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Como investir com ETFs alavancados e inversos?

Como investir com ETFs alavancados e inversos? Começar a investir na bolsa é uma boa opção para obter um retorno extra, mas precisa de saber onde está a investir. Tenha em mente que o investimento na bolsa tem mais risco do que outros ativos, como um título de dívida do estado Soberano. O risco suportado é maior e, portanto, o retorno potencial também é maior.

Além das ações, existem muitos outros produtos financeiros para investir na bolsa, entre eles estão os ETFs. Os ETF são provavelmente os mais populares instrumentos para quem chega pela primeira vez ao exigente mercado financeiros. Isso deve-se ao facto de serem extremamente simples de entender e usar, uma vez que são intuitivos e fáceis de investir.

Um ETF é um fundo negociado em bolsa que consiste numa carteira de títulos semelhantes a ações, que espelham e seguem um índice subjacente, que pode ser qualquer tipo de activo: uma matéria-prima, acções em bolsa, etc. Isto permite diversificar o investimento, reduzindo os riscos, e permitindo fazê-lo de forma mais barata. Os ETF são ainda negociados ao longo do dia, na bolsa, como acções ordinárias.

São várias as vantagens deste tipo de instrumento financeiro. Como um ETF é uma carteira de títulos diversificada, permite minimizar os riscos e aumentar as chances de sucesso. Além disso, como o seu valor flutua ao longo do dia, permitem serem negociados várias vezes até ao fecho do mercado, aumentando também as possibilidades do investidor. E a sua diversidade permite ao investidor estar a salvo de flutuações de mercado, uma vez que o ETF por e combinar activos de natureza diferentes.

Os ETFs são fundos de investimento negociados como ações. Portanto, os ETFs podem ser comprados e vendidos a qualquer momento em que a bolsa de valores estiver aberta. Os ETFs mais comuns são aqueles que replicam índices de ações como o Nasdaq ou o S&P 500.

O que é ETF alavancado?

Também já sabemos que um ETF é um produto financeiro que segue o índice do activo subjacente. No entanto, falta falarmos do ETF alavancado, que devolve um múltiplo dos ganhos do activo subjacente. Ou seja, amplia o desempenho do activo seguido pelo ETF, podendo multiplicar ou triplicar o valor investido.

No entanto, da mesma forma que os ganhos são elevados, também os riscos são grandes, uma vez que funciona igual para os dois lados. Em caso de desvalorização do activo subjacente, as perdas são também multiplicadas. Ou seja, os riscos associados são elevados, mas os ganhos são maximizados e, como tal, tornam-se extremamente apetecíveis.

O que é um ETF inverso alavancado?

Finalmente, falta mencionar o ETF inverso alavancado, o produto financeiro que combina estes dois tipos de ETF que acabámos de mencionar. Estes ETF, que também são comummente conhecidos como ultra-curtos, tem como objectivo ampliar o inverso do desempenho do activo espelhado pelo fundo. Ou seja, tem um efeito de alavancagem sobre o inverso do valor do índice espelhado pelo ETF, aumentando assim o risco envolvido, mas também os rendimentos possíveis.

Quais são os custo de investir nestes ETFs?

Existem custos associados no investimento em ETF que, à primeira vistam temos tendência a ignorar, o que é um erro muito perigoso. É que esses custos podem ser elevados e como são sempre suportados pelo investidor, é fundamental estar conscientes do seu valor para perceber se o ETF é vantajoso ou não.

Assim, é necessário perceber que investir em ETF envolve todas as comissões de gestão, um custo indirecto suportado pelo investidor que depende de cada entidade gestora. Como qualquer serviço prestado, este também precisa ser remunerado e, por isso, deve estar a par dos valores cobrados. Estas são sempre apresentadas em termos anuais e em percentagem do total gerido, mas na prática são deduzidas diariamente do valor patrimonial do ETF.

Além disso, existem ainda os encargos correntes, conhecidos pelas iniciais TER, que derivam do original em inglês de total expande radio. Este custo inclui a comissão paga ao banco depositário, taxas associados e comissões de outros fundos, caso existam. É certo que um ETF tem um TER mais baixo do que um fundo, mas são custos importantes a ter em conta.

Finalmente, é ainda preciso ter em conta que sempre que subscreve ou resgata um ETF poderá ter que pagar uma comissão sobre o valor movimentado. Quando maior for o tempo de permanência no ETF menor será a comissão de resgate e é um gasto que muitas instituições financeiras já não estão sequer a cobrar, com o objectivo de captar novos clientes e fidelizar os antigos.

Como podemos vencer se o mercado cair?

Existem ETFs que replicam índices, como vimos, mas também existem ETFs que replicam o comportamento inverso dos índices. Isso é possível graças ao uso de derivados, como a venda de futuros, a compra de opções de PUT, a venda da CALL e diferentes estratégias que tentam replicar o comportamento inverso dos índices.

inverso também podem ser ETF alavancado . Por exemplo, um ETF inverso perderia 1% do seu valor se o índice replicado fosse reavaliado em 1%. Se o ETF for Ultra inverso, ou duplo inverso, como vemos na imagem a seguir, vemos como aproximadamente para cada ponto percentual que o índice cai, o ETF ultra-invertido reavalia dois pontos percentuais. Se o Ibex cair 2,62%, o ETF duplo inverso é reavaliado em 4,93%.

Os retornos são sempre aproximados, porque, como já dissemos, os ajustes não são perfeitos e sempre haverá um Tracking Error, ou seja, uma pequena incompatibilidade. Esse descompasso pode ser acentuado se mantivermos a posição por um prazo muito longo.

ETFs alavancados e inversos

Qual é o risco de investir com ETF?

Os ETF são um instrumento financeiro extremamente apelativo, com a promessa de rentabilização fácil. Afinal de contas, se a promessa de resultados em dobro de um ETF já é incrível, o que dizer de um ETF invertido em que, se o activo baixar, o ETF valoriza em dobro também?

No entanto, é necessário ter em conta que existem riscos associados. Afinal de contas, não falamos de uma ciência exacta e, como tal, é impossível ter sempre resultados positivos. E quem lhe disser o contrário estará certamente a mentir. Aliás, o primeiro segredo para o sucesso está precisamente aí, em mentalizar-se que nem sempre será possível ter o sucesso que desejaria. O truque reside então encontrar o equilíbrio perfeito entre mitigar os riscos envolvidos e maximizar as poupanças investidas.

Assim, é preciso perceber que a alavancagem dos ETF é ajustada diariamente, o que significa que o seu valor pode mudar substancialmente num curto tempo. É por isso que o timing das acções de compra e venda são extremamente importantes para quem investe em ETF e esse é o maior risco deste tipo de produtos, para os quais todos os empresários e investidores devem estar bem conscientes e atentos.

 

 

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Carlos
Convidado

Na aquisição de um etf alavancado (long ou short) cotado na Nyse arca como por exemplo o BRZU ou o UCO, posso perder mais do que o capital investido. Estão com cotação em mínimos e se perder só o capital que investir não me importo de investir nos mesmos. Gostaria de saber a vossa opinião. Obrigado.