Entrar
Acesso
Entrar em Rankia

Bem-vindo à sua comunidade financeira

Informe-se, debata, compartilhe experiências; aprenda sobre como economizar e investir. Faz parte da maior comunidade financeira, já somos mais de 750.000 desde 2003. Você se inscreve?

Como interpretar a demonstração dos fluxos de caixa

Subscrever Newsletter

Selecione os temas de seu interesse e assine nossa newsletter abaixo:

Subscription Type(Obrigatório)

demonstração dos fluxos de caixa  é talvez a demonstração financeira mais importante para analisar uma empresa pelos fundamentos . A declaração de fluxos regista todo o dinheiro que sai e entra numa empresa durante um período e mede a capacidade de gerar dinheiro / caixa de uma empresa.

Demonstração dos Fluxos de caixa

A demonstração dos fluxos de caixa é importante para considerar por várias razões:

  • A demonstração dos fluxos de caixa usa o critério de caixa em relação ao critério de competência da demonstração de resultados. As receitas e despesas são reconhecidas no resultado quando são reconhecidas e não quando são cobradas / pagas.
  • Permite observar o crescimento e a diminuição da dívida . Quando uma empresa emite dívida, ela representa uma entrada de caixa e quando a empresa paga o principal de uma dívida (amortização), isso representa uma saída de caixa, mas um aumento da dívida não é, a priori, positivo.
  • O item de amortização aparece na demonstração de resultados, que serve para aproximar o investimento necessário para manter o negócio. Na demonstração dos fluxos de caixa, podemos observar o investimento real feito pela empresa , tanto para manter o negócio como para expandir. Da mesma forma, podemos ver se a empresa realizou desinvestimentos nos últimos anos.
  • Outro ponto importante é observar os dividendos pagos durante um exercício . Os dividendos geralmente representam uma saída de caixa significativa em muitas empresas.

Em resumo, observando as demonstrações de fluxo de caixa, podemos observar o aumento / diminuição da dívida, o pagamento de juros, os investimentos realizados (tanto para manter a estrutura produtiva do negócio e para crescer) quanto os dividendos pagos aos acionistas. Desta forma, podemos observar o percentual que representa o pagamento de investimentos, juros e dividendos sobre o fluxo de caixa livre (FCF: Free Cash Flow). Também podemos ver se os investimentos para crescer foram financiados com o caixa gerado pelo negócio ou através da emissão de dívida

Funções dos Fluxos de caixa

A principal função da DFC é sintetizar de maneira estruturada todas as saídas e entradas de caixa de uma empresa durante determinado período.

Para isto, a DFC é dividida em três grandes contas, que são:

  • Atividades operacionais
  • Atividades de investimentos
  • Atividades de financiamento

O que é o Free Cash Flow?

O FCF é o fluxo de caixa obtido das atividades operacionais uma vez que os investimentos para manter o negócio foram deduzidos . Em outras palavras, o FCF é o dinheiro gerado pelo negócio, uma vez que os custos de produção foram deduzidos, e com o qual credores (juros da dívida), acionistas (dividendos) e investimentos em crescimento são pagos.

O FCF é uma magnitude muito importante porque podemos medir se os investimentos necessários para manter os negócios / juros / dividendos pagos são muito altos em relação ao FCF gerado. Idealmente, os investimentos para manter o negócio e os juros sobre a dívida eram baixos em comparação com o FCF, de modo que a empresa pudesse dedicar uma parte maior ao pagamento de dividendos ou ao crescimento como empresa. Também terá que ser considerado se pagar todos esses itens que a empresa precisa para aumentar sua dívida.

Como interpretar a demonstração dos fluxos de caixa

Dito isso, é melhor reafirmar a declaração dos fluxos de caixa para que tudo o que foi discutido acima seja melhor observado. Partimos um exemplo de demonstração dos fluxos de caixa:

 

Classes:

  • Fluxos de caixa operacionais: os que dizem respeito às operações. Neste grupo encontramos os recebimentos e pagamentos de clientes e a fornecedores, assim como os pagamentos aos colaboradores, impostos diretos entre outros pagamentos respeitantes à atividade operacional
  • Na segunda parte, são apresentados os fluxos de caixa das atividades de investimento e naturalmente aqui vemos os valores que a empresa investiu e desinvestiu em ativos durante o período
  • De seguida, figuram os fluxos de caixa referentes às atividades de financiamento e neles podemos analisar as entradas e saídas de dinheiro que dizem respeito a financiamentos das diversas fontes – alheias ou próprias. São também apresentados os valores doados e usados para cobertura de prejuízos

Porque é tão importante esta informação?

Como vimos, a Demonstração dos Resultados é construída de acordo com princípios contabilísticos que algumas empresas menos idóneas tentam manipular. A Demonstração de Fluxos de Caixa, pelo contrário, regista simplesmente o fluxo do dinheiro. É muito mais difícil manipular esta informação e no limite bastaria analisar o saldo das contas bancárias da empresa no início e fim do período para se chegar ao fluxo líquido de tesouraria.

Por esta razão, alguns defendem que a tributação das empresas deveria incidir sobre o fluxo de caixa em vez de incidir sobre o lucro contabilístico.

Outra razão é que as empresas não sobrevivem sem dinheiro. A empresa pode continuar a operar por um tempo indeterminado com prejuízos, mas no dia em que deixa de ter dinheiro disponível para financiar as suas operações, tudo pára. Portanto, é necessário manter este tipo de controle, e permanentemente, sobre o fluxo do dinheiro.

Métodos Demonstração de Fluxos de Caixa

Basicamente, existem duas vertentes da Demonstração de Fluxos de Caixa, quanto ao seu método:

  • O método direto, que regista cada uma das transações de entrada e saída de dinheiro, classificando-as de acordo com a estrutura do quadro seguinte
  • O método indireto, que apura os fluxos de caixa a partir da demonstração de resultados e de diferenças de saldos de determinadas rubricas do balanço do período corrente e o período anterior. Mais à frente veremos como

Método direto

O método direto indica as entradas e saídas de caixa individuais das atividades operacionais, por exemplo:

  • Recebimento de clientes (+)
  • Pagamentos a fornecedores (-)
  • Pagamentos aos funcionários (-)
  • Pagamentos de juros (-)
  • Impostos (-)

O resultado de todos esses fluxos informa o total de caixa gerado pelas operações.  A vantagem da forma direta é evidenciar claramente os pagamentos e recebimentos. Entretanto, este método de apresentação da DFC não é muito comum.

Método indireto

O método indireto, ao contrário da forma direta, não evidência diretamente as entradas e saídas de caixa.

Essa área do demonstrativo começa com o lucro líquido que será somado com o valor da depreciação e amortização, que embora do ponto de vista contábil sejam despesas reais, esses custos não consomem dinheiro algum, pois representam o que já foi gasto anos antes.

Outros fatores além dos que já foram citados entram no cálculo dessa métrica, como impostos, juros pagos ou recebidos entre outros. O importante de ressaltar nessa parte do demonstrativo é que tudo aquilo que nos demonstrativos de resultados (DRE) foi positivo ou negativo e não possui efeito caixa será lançado como negativo (positivo) para ser somado ao lucro líquido e resultar no fluxo de caixa operacional.

Ler mais tarde - Preencha o formulário para guardar o artigo como PDF

Artigos Relacionados

Após dois anos fracos no mercado de IPOs, 2024 acena com um cenário mais otimista para os mercados financeiros. Dive...

Deixar uma Resposta

Subscribe
Notify of
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais antigo Mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
José
Convidado

Olá! eu preciso de alguama ajuda
Quem tiver livros que abordam sobre o fluxo de caixa
Com maior abrangencia por favor

O meu email é esse: [email protected]