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Equação de Fisher: Descubra o que é.

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A equação de Fisher, que deve seu nome ao economista estadunidense Irving Fisher, é uma equação utilizada na teoria económica que relaciona as taxas de juro com a taxa de inflação. Mais especificamente, a equação de Fisher estabelece, através da igualdade, a forma como a taxa de juro, tanto nominal como real, está relacionada com a inflação prevista. A equação é a seguinte:

Taxa nominal= Taxa de juros real + taxa de inflação esperada

Por outras palavras, a equação de Fisher conclui que, para determinar a taxa de juro real de um empréstimo (por exemplo) será necessário descontar a taxa de inflação esperada à taxa de juro nominal esperada. Por exemplo: se os credores exigirem uma taxa de juro real de 3% mas, ao mesmo tempo, se esperar uma inflação de 2%, nessa situação e de acordo com a equação de Fisher, a taxa de juro nominal será de 5%.

Da análise desta equação emerge o chamado Efeito Fisher: os aumentos na taxa de inflação são transmitidos, um a um, à taxa de juro nominal.

Qual é a diferença entre a taxa de juro real e nominal?

Para compreender completamente a equação de Fisher, é necessário fazer uma breve descrição de ambas as taxas de juro. A taxa de juro nominal é a que mostra o rendimento de uma operação como a diferença entre dois preços, enquanto a taxa de juro real tem em conta a possível alteração do poder de compra do dinheiro, ou seja, tem em conta a inflação. Portanto, na equação de Fisher, a taxa de juro nominal inclui, ou ainda não foi descontada, a taxa de inflação, enquanto que se eliminarmos a taxa de juro real  a igualdade será o resultado de subtrair ao nominal a taxa de inflação.

Porque a equação de Fisher é útil para explicar as taxas de juro?

Se olharmos para as tendências das taxas de inflação dos últimos anos, podemos concluir que a equação de Fisher é cumprida porque as evoluções destes dois dados andaram de mãos dadas, ou seja, quando a inflação é alta, as taxas de juro nominais tendem a ser altas e quando é baixa, tendem a ser baixas.

Esta estreita relação entre as duas taxas pode ser verificada para diferentes países, dando mais argumentos à afirmação de que a equação  é uma fórmula a ter em conta se queremos prever adequadamente o comportamento das taxas de juro. No gráfico seguinte podemos ver para o caso dos EUA (comparando as letras a 3 meses com a inflação), com dados aproximados, a tendência que têm seguido e como estão estreitamente relacionados:

equação fisher– Taxa de juros nominal 

– Taxa de inflação 

Além disso, a equação de Fisher é  apreciada por muitos investidores da bolsa, uma vez que os preços das obrigações variam inversamente com as taxas de juro, pelo que se previrmos adequadamente os movimentos das taxas de juro, os nossos retornos de investimento em ações podem aumentar. Um exemplo disso é que empresas de Wall Street contratam profissionais para vigiar os movimentos de políticas monetárias e inflação, a fim de prever melhor as taxas de juro.

 

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