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O que esperar do mercado cambial no restante de 2021?

Depois de sucessivas renovações de máximos históricos nos principais mercados acionistas mundiais ao longo do presente ano de 2021, assistimos nesta altura a aumentos de volatilidade que têm vindo a ser antecipados há bastantes meses, dada a ausência de movimentos corretivos expressivos. As pressões inflacionistas que observamos de forma consistente em praticamente todas as economias desenvolvidas, ameaçam obrigar os bancos centrais a restringir as suas políticas monetárias expansionistas.

Os aumentos dos preços da energia (petróleo, gás natural e eletricidade) a que assistimos nas últimas semanas solidificam a tese de que os aumentos de preço generalizados nas economias poderão ter carácter não apenas temporário, mas sim permanente. Na economia americana, as obrigações do tesouro americano voltaram a superar os 1.5%, ilustrando algum nervosismo do mercado em torno da questão da inflação. Problemas em torno das cadeias de fornecimento globais juntamente com os aumentos de preços da energia alimentam riscos associados a um potencial cenário macroeconómico de stagflation (estagnação económica, desemprego alto e inflação alta).

Dado todos estes desenvolvimentos, o que poderemos esperar do mercado cambial no remanescente de 2021?

Começando pelo peso forte do mercado cambial, o dólar americano tem vindo a demonstrar bastante força nos últimos meses. A alteração da mensagem passada pela FED nas últimas reuniões, onde a redução do seu programa de compra de ativos deverá acontecer já em novembro, leva a um maior grau de especulação de que poderemos assistir a uma subida das taxas de juro já em 2022. O dólar index, (índice que mede a força do dólar face a um cabaz de moeda) encontra-se nesta altura prestes a superar os 94.5, valor esse que coincide com o mínimo registado aquando dos aumentos de volatilidade em março de 2020. Caso esse valor seja superado em alta, deveremos continuar a assistir a uma valorização da moeda americana, apoiada não só pelas questões técnicas e fundamentais enumeradas anteriormente, mas por algum sentido de reticência ao risco (risk-off). 

 

Olhando para outras moedas, economias com forte exposição aos mercados de matérias-primas e energia deverão continuar suportados, com especial destaque para o dólar canadiano que inclusive deverá iniciar, entretanto um processo de subida das taxas de juro. Moedas de economia emergentes poderão sofrer alguma pressão vendedora, caso persistam níveis de volatilidade semelhantes ou superiores aos verificados atualmente. Por último, destacar o dólar neo-zelandês, cujo banco central anunciou a subida de taxas de 25 pontos base, sendo o primeiro banco central representativo de economias mais desenvolvidas a anunciar subida de taxas desde a crise económica provocada pelo Covid-19. 

 

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