de escolas, etc) não só diminuem consideravelmente a mortalidade como também mitigam possíveis consequências económicas adversas resultantes da pandemia”. No fundo, a elevada mortalidade presente em regiões onde as medidas de contenção foram menos hostis retiraram mão-de-obra ao mercado de trabalho bem como contribuíram para uma redução do consumo. Por fim, é ainda aconselhado que as medidas de contenção devem ser gradualmente levantadas à medida que o número de casos positivos começa a diminuir.

Com isto conclui-se que talvez não exista aqui dilema algum e que a nossa melhor solução para este problema é mesmo adotar e respeitar todas estas medidas de contenção social. É o melhor para a saúde pública e para a saúde da nossa economia. Pondo também a economia de lado, se tudo isto é feito em prol da vida humana, não devemos deixar este valor de lado hoje para que outros possam viver menos bem amanhã. Se os nossos valores têm prazo de validade, então não são valores.

 

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